<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5922853859354607182</id><updated>2012-01-05T17:03:16.731-02:00</updated><category term='Filosofia Barata'/><category term='Contos'/><category term='Informações Gerais'/><category term='Reflexões'/><category term='vídeos'/><title type='text'>O Coaxar do Sapo</title><subtitle type='html'>Que fantásticas histórias não tem para nos contar, uma criatura verde e pegajosa, que nada mais faz além de observar o mundo à sua volta, coisa que há muito tempo nós deixamos de fazer?</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Vitor Tassinari Dornelles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16596588697835399031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/SXyrkQDtegI/AAAAAAAAABU/94uGXFiyMz4/S220/vitoor.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>112</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5922853859354607182.post-4690970261594154244</id><published>2010-12-06T00:01:00.001-02:00</published><updated>2010-12-06T00:06:35.763-02:00</updated><title type='text'>O livre arbítrio ou A crônica do homem comum</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sempre sentiu que tinha um grande futuro pela frente. Sempre sentiu suas capacidades superiores. Era aquele que desenhava bem, mas nunca foi o melhor. Aquele que em alguns lugares convenceu com certa musicalidade, mas nunca soube ser bom o bastante. Daí que, muito provavelmente, veio a idéia que ele sempre conservou na cabeça: era capaz de tudo, apenas precisava se dedicar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As vezes essa auto-estima caía. Como quando tentava aprender a cantar e não conseguia. Mas no fim, sempre aquele pensamento fixo de quem apenas não estava se dedicando o suficiente.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas os anos foram passando.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pensou que não precisaria nunca entrar numa faculdade. Ora, tocaria guitarra numa banda; seria o escritor mais novo do mundo a obter fortuna; descobriria um portal para uma terra mágica; ou simplesmente esse tempo nunca chegaria. Mas, no fim das contas, teve que escolher uma profissão. Escolheu aquela que mais se identificava. Seria bom naquilo. Aliás, já era. Precisava de alguns retoques, algum conhecimento técnico, e deu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois de um tempo, descobriu que não era o melhor da turma. Provas não querem dizer nada, pensava. O que importava eram suas capacidades, suas referências culturais, que eram as melhores; sabia ouvir música, ler livros, admirar a arte como ninguém. Era o melhor. Só não fazia o melhor. Era questão de dedicação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E aquela certeza fixa: iria para o exterior. É. Conheceria todo o mundo, exibindo e espalhando talento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Reprovou em algumas cadeiras, teve dificuldades em outras, passou na sorte em outras. Essas coisas não eram nem um pouco importantes. Importava aquela certeza de ser bem sucedido. Até o fim do curso teria achado a mulher de sua vida, aprendido a cantar, desenhar, desenvolveria pesquisas naquelas matérias que adorava, uns dois idiomas por que não?, sem falar na leitura de todos aqueles livros. Nossa, seria fantástico, seria um poço de conhecimento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas os anos passaram. O curso acabou, nem mestrado veio. Ah, tudo bem, precisava mesmo era de um descanso. Depois iria começar aquela pesquisa. Leria aqueles livros que estavam na estante, e faria sua especialização. Não iria mais para o exterior, amava sua terra, além disso, aprender novos idiomas era uma traição a pátria. Seria professor universitário. Queria estabilidade, coisa bem boa ter certezas e passar vida tranquilo. Sempre soube que tudo seria assim.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5922853859354607182-4690970261594154244?l=ocoaxardosapo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/feeds/4690970261594154244/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2010/12/cronica-do-homem-comum.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/4690970261594154244'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/4690970261594154244'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2010/12/cronica-do-homem-comum.html' title='O livre arbítrio ou A crônica do homem comum'/><author><name>Vitor Tassinari Dornelles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16596588697835399031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/SXyrkQDtegI/AAAAAAAAABU/94uGXFiyMz4/S220/vitoor.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5922853859354607182.post-6157027410035401827</id><published>2010-11-28T04:56:00.000-02:00</published><updated>2010-11-28T04:56:59.906-02:00</updated><title type='text'>Versinho da contra-mão</title><content type='html'>O fio que eu fiei não foi o mesmo fio que vocês fiam...&lt;br /&gt;o quero que eu quis não foi o mesmo quero que vocês querem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O faz que eu fiz não foi o mesmo faz que vocês fazem...&lt;br /&gt;E o vai que eu fui não foi, definitivamente, o mesmo vai que vocês vão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5922853859354607182-6157027410035401827?l=ocoaxardosapo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/feeds/6157027410035401827/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2010/11/versinho-da-contra-mao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/6157027410035401827'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/6157027410035401827'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2010/11/versinho-da-contra-mao.html' title='Versinho da contra-mão'/><author><name>Vitor Tassinari Dornelles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16596588697835399031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/SXyrkQDtegI/AAAAAAAAABU/94uGXFiyMz4/S220/vitoor.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5922853859354607182.post-1988059935526779506</id><published>2010-11-27T04:48:00.001-02:00</published><updated>2010-11-27T04:53:17.996-02:00</updated><title type='text'>Sininho noturno</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Borbulha. Bolhinhas cristalinas estouram com sonzinhos poc bem baixinhos. Muita atenção para ouvi-los. Pare, posicione-se confortavelmente, deitado pode ser, posição sensual, e ó, assim é demais, e escute. Delicados são os poczinhos. Um após outro. ...poc...............pocpocpoc.....&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.......poc.............poc.........................poc&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;poc.....................................poc..................................pocpoc........&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;................poc.......................................poc....poc&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Que tu quer?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Quero entrar na tua bolha.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Haha. Bobo. Se tu entrar, estoura. E a gente cai.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Cai onde?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Não sei.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E a janela aberta, vento batendo, levando cortina. Poc...poc...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nossa, o que será que, o que será? O que será que ele pensou quando lhe levaram (poc... poc...)? E, levaram elas também. E depois os gritos. Nossa. E só ele voltando, o olhar, a cara de quem viu tudo acontecer, impotente. Cara. A bolha dele já era. Deixou que as coisas entrassem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Eu também tenho bolha?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Deve ter, ora. Como não teria?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Mas, todos tem?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Ninguém vive sem bolha.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Poc...poc cada existência que se perde. Foram entrando, e não pararam. Entrou ela, depois vieram eles, e vieram as coisas, e as coisas sufocando, e ó meu deus! O que fiz da bolha que me destes?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E abaixo de todos eles. Aquele que borbulha (poc...popopopoc), pairando, criando milhões de micro-universos por segundo, existências inseguras e tão frágeis. Mas é só uma questão de ponto de vista e de relações. Dentro de cada bolha o tempo pode ser enorme. Quanto tempo dura minha bolha aos olhos de quem está fora? Que quer me mostrar, ó peixe-azul-flutuante? Pare já de criar bolhas!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Poc...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5922853859354607182-1988059935526779506?l=ocoaxardosapo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/feeds/1988059935526779506/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2010/11/sininho-noturno.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/1988059935526779506'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/1988059935526779506'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2010/11/sininho-noturno.html' title='Sininho noturno'/><author><name>Vitor Tassinari Dornelles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16596588697835399031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/SXyrkQDtegI/AAAAAAAAABU/94uGXFiyMz4/S220/vitoor.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5922853859354607182.post-9207385539750974869</id><published>2010-11-23T04:45:00.000-02:00</published><updated>2010-11-23T04:45:25.479-02:00</updated><title type='text'>Ode à Morpheus</title><content type='html'>Ontem sonhei que sonhava com você.&lt;br /&gt;E quando despertado - do sonho sonhado -,&lt;br /&gt;Lamentei não ter estado de fato no sonhar,&lt;br /&gt;Porque, pensei, sonhando ainda,&lt;br /&gt;Tudo não passava de um sonho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando, acordado de fato, de todos os sonhares,&lt;br /&gt;E me vendo tão distante do sonho original&lt;br /&gt;Me perguntei, esperançoso, sonhador,&lt;br /&gt;Pode, um sonho que se sonha sonhando,&lt;br /&gt;Ser apenas um sonho?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5922853859354607182-9207385539750974869?l=ocoaxardosapo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/feeds/9207385539750974869/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2010/11/ode-morpheus.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/9207385539750974869'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/9207385539750974869'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2010/11/ode-morpheus.html' title='Ode à Morpheus'/><author><name>Vitor Tassinari Dornelles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16596588697835399031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/SXyrkQDtegI/AAAAAAAAABU/94uGXFiyMz4/S220/vitoor.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5922853859354607182.post-8295841570683002957</id><published>2010-11-14T23:21:00.001-02:00</published><updated>2010-11-14T23:24:33.855-02:00</updated><title type='text'>Sobre lanços, náuseas e vomições</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela arrumava as coisas para ir embora enquanto ele, enjoado, cheio de náusea e desgosto, vomitava a si mesmo com um pouco do croissant chocolate com morangos de algumas horas atrás - e emporcalhando o chão laminado, escorrendo pelos andares, se desintoxicando de toda a estupidez.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Leu um tweet mais cedo que o fez perceber que aquilo tudo era tão humano. Mas e daí? Como a merda. É humano, todo mundo faz; só que é nojento, repugnante, e ninguém, menos ele nesse momento, gosta de pensar sobre. Grande bosta. Pro inferno aqueles que dizem 'e daí acontece com todos ou todos tem ou é humano ou é normal ou é o demônio com dois chifres e um rabo em forma de seta apontando o caminho do inferno'. Cheio. Enojado. Cambaleante.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E se lavava, tossia, o vomito jorrando. Agora pelo nariz. Saindo com força, pressão, ora escorrendo, pingando, mas sem nunca cessar, estravazando toda aquela podridão de três anos - quê? tanto tempo assim? - e por isso vazava e saía de todas as entranhas, dos confins empoeirados e dos novos caminhos que insistiam em se abrir ao mesmo tempo que saía. Mas parecia estancar, finalmente parecia parar. Por um momento, ou outro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aquele líquido sifiilento horroroso escorrendo escada abaixo e por cada andar, lambuzando a cidade já lambuzada de tudo o que é 'humano demais para ser condenado'.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas era isso. Ou outra coisa. Mas entre isso e outra coisa qualquer, melhor era isso mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5922853859354607182-8295841570683002957?l=ocoaxardosapo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/feeds/8295841570683002957/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2010/11/sobre-lancos-nauseas-e-vomicoes.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/8295841570683002957'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/8295841570683002957'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2010/11/sobre-lancos-nauseas-e-vomicoes.html' title='Sobre lanços, náuseas e vomições'/><author><name>Vitor Tassinari Dornelles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16596588697835399031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/SXyrkQDtegI/AAAAAAAAABU/94uGXFiyMz4/S220/vitoor.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5922853859354607182.post-6894262403165027204</id><published>2010-11-10T01:43:00.003-02:00</published><updated>2010-11-10T01:44:35.532-02:00</updated><title type='text'>(Up) O Que te Conto?</title><content type='html'>&lt;i&gt;Publicado em Abril de 2009, ainda nos tempos frios de Bagé. Na falta de idéias, vou republicar algumas coisas. Gosto desse, é uma grande viagem budista em que tudo pode ser tudo e essas coisas. Ok.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 16px; font-style: normal; line-height: 22px;"&gt;&amp;nbsp;-&amp;nbsp;Improvisos sobre situações corriqueiras -&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 16px; font-style: normal; line-height: 22px;"&gt;Nublado. O céu estava meio esbranquiçado. Não daquele jeito cinzento que eu tanto gosto, estava, na verdade, como uma grande lâmpada fluorescente. Mas mesmo assim eu fui até o terraço, levando Kerouac e todos os Vagabundos Iluminados em minha companhia - procurava um pouco de paz.&lt;br /&gt;Cheguei lá, minha caixa d'água, abelhas. Droga.&lt;br /&gt;"Pois bem", eu pensei, "é uma boa oportunidade de enfrentar medos e começar a minha heróica reviravolta." E fiquei, sentado, lendo intermináveis reflexões zen-budistas kerouacianas enquanto as abelhas me circundavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Olha, ei, psiu! Abelha soldado, vai ter que me perdoar e me aceitar. À partir de hoje dividiremos esse espaço. O que tu acha? Não, não tu exatamente, não nessa rigidez militar em que tu vive. Eu pergunto à ti, mas cobro resposta da rainha. Nós com nossas identidades, com nossas forças e fraquezas. Eu temo o teu coletivo, pois muitas são as abelhas. Tu teme o meu tamanho, pois sozinhos são os seres humanos. Eu perdôo o teu zumbido se tu perdoar minha melancolia. Vá agora, seja um bom soldado e leve minha mensagem intacta a sua Elizabelha. Ou quererá tu, com covardes ferroadas iniciar um grotesca batalha da qual nenhum de nós sobreviverá?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu virava aquelas páginas rapidamente, compreendendo todas aquelas reflexões orientais.&lt;br /&gt;Com as pernas cruzadas como índio, vento nos cabelos, na altura certa, bem no nível do entendimento; eu era um Buda. Ou uma outra santidade da era moderna, buscando informação em material alheio. Quando será que esquecemos das fontes e passamos confiar em algum mal elemento (des)humano que descreveu o mundo segundo suas próprias concepções errôneas? E ali estava eu, vendo você passar pelo curto espaço de calçada que conseguia enxergar entre dois edifícios. Mas aí alguma coisa me interrompeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ei, bzzzzzzzzziu! Humano engrenagem, trago uma resposta da minha Elizabelha. Vai ter que me perdoar, mas preciso fazer com que saia daqui. Minha rainha o respeita e não o teme. Mas está a interromper a visão das abelhas vigias. O reino está tenso. Não teremos como prever um possível ataque de vespas. Nós com nossos problemas. Tu com os teus. Mas vá agora, vá que nessa Terra há lugar para todos, inclusive para mim e para você."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então eu fechei o livro e comecei descer as escadas meio entristecido. Afinal, sempre é meio trabalhoso interromper inesperadamente um ciclo geral de compreensão.&lt;br /&gt;Saí de casa, meio sem rumo. A essas alturas o céu já estava mais escuro, cinzento como eu gosto. Aí eu pensei em aproveitar a situação e te seguir, mas você não havia deixado pistas.&lt;br /&gt;O vento estava soprando forte e regular, levava sacolas e jornais que jamais tocavam o chão, tal era a sua leveza e consistência. Então, não sei bem o momento exato, mas sei que começou pelo pensamento sendo levado pelo ar, e assim, por pura reação física, meu corpo foi atrás , apenas para acompanhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voei um pouco a esmo, com o tempo os rasantes pararam de me divertir, fiquei entediado. Passei então algumas vezes pela tua janela, mas tu não percebeu. Ninguém percebia, com exceção de algumas crianças que pareciam temer minha bunda amarela e preta. Por um momento pensei estar perdido, mas logo lembrei onde ficava minha colméia. Voltei para lá, já estava na hora, Elizabelha me chamava. Era alguém que estava a atrapalhar o andamento normal do nosso reino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esqueci do tempo, do mundo, deles e, finalmente, de ti também. E fiquei lá, resolvendo minhas pendengas diárias de abelha soldado.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5922853859354607182-6894262403165027204?l=ocoaxardosapo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/feeds/6894262403165027204/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2010/11/up-o-que-te-conto.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/6894262403165027204'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/6894262403165027204'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2010/11/up-o-que-te-conto.html' title='(Up) O Que te Conto?'/><author><name>Vitor Tassinari Dornelles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16596588697835399031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/SXyrkQDtegI/AAAAAAAAABU/94uGXFiyMz4/S220/vitoor.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5922853859354607182.post-9097266682550248331</id><published>2010-11-01T00:58:00.000-02:00</published><updated>2010-11-01T00:58:03.348-02:00</updated><title type='text'>O colar</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sim, senhor, sabe, que, se, for bem, beeeeem devagarinho, dá pra alcançar o colarzinho, com a ponta do galho, e tentar puxar, mas sem acordar a doce menina, que dorme, tão frágil soninho, tão afligida por tanta dor naquele coração feito de nuvens, e migalhas de sonhos, e, bem, com certa força, firme, preciso, mas nem tão forte, um puxãozinho, arrebenta ele, e pega o colar, sem ela ver. Pega ele, namora ele. Admira cada pedrinha que foi colocada naquele barbante, antes nú e carente de qualquer significação. Aproxima das tuas narinas, sente o perfume que ele traz daquele pescocinho que vinte e poucos anos fizeram há alguns dias. Aquele pescoço que transitou tantos lugares, que tantos outros colares carregou, que tantos braços afagou, que de tantos perfumes foi portador. E nem por isso perdeu sua brancurinha, sua maciez, e imagina tudo isso. Mas só imagina, olhando pro colar, antes que ela acorde. Depois fecha os olhos, sonha com ela, vive toda uma vida em trinta segundos, depois devolve o objeto, põe do ladinho, com cuidado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E ela, senhor, ela vai acordar uma hora. Vai se perguntar, ó meu Deus! Como o colar foi parar ao meu lado? Caiu? Caiu, como, como caiu? E se...? E se alguém o pegasse, eu aqui, dormindo na grama. E se alguém visse o colar solto e pensasse que tivesse algum valor, e pegasse? Sem perceber que ele só vale para mim, tão sentimental que sou, que ele é, o que estou fazendo? Tornando coisas, símbolos, e vivendo assim, religiosamente segundo minhas paixões desperdiçadas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tenha certeza, companheiro, ela nunca vai saber. Nunca saberá que várias vidas foram vividas em teus sonhos. Que de diferentes maneiras tu confessou e jurou teu amor a ela. Mas do contrário, nada acontecerá. Ela está muito ocupada se ocupando do passado, perturbada de mais pelo mundo, presa ao mundo. O mundo, essa coisa inventada por homens, que possui nome, forma, mas tão carente de compaixão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E ele senta, coça o queixo. Pensa que tem histórias novas para escrever. Play, música, próxima, saco, shuffle, nada de bom, desliga então. Mas, essa janela. Desliga! Mas, não. Não posso me ausentar da tela. A tela. Enfim, pensa ele, temos uma presidente, isso não é legal?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E vai, tentando disfarçar seu cotidiano desgraçado com fatos relevantes para o mundo. Só para o mundo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5922853859354607182-9097266682550248331?l=ocoaxardosapo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/feeds/9097266682550248331/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2010/11/o-colar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/9097266682550248331'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/9097266682550248331'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2010/11/o-colar.html' title='O colar'/><author><name>Vitor Tassinari Dornelles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16596588697835399031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/SXyrkQDtegI/AAAAAAAAABU/94uGXFiyMz4/S220/vitoor.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5922853859354607182.post-5765384094259462996</id><published>2010-10-23T20:15:00.008-02:00</published><updated>2010-10-23T21:53:59.332-02:00</updated><title type='text'>O que eu penso da arte</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Sentado, bem sentado, pernas esticadas e uaaahhh! que tarde agradável essa, incrível. E cheguei a descruzar os braços, passar as mãos nos cabelos, me comprimir de novo, cruzar as pernas, batucar nos joelhos, e OH MEU DEUS QUE MARAVILHA de dia.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/TMNy7eV0NxI/AAAAAAAAAGQ/lkVo0akt5M8/s1600/Sem+t%C3%ADtulo-1.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="285" src="http://4.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/TMNy7eV0NxI/AAAAAAAAAGQ/lkVo0akt5M8/s400/Sem+t%C3%ADtulo-1.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: xx-large;"&gt;&lt;b&gt;M&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;as... Lisa, Elisa, Elizabete de batismo, também conhecida como Bete, não gostava de rapazes. E o quanto eu a olhava, Lisa carregando seus livros, abraçando-os contra os seios. Eu queria ser livros. Aliás, queria ser romances, ser epopéias, herói ou desgraçado, desgarrado, desunido, imundo... ou ser uma única poesia dedicada àquela doce Lisa dos meus sonhos - que ela tivesse tranças e fosse uma princesa, que eu tivesse simplesmente que matar um dragão ou cruzar mares gregos, por ela. Por ela. Pôr ela em meus braços, e dizer "minha doce menina, largue esses papéis pesados, tire sua roupa e fique leve para flutuar-mos e observar-mos essa linda ilusão que é a vida".&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Minha Elisabelha... por que me picaste se tudo o que eu fiz foi olhar teus cabelos e perceber que o mundo é belo, belo, belo, belo, belo, belo..,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Mas Lisa não gostava de rapazes. E eu imaginando tudo. Lisa de óculos, intelectual, pesquisando entre clássicos e ela mesmo um clássico da graça, eternizada no mundo, impressa em alto relevo, surgindo da terra e elevando-se, tomando forma de menina, de mulher. Lisa era branca e era negra, Lisa era loira, ruiva, ou morena. Lisa desmontava conceitos, bagunç&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;ava toda a razão, era a prova viva da mutabilidade de todas as coisas, inclusive da realidade, tornando impossível qualquer concepção do real. Lisa era ilusão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;E teve aquele dia. Ou noite? Por que a única lembrança daquele momento era Lisa, suja de tinta, pintando a obra de sua vida. E perguntando sobre detalhes, e falando sobre todas as técnicas. Lisa era herdeira da humanidade. Trazendo todos os conhecimentos de todas as eras e renovando-os em um simples momento de inspiração. E eu disse "pinta o que tu quiser, Lisa, cospe nesse quadro, imprime nele qualquer parte do teu corpo, rola nas tintas e te joga, entra e sai da tela, lambuza o mundo com a tua genialidade".&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;A tarde terminando, eu levantando. Preciso pegar ônibus. Café, céus! Nem acredito que aguentei uma tarde sem café... e, ouvir aquela música do Belle &amp;amp; Sebastian que está tocando na minha consciência. Penso um pouco em Lisa - &amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;- Lisa, que é a história, o destino e a&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;própria arte artísticamente humana.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;E essas pessoas buscando pela renovação nas coisas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5922853859354607182-5765384094259462996?l=ocoaxardosapo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/feeds/5765384094259462996/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2010/10/o-que-eu-penso-da-arte.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/5765384094259462996'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/5765384094259462996'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2010/10/o-que-eu-penso-da-arte.html' title='O que eu penso da arte'/><author><name>Vitor Tassinari Dornelles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16596588697835399031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/SXyrkQDtegI/AAAAAAAAABU/94uGXFiyMz4/S220/vitoor.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/TMNy7eV0NxI/AAAAAAAAAGQ/lkVo0akt5M8/s72-c/Sem+t%C3%ADtulo-1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5922853859354607182.post-2959557572998954250</id><published>2010-10-16T01:11:00.000-03:00</published><updated>2010-10-16T01:11:59.749-03:00</updated><title type='text'>O olhar magnífico de Julieta</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;Era magnífico o olhar de Julieta.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;Que brilhava mais que a lua sobre aquela terra amaldiçoada. Na ausência do sol, escondido, ou envergonhado, ou constrangido diante do espetáculo promíscuo que a humanidade insistia em representar, os olhos de Julieta eram os raios mais brilhantes e fabulosos das redondezas mortais. Alguém disse uma vez que eram portas... portas para o céu, e para o inferno.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;Na beirada da floresta, quase no fim da cidade, mas longe o suficiente das ensandecidas risadas de Pés-Sujos, Julieta costuma sentar no seu tronco. E olhar, apenas olhar, com aquelas bolotas brilhantes. Jogando fragmentos de luz solar, banhando a todos com sua claridade interminável.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;E não eram só olhos. Porque aos poucos você percebe a beleza de sua pele, a negrura dos cabelos. A pintura que ela forma, sentada, vestido branco, longo, a floresta estendo-se atrás dela. E a escuridão a emoldurando.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;Mas Julieta padecia de um terrível mal. Se contorcia de dores ao ver que espécie de caverna escura o mundo se tornou. E não conseguia nunca desviar o olhar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;Julieta não tinha pálpebras.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;Encantado por aquele olhos, um homem - desses que bebem uísque sem gelo e ficam sozinhos no bar, rememorando o êxtase de um tempo que já passou - começou a sofrer desesperadamente por cada vez que Julieta piscava. Então, longe do olhar de todos, ele cortou-lhe as pálpebras.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;Com as próprias mãos, puxando, rasgando a pele. Uma, depois a outra.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5922853859354607182-2959557572998954250?l=ocoaxardosapo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/feeds/2959557572998954250/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2010/10/o-olhar-magnifico-de-julieta.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/2959557572998954250'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/2959557572998954250'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2010/10/o-olhar-magnifico-de-julieta.html' title='O olhar magnífico de Julieta'/><author><name>Vitor Tassinari Dornelles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16596588697835399031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/SXyrkQDtegI/AAAAAAAAABU/94uGXFiyMz4/S220/vitoor.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5922853859354607182.post-6136528054247862101</id><published>2010-10-13T04:34:00.000-03:00</published><updated>2010-10-13T04:34:04.587-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Levanta bem alto, bem leve, tenta... dizer que - dizer que o céu azul, ele é tão belo, e mesmo nublado fica bonito, e sob certos pontos de vista os raios e seus roncos, espalhafatosos, são graciosos. É tudo a alma da terra, da Terra, e do universo, que se move, pulsa e bate. E vai levando, até o mais alto ponto a beleza, a feiúra, a felicidade e a tristeza. E que conceitos humanos são esses afinal? É presença, é ausência, de que?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque afinal, Helena, a Lê para alguns, gostosa para outros, chata, sei lá, qualquer coisa, são tantos os conceitos e as impressões... mas afinal Helena, ela quis pular da janela por amor. Falta ou presença? Pouco amor por si? Muito amor por ela? Márcia, tão bonita e pálida e cheia de estilo com seu cigarrinho black, entre dois dedos, sempre falando coisas inteligentes, Márcia não quis mais seja lá o que for que Rafaela tinha a oferecer. Amor, sim. Presença, ausência?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E até quando Márcia será essa montanha de qualidades inigualáveis? Até quando ela sustentará sua situação de 'eu sou o máximo tudo perfeito e até meus pelos, ralos e imperceptíveis, são mais bonitos que os seus' - mas isso ela não diz, nunca fala, aliás, de si mesmo, como se fosse tão perfeita que não tivesse o que falar. Por que, ó céus, por que ela merece isso? E Rafaela que nunca será amada, é o que todos pensam. Falta? Falta qualidades? Ou abundam, abundam tanto que transbordaram e a excederam, enxugaram a terra, a Terra. Afinal, não é por causa de sua negatividade que enxergam Rafaela - e sob outro aspecto, ela pode ser tão terrível, mas tão terrível, que torna tudo a sua volta feio, feio de mais para sua beleza interior, exterior, tanto faz, são conceitos, conceitos conceitos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E eu? Quero nadar num mar sem fim de representações e múltiplas interpretações. Chegar numa arte em que tudo seja tudo e nada seja nada. Tão densa de significados que chega a ser leve. Pense como quer, faça como quer. Mas ei. Alguém já fez isso? Então quero ir para lá. De tantos significados, evaporar em milhões de pequenas partículas particulares mas todas juntas na união da arte mais artística de todas as artes. Aquela que é espelho e quadro. Que vê além e atrás. E que de tanto mostrar tudo, chega a ser uma janela. Uma janela aberta para o mundo inteiro planificado, mas não planejado, e toda elaborada no seu modo deselaborado de construir-se e fazer-se.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5922853859354607182-6136528054247862101?l=ocoaxardosapo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/feeds/6136528054247862101/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2010/10/levanta-bem-alto-bem-leve-tenta.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/6136528054247862101'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/6136528054247862101'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2010/10/levanta-bem-alto-bem-leve-tenta.html' title=''/><author><name>Vitor Tassinari Dornelles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16596588697835399031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/SXyrkQDtegI/AAAAAAAAABU/94uGXFiyMz4/S220/vitoor.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5922853859354607182.post-7704322261673056630</id><published>2010-09-20T02:00:00.001-03:00</published><updated>2010-09-20T02:03:53.089-03:00</updated><title type='text'>Crônica dos ó dias.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aham. Saquei. É. Haha. Saquei, que o velhinho aquele, ah! Te saquei velho. Te saquei logo que te vi de longe, te aproximando, saquei que tu queria me pedir dois pila. Mas não é essa a principal sacada. Eu percebi, no teu olho, que tu quer um gole de qualquer coisa... que tu quer se livrar do peso. Eu tirei não dois, mas dez reais amassados e socados de dentro do meu bolso, e desejei que tu tomasse um porre memorável, antes de mergulhar no denso nevoeiro da realidade ressacada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aquele peso, eu vejo sobre cada cabeça, o peso. Eu vejo o peso que tirou os cabelos do José Serra. Eu vejo o peso que coloriu os cabelos da prostituta. Senti o peso que recai nos ombros da Dilma Rousseff e a fazem andar tão endurecida, feio, acho, particularmente. E vocês pensaram que sustentar é fácil? Mentir, esquemas, fajutos, mas nem todos são iguais, mas como saber e ó, merda, quero abolir a democracia mas e qual é a opção? O peso que faz o céu cair - e Hércules não está mais lá, porque ele cansou de ser forte, de comer mulheres e de ser filho de Zeus. O peso que faz o jogador de futebol, estrela ó meu deus, Rede Globo solta tua baba babosa na cabeça dele e o endeusa; e eu vi o peso fazer ele se comportar como uma criança em campo, mas meu deus! Afinal ele não é uma criança? Sim, é, e assim como Hércules, que é filho de Zeus, o chuteiras de homem é filho da ó venerável emissora mór, e o céu tu deve segurar, ou aguentará a ira dos holofotes raivosas que tudo criam e nada transformam.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E eu andei mais um pouco. Já estava na quadra da minha casa, mas resolvi ver o que podia ter depois. Fui uma, duas, três ruas. Só subindo, olhando, e pensando cá comigo 'merda de lugar hein'. Mas eu amo essa cidade, e essas pedras, essas praças, ah, inferno, é assim mesmo que acontece.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outro dia, lembrei, depois de voltar pra casa, pois nada havia depois. Outro dia eu queria ser, sei lá, queria ser. Na real queria 'ser com'. Agora, me contento em 'ser só'.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5922853859354607182-7704322261673056630?l=ocoaxardosapo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/feeds/7704322261673056630/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2010/09/cronica-dos-o-dias.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/7704322261673056630'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/7704322261673056630'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2010/09/cronica-dos-o-dias.html' title='Crônica dos ó dias.'/><author><name>Vitor Tassinari Dornelles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16596588697835399031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/SXyrkQDtegI/AAAAAAAAABU/94uGXFiyMz4/S220/vitoor.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5922853859354607182.post-206255502601105262</id><published>2010-09-10T22:37:00.001-03:00</published><updated>2010-09-10T22:39:21.118-03:00</updated><title type='text'>Pão de cera</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É o sonho que, apavorado com a possibilidade de ser concretizado, e assim deixar de existir como possibilidade de real, petrifica-se e dá origem ao impossível. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É o impossível que, com sua capacidade única de ser irremediável, impõe-se sobre a vontade e origina a desesperança. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A desesperança é a morte do ser enquanto ser em essência. Torna-se assim&amp;nbsp;uma carcaça. O que, dessa forma, é infinitamente pior que a morte em si.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E eu lembro tão bem daquela forma.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que tudo parecia, e nada era.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um mero pão de cera enfeitando uma falsa mesa de café da manhã.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5922853859354607182-206255502601105262?l=ocoaxardosapo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/feeds/206255502601105262/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2010/09/pao-de-cera.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/206255502601105262'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/206255502601105262'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2010/09/pao-de-cera.html' title='Pão de cera'/><author><name>Vitor Tassinari Dornelles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16596588697835399031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/SXyrkQDtegI/AAAAAAAAABU/94uGXFiyMz4/S220/vitoor.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5922853859354607182.post-6613248757104055387</id><published>2010-08-28T22:14:00.000-03:00</published><updated>2010-08-28T22:14:52.989-03:00</updated><title type='text'>Mais uma da criatura que flutua</title><content type='html'>O que significa essa forma? Qual teu sentido semiótico? Qual tua influência no cosmos? Quer me mostrar, me levar, ou apenas estar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O peixe. Azul. Flutuante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele tá nas paredes. Sobrevoa meus sonhos. Atravessa as ruas. Desvia minha atenção de qualquer coisa que eu tento compreender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem que sou distraído. Mas não sou eu... é ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu corri. Corri por todas as ruas. Pisei na lama. Molhei os sapatos. Bati teclas. Testei todo tipo de assoalho, terra, chão, inferno, céu. Caminhei por tudo. E ele sempre mantendo a mesma distância de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se quer me levar, por que não leva? Se quer apenas estar, por que sempre está a minha frente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O maldito peixe-azul-flutuante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas até que já foi diferente. Já pensei nele como um norte. Uma segurança. Algo que servia para me dizer que estou no mundo. Uma espécie de talismã, uma marca, um signo. Aquilo que serve pra avisar que não estou delirando em sonhos, alucinações, lisérgicos, ó meu deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E num beco eu sentei pra descansar. Para respirar fundo. E passou por mim uma alma tão brilhante que ofuscou até mesmo a minha carga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu supliquei: senta comigo! Um, dois, três minutos. Senta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela apenas quis bater uma ou duas fotos e sair.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas no fundo. Outras almas brilham. Outros acontecimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o peixe. O rabisco azul, que flutua. É minha obsessão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5922853859354607182-6613248757104055387?l=ocoaxardosapo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/feeds/6613248757104055387/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2010/08/mais-uma-da-criatura-que-flutua.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/6613248757104055387'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/6613248757104055387'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2010/08/mais-uma-da-criatura-que-flutua.html' title='Mais uma da criatura que flutua'/><author><name>Vitor Tassinari Dornelles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16596588697835399031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/SXyrkQDtegI/AAAAAAAAABU/94uGXFiyMz4/S220/vitoor.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5922853859354607182.post-8367090637163079751</id><published>2010-08-04T01:24:00.000-03:00</published><updated>2010-08-04T01:24:27.068-03:00</updated><title type='text'>O que te interessa o que tu não quer se tu quer muitas coisas. Relaxa, tu lutou numa guerra.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu fiquei bem quieto desenhando coisas sem sentido na janela embassada. Bem quieto enquanto pensava num milhão de coisas incompreensíveis e raspava a ponta do meu dedo naquele vidro gelado. Quieto, tranquilo, relaxado, enquanto meu coração berrava acontecimentos trágicos na língua orgânica de corações desesperados. Mas eu era uma rocha. Apenas desenhando formas distorcidas no vidro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Do outro lado da janela a neve caía. No outro quarto a TV anunciava orgulhosa trinta segundos de neve em Bagé. Em algum banheiro alguém olhava para a própria imagem, atônito. Via a beleza esvair-se com os anos. Via o casaco preferido desfazer-se apenas porque o tempo passou e as coisas também passam. E no reflexo uma mãe abria a porta e chegava com compras para um café quente naquele dia tão frio, porque afinal nem tudo é tão ruim que não possa ser engolido com água quente e pão com manteiga. Todos aqueles sapos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu te vi indo tantas vezes que perdi a conta. Te vi passando tantas vezes e de tantas maneiras que às vezes até esqueci que tu passava, de tão misturada ao cenário. E tu sempre indo. Incrível, inexplicável. Porque na minha pobre concepção humana, era impossível tu apenas ir e nunca vir. Mas tu só ia. Decorei tuas costas. Decorei tuas roupas. Decorei toda a janela com aqueles desenhos ridículos e me cansei. Trinta intermináveis segundos de neve.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lá fora um carro parou de qualquer jeito. Alguém que queria sentir como era a neve ao tato. Mas muitos perderam o espetáculo perdidos em atividades fúteis. Um cagava, outro fazia qualquer coisa. Trinta segundos podem ser tão rápidos e tão despercebidos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Alguém me ofereceu um taça de vinho. Alguém me ofereceu o mundo. Mas são todas coisas que eu não quero. E na língua do coração eu tentei dizer relaxa agora meu velho, pior não pode ser, tu lutou numa guerra tão horrenda e tão desesperada, perdeu, mas com toda a certeza sobreviverá, porque afinal minha mãe trouxe coisas deliciosas para um chá da tarde. E ela pergunta se eu vi a neve. E eu apenas penso naquela outra que sempre se vai.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5922853859354607182-8367090637163079751?l=ocoaxardosapo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/feeds/8367090637163079751/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2010/08/o-que-te-interessa-o-que-tu-nao-quer-se.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/8367090637163079751'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/8367090637163079751'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2010/08/o-que-te-interessa-o-que-tu-nao-quer-se.html' title='O que te interessa o que tu não quer se tu quer muitas coisas. Relaxa, tu lutou numa guerra.'/><author><name>Vitor Tassinari Dornelles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16596588697835399031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/SXyrkQDtegI/AAAAAAAAABU/94uGXFiyMz4/S220/vitoor.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5922853859354607182.post-5331445442188780749</id><published>2010-07-27T00:56:00.000-03:00</published><updated>2010-07-27T00:56:04.577-03:00</updated><title type='text'>As pedras</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tu não vê aquelas pedras lá? Como que pedras lá? Aquelas pedras embaraçadas, sujas de limo, brilhando - porque mesmo nesse dia nublado elas podem ver o sol, o vêem através das nuvens, desconhecem aquilo que cobre, sabem apenas do interior em si, são pedras, ora -, consegue enxergar agora? São assim, meio disformes, meio escurecidas, um pouco marrom, mas cinza, verde, amarelo e azul também. Tão únicas em sua forma, em sua insignificância. Vê agora? São quatro ou cinco, e estão juntas das outras trinta. Mas são essas quatro ou cinco, exatamente elas que eu quero que tu veja, porque elas estão ali, empilhadinhas, tímidas. É isso. A timidez com que ocupam o mundo. A simplicidade, é isso que eu quero que tu veja. O vento bate, as ondas batem, as pessoas sentam, servem de cenário para inúmeras fotografias. Não porque foram escolhidas a dedo. Mas só porque estão ali. Ocupando espaço, prencheendo uma paisagem que do contrário seria apenas chão, céu e mar. E se não fossem elas o que seriam? Outras pedras? Um vazio? Mas estão ali, juntas de outras trinta iguaizinhas. Mas essas cinco eu escolhi olhar, e te mostrar, e tentar te fazer entender uma porção de coisas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas tu olha, e deve pensar que são apenas pedras.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;E dizer que nessas pedras eu te enxerguei dentro de mim. Simplesmente habitando.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi o desejo. Foi a vontade de ter. Mas tu ficou ali. Habitando timidamente entre o chão, o céu e o mar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5922853859354607182-5331445442188780749?l=ocoaxardosapo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/feeds/5331445442188780749/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2010/07/as-pedras.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/5331445442188780749'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/5331445442188780749'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2010/07/as-pedras.html' title='As pedras'/><author><name>Vitor Tassinari Dornelles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16596588697835399031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/SXyrkQDtegI/AAAAAAAAABU/94uGXFiyMz4/S220/vitoor.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5922853859354607182.post-1234400187121746912</id><published>2010-07-13T01:57:00.002-03:00</published><updated>2010-07-14T01:33:53.457-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><title type='text'>Peixe-azul-flutuante</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu... vendo drogas. Pó, porque dá mais dinheiro que maconha, e não é tão sujo quanto crack. É, eu vendo pó na esquina de um colégio estadual de segundo grau. Eu me visto bem, às vezes acho que sou bonito, e vendo cocaína pra adolescentes que só tem merda na cabeça. Eles tapam o nariz com aquela porcaria e se divertem porque eles pensam que não tem nada mais importante pra fazer. E não devem ter mesmo. Não me arrependo de fazer isso. Acho legal, eu fico ali, olhando aquelas gurias e pensando como elas vão ficar quando estiverem indo pra faculdade, e de repente, aparece um piá, nervoso, querendo drogas pra ele e os amigos que esperam na outra esquina. Vendo, pego a grana, e vou embora. Um pacote por dia é o suficiente. Vender pó não é minha última profissão, é só o que faço por enquanto. Mas ultimamente eu tenho tido um problema.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/TDvyD0sS9BI/AAAAAAAAAFs/GKpdpbw2s3k/s1600/peixeazulflutuante.JPG" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/TDvyD0sS9BI/AAAAAAAAAFs/GKpdpbw2s3k/s320/peixeazulflutuante.JPG" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;Não uso essa merda. Acho que cheirar é deplorável. Coisa de adolescente, por isso eu vendo pra eles. Mas não vou voltar nisso. Quero é falar da incomodação que surgiu nessas últimas semanas. Eu estava sentado no banco da praça e tinha um... é complicado falar. Mas tinha um peixe irritante na esquina. Não era um peixe real, embora parecesse vivo. Era como um contorno. Flutuando um pouco acima da placa. Tentei não dar bola, estava esperando pela Justine, fumando meu cigarro, livre de tudo. Todo mundo sabia que era absolutamente proibido me procurar fora do horário de trabalho. Mas então, aparece aquele... aquele puto. Um peixe azul flutuante na esquina. Um maldito de um peixe azul flutuando na esquina pra me importunar. Porra, meu, era só o que me faltava. Dei pra alucinar agora. Caralho, maldito cigarro. Mas ele não saiu dali. Ficou flutuando e soltando bolhas, azuis também. E não saiu mais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fui vender mais um pouco de pó na esquina costumeira, uns dois dias depois de ter esperado pela Justine. E, que porra, porque eu fui perseguindo com o meu olhar um grupinho de gurias que saiam do colégio, e, logo ali, perto do posto, um pouco acima do chão, o maldito peixe. O peixe azul que flutuava. Estou louco agora, já era, adeus razão. Quem vê um peixe azul, vivo, se mexendo como se estivesse de baixo d'água, abrindo e fechando aquela boca que não era boca, mas só um risco tosco, soltando bolhas; esse alguém não pode estar saudável. Esse alguém, só pode, merda, só pode estar louco. Não é? Já viu um peixe flutuando? Porra! Não precisa ser peixe, pode ser um tamanduá bandeira, um mico-leão-dourado, um burro atolado no brejo, uma gaivota das ilhas canárias, um urso panda, qualquer merda que esteja flutuando numa esquina e te observando com um par de olhos sem pálpebras! Um olho que não pisca. Parado, independente do movimento repetitivo do corpo. Um peixe. Azul. Flutuante.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fiquei estranho. Desnorteado. Justine me perguntou o que eu tinha. Caralho, como eu poderia lhe falar do peixe? Impossível, fora de questão. Eu estava normal, era isso, só um pouco cansado. Diria isso a ela. Talvez queresse parar de vender pó. Enjoei da cara do traficante, dos adolescentes. Quero fazer alguma coisa de gente grande, porra. Chega dessa coisa. Pareceria convincente. E depois, ainda tem aqueles caras de chapéu, que passam, que olham, que parecem saber de alguma coisa. Que coisa, o peixe? Não tinha pensando nisso, achei que fosse por causa das drogas, mas, quem sabe, querem o peixe. Quer massagem? Não, meu problema não é dor nas costas. Que mania de filmezinho. Vai ficar apertando meus ombros, que lindo. Não gosto. Meu irmão mais velho fazia isso pra machucar, e não parecia massagem. Tem alguma coisa que eu posso fazer. Depois eu penso. Quero fechar os olhos um pouco.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E talvez eu compre mesmo uma camisa e um sapato. E pare com essa história de vender drogas. Talvez os caras de chapéu parem de passar. Talvez o peixe saia da esquina. Tudo muda de lugar, quem sabe. Posso ir embora, a puta que pariu, pro inferno, ou pra Taubaté. Talvez, mas só talvez, porque na real eu não acredito nisso, mas talvez o peixe não seja bem um peixe. Assim, olhando daqui, de onde eu estou, ele bem que parece, um... um acidente. Um retalho num quadro pintado. Como aquelas manchas de umidade que lembram uma forma distorcida de um rosto ou de um cristo. Um borrão no meu mundo perfeito. Um aspecto qualquer que precise de um reparo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;*Visite a nova seção &lt;a href="http://ocoaxardosapo.blogspot.com/p/satisfacoes.html"&gt;Locais&lt;/a&gt;, no menu superior.&lt;/b&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5922853859354607182-1234400187121746912?l=ocoaxardosapo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/feeds/1234400187121746912/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2010/07/peixe-azul-flutuante.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/1234400187121746912'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/1234400187121746912'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2010/07/peixe-azul-flutuante.html' title='Peixe-azul-flutuante'/><author><name>Vitor Tassinari Dornelles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16596588697835399031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/SXyrkQDtegI/AAAAAAAAABU/94uGXFiyMz4/S220/vitoor.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/TDvyD0sS9BI/AAAAAAAAAFs/GKpdpbw2s3k/s72-c/peixeazulflutuante.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5922853859354607182.post-47966076354497198</id><published>2010-07-05T02:29:00.000-03:00</published><updated>2010-07-05T02:29:13.278-03:00</updated><title type='text'>Hipóteses sobre os óculos quebrados</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;Uma situação curiosa, daquelas que são despercebidas na densidade do dia-a-dia, na correria frenética de uma manhã de sábado. Um acontecimento fisicamente pequeno demais para os grandes fatos que estão acontecendo,as compras, o chegar lá, a Copa do Mundo. Mas alguém viu, porque de fato, era curioso demais para uma mente mais atenta às minúcias. Não que não tivesse compras para fazer, lugares para ir ou jogos para assistir. Aliás, não deixou de fazer nenhuma dessas importantíssimas atividades. Apenas gravou aquela imagem, e pôs-se a pensar algumas horas depois, aproveitando um raro momento de ócio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;Quase na esquina, mas não bem lá. Mais precisamente, entre o último poste de luz da calçada e a placa de estacionamento. Ali mesmo, sobre o meio-fio amarelo, em frente a uma pequena loja. Os curiosos óculos quebrados. Aros grossos e escuros - roxo? preto? não se deteve tempo suficiente para tal observação -, feminino com certeza. Novo, quem sabe. As hastes estavam quebradas e próximas ao objeto principal. Com certeza foram quebrados no ato. Que ato?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: 13px;"&gt;Remexeu-se na cadeira. Observava a rua lá embaixo. A sacada é ótima para momentos ociosos. Resolveu que era válido gastar alguns minutos pensando em hipóteses para os motivos que fizeram com que os óculos amanhecessem naquele pedacinho curioso de mundo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: 13px;"&gt;Quem sabe uma mulher que acabava de sair de um apartamento, no meio da madrugada, e caminhando desconsolada pela rua, parou no meio fio para esperar algum carro passar. Ela então retirou os óculos para limpar as lágrimas que escorriam e se perdeu em lembranças. Aquela ligação. Aquela maldita ligação. Por que? E a notícia: 'ele não volta'. 'Como assim não volta? Tem que voltar, eu quero que volte'. 'Olha, muita calma, mas... ele não volta'. E a longa espera que se seguiu. Caminhando de um lado para o outro em seu kitnet alugado. As várias taças de vinho tinto seco, os cigarros todos queimados no cinzeiro. 'Merda!', ela pode ter gritado, ou, 'Filho da puta!', qualquer coisa que tenha sido, e assim, nervosa, ela derruba os óculos. E... que triste acontecimento, pois fez com que perdesse a paciência. Depois de tudo, teria que juntar os óculos? Todos os sofrimentos, e então, numa hora daquelas, os óculos caem. Azar, desconsolo, o mundo não te gosta. Não respeita teu estado emocional. Zomba de ti. Como ficará tua imagem para um possível observador? Uma mulher bonita, chorando, tão bela em se sofrimento; e então, pateticamente abaixa-se para catar um objeto insignificante. Achou mais fácil pisoteá-lo com raiva. E saiu por aí. Mas não os tristes óculos, prova daquele solitário fato. Ou não.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: 13px;"&gt;Pode não ter sido tão solitário. Mas triste da mesma forma. Um casal pode ter saído do bar que fica ali perto, menos de uma quadra de distância. Um bar verde legal e tudo o mais. Não mais para eles. Pois saíram aborrecidos naquele fim de noite. E dizer que no começo parecia tudo tão promissor: casa de amigos, bebidas, risadas, gente nova - e aí, beleza? tu é o cara aquele da harpa? que harpa? ah, uma vez eu vi alguém tocar uma harpa, mas eu não sei se era harpa, ou aquilo, como é mesmo? gaita de foles? é, acho que isso. mas não sou eu. ah, droga, enfim. E então, no ápice, música, pessoas dispersas, cantinhos para amassos, qualquer espetáculo que as pessoas sempre oferecem, conscientes ou não, numa festa qualquer, nessa hora, acontece algo. Ela se irrita, ele não entende. Ela grita, ele se esquiva, fica sério, tenta ser convincente, seja lá o que for. 'Eu? Eu não!' 'Tu sim, tu sim, porra!', 'Não, juro que não!'. E saem porta afora, briga, desaforo. Chegam na esquina, ela grita, ele bate. Sim, ele, tão bonito, justo, correto. E num momento de descontrole... agride. Os óculos caem, quebram. Também o mundo dela balança, sai de órbita, choca-se numa parede infinita de desconsolação, se quebra em vários pedaços. Ele lamenta, mas lembra que não foi a primeira pessoa que acertou. Se vira, vai embora. Ela também.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;E quantas horas, ou dias, eles não vão permanecer ali. Gritando desesperadamente a história que tem para contar. Mas quem irá ouvir a linguagem tão sutil de um objeto caído no meio-fio?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5922853859354607182-47966076354497198?l=ocoaxardosapo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/feeds/47966076354497198/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2010/07/hipoteses-sobre-os-oculos-quebrados.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/47966076354497198'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/47966076354497198'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2010/07/hipoteses-sobre-os-oculos-quebrados.html' title='Hipóteses sobre os óculos quebrados'/><author><name>Vitor Tassinari Dornelles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16596588697835399031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/SXyrkQDtegI/AAAAAAAAABU/94uGXFiyMz4/S220/vitoor.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5922853859354607182.post-8465105707348881310</id><published>2010-06-30T23:56:00.003-03:00</published><updated>2010-07-01T00:09:17.939-03:00</updated><title type='text'>Sobre cafés, desconforto intelectual e contradição existencial</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;'Porque tu faz isso? Assim, tão... auto-destrutivo? Deixa o estudo para as últimas horas, arriscando tuas notas; destrói relacionamentos, aliás, os estrangula antes que possam ser relacionamentos; contraria tudo o que planeja, parece que por esporte... esse tipo de coisa'&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;'Não acho que o objetivo seja a auto-preservação. Por que seria? Mas tem uma coisa que me irrita mais e eu nunca posso ir contra'&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;'O quê?'&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;'É que, no fim, tudo insiste em dar certo'.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/TCwDeiO_-GI/AAAAAAAAAFU/HbwajfR3xr4/s1600/yoda.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/TCwDeiO_-GI/AAAAAAAAAFU/HbwajfR3xr4/s320/yoda.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essa semana começou com clima de última semana de aula. Fim de semestre, mas os compromissos não terminaram. A impressão de que tudo estava por terminar acabou por me atolar em compromissos sem fim.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fui na banca procurar pela Revista Imprensa, não chegou, puta que pariu. Daí bisbilhotei, estiquei o pescoço, me abaixei (procurava a Rolling Stone, mas não queria falar, é tão vergonhoso ler Rolling Stone). Resolvi levar uma semanal: Carta Capital. - Mais tarde eu cheguei em casa e descobri que Rolling Stone, Piauí e Cult, entre outras, liberaram seu conteúdo integral na internet, massa e tudo mais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/TCwDnEImguI/AAAAAAAAAFc/AscNveTMKAk/s1600/cartacap2710.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/TCwDnEImguI/AAAAAAAAAFc/AscNveTMKAk/s320/cartacap2710.jpg" width="243" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fiz um café, desejando o café da cafeteria legal aquela. Aquilo sim tem gosto de café, não esse que eu faço. E olha que já tentei tantas marcas e versões premium, regiões geográficas, nasa, café para exportação - então porque diabos não exportaram? -, mas não, deve ser eu, ou meus equipamentos domésticos que são ineficientes. Tive que conviver durante uma caneca inteirinha de café com a minha total ineficiência em fazer melhor. - Mas outro dia eu navegava pela internet totalmente a esmo, e descobri meu sonho de consumo: uma máquina Nespresso da Nestlê.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sabe que tem horas que eu odeio essa coisa de compras. Como assim? É, como não odiar um sistema econômico que oprime? Mas, então, como viver na contradição? Aí a gente sai da maneira mais fácil, de canto, se esgueira na parede sem ninguém ver, de fininho, some, e diz 'ufa!'.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E depois pelo twitter travei diálogos existenciais com colegas de Bagé. Mais alguns minutos pensando e a conclusão óbvia-chocante do dia: qualquer discussão econômica, assim, em nível raso, de troca de idéias informal, ou se apóia no homem cristão - aquele Che Guevara que quer igualdade para todos e pureza subjetiva - ou no homem racional iluminista. Fiquei triste, oscilei nisso. Mas enfim sorri: e descobri uma coisa boa nessa semana que tinha tudo para ser a mais triste do mundo. Se o erro está na definição, ainda existe espaço para revoluções ideológicas e mudanças profundas. 'Ai, ai', disse, aliviado. E voltei a ler a Carta Capital.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que por sinal é uma ótima revista sem dúvida. Mete o pau na imprensa convencional. Critica as críticas à Lula sem defender o Lula. Legal né? Mas é só uma edição e muito pouco para maiores conclusões. Fiquei muito afim de ver filmes do Hitchcock que ainda não vi. E assim fiquei me sentindo muito esperto e contente com a vida. Olhando pela janela e pensando: é, intelecto, chegaremos a algum lugar. Esse tipo de coisa, nem imaginando que depois eu jogaria tudo pro ar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque eu levantei, batuquei nas pernas. Liguei &lt;i&gt;If She Wants M&lt;/i&gt;e, do Belle &amp;amp; Sebastian, e fui pra sacada ensolarada imaginar vários rostos femininos e o quanto eu gostaria de tocá-los com meus dedos indignos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;object height="405" width="500"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/He0aIxpItBw&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1?color1=0x5d1719&amp;amp;color2=0xcd311b&amp;amp;border=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/He0aIxpItBw&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1?color1=0x5d1719&amp;amp;color2=0xcd311b&amp;amp;border=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="500" height="405"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5922853859354607182-8465105707348881310?l=ocoaxardosapo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/feeds/8465105707348881310/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2010/06/sobre-bancas-de-revistas-cafes-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/8465105707348881310'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/8465105707348881310'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2010/06/sobre-bancas-de-revistas-cafes-e.html' title='Sobre cafés, desconforto intelectual e contradição existencial'/><author><name>Vitor Tassinari Dornelles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16596588697835399031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/SXyrkQDtegI/AAAAAAAAABU/94uGXFiyMz4/S220/vitoor.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/TCwDeiO_-GI/AAAAAAAAAFU/HbwajfR3xr4/s72-c/yoda.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5922853859354607182.post-1362720500705094703</id><published>2010-06-28T01:52:00.006-03:00</published><updated>2010-06-28T02:00:21.221-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vídeos'/><title type='text'>Puff, the Magic Dragon</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já que a falta de criatividade anda pegando, vou postar uma música que achei por acaso, viajando por pastas perdidas de tablaturas: &lt;i&gt;Puff, The Magic Dragon&lt;/i&gt;, dos &lt;i&gt;Irish Rovers - &lt;/i&gt;no final da postagem. É uma música bem bonita que, segundo a wikipedia, foi escrita originalmente por Leonard Lipton e Peter Yarrow, em 1960. O último fazia parte do trio de música folk,&amp;nbsp;&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Peter_Paul_and_Mary"&gt;Peter, Paul and Mary&lt;/a&gt;, que tornaram a música famosa em 1963. A versão deles de &lt;i&gt;Puff, The Magic Dragon &lt;/i&gt;é&amp;nbsp;bem bonita; se alguém quiser ver tem um vídeo com boa qualidade no youtube,&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=Wik2uc69WbU"&gt;nesse link aqui&lt;/a&gt;. Eles têm também uma versão bem legal da música Blowin in the Wind do Bob Dylan, &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=3t4g_1VoGw4"&gt;nesse outro link&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A versão que escolhi é da banda canadense &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/The_Irish_Rovers"&gt;The Irish Rovers&lt;/a&gt;. Eles tocam música tradicional irlandesa desde 1963. É bem legal, lembra pubs e pessoas ruivas dançando em cima das mesas. &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=q2fizeoT22g"&gt;Essa música aqui&lt;/a&gt;, por exemplo, é bem legal. Enfim, achei que essa versão de &lt;i&gt;Puff, the Magic Dragon&lt;/i&gt;, parecia mais fantástica - no sentido de fantasia - e combina mais com a história que é contada. Acho que é mais um exemplo daquelas coisas que parecem ser infantis, mas que na verdade é sobre infância. Fala sobre crescimento,&amp;nbsp;amadurecimento, e coisas importantes que deixamos para trás.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enfim, assista por que vale a pena. Se tiver uma janela, e o sol estiver se pondo, pode abrir, acho que tu vai enxergar a silhueta de um dragão passando pelo sol, e junto, todas aquelas memórias boas de descompromisso infantil. ;)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;object height="405" width="500"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/PyAdps2W-ZA&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;color1=0x5d1719&amp;color2=0xcd311b&amp;border=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/PyAdps2W-ZA&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;color1=0x5d1719&amp;color2=0xcd311b&amp;border=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="500" height="405"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5922853859354607182-1362720500705094703?l=ocoaxardosapo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/feeds/1362720500705094703/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2010/06/puff-magic-dragon.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/1362720500705094703'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/1362720500705094703'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2010/06/puff-magic-dragon.html' title='Puff, the Magic Dragon'/><author><name>Vitor Tassinari Dornelles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16596588697835399031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/SXyrkQDtegI/AAAAAAAAABU/94uGXFiyMz4/S220/vitoor.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5922853859354607182.post-5568529675612970890</id><published>2010-06-13T00:30:00.002-03:00</published><updated>2010-06-13T00:30:39.520-03:00</updated><title type='text'>Alguém poderia dizer...</title><content type='html'>Preferia como era antes...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, disse o sapo, quando optou pelos tomates:&lt;br /&gt;'Tudo muda'.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5922853859354607182-5568529675612970890?l=ocoaxardosapo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/feeds/5568529675612970890/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2010/06/alguem-poderia-dizer.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/5568529675612970890'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/5568529675612970890'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2010/06/alguem-poderia-dizer.html' title='Alguém poderia dizer...'/><author><name>Vitor Tassinari Dornelles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16596588697835399031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/SXyrkQDtegI/AAAAAAAAABU/94uGXFiyMz4/S220/vitoor.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5922853859354607182.post-2204394304265171010</id><published>2010-06-03T01:04:00.000-03:00</published><updated>2010-06-03T01:04:35.085-03:00</updated><title type='text'>Alfredo queria ver o que havia depois - Questões Sobre Viagens no Tempo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;" - Isso também parece com você, Japhy, estudando com os olhos cheios de lágrimas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Meus olhos não estão cheios de lágrimas!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Mas não vão ficar depois de bastante tempo?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Certamente vão, Ray..."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Jack Kerouac em &lt;i&gt;Os Vagabundos Iluminados&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Lucida Grande', sans-serif; font-size: 14px; line-height: 16px;"&gt;Existe um frio característico em Bagé. Não se relaciona somente ao clima. Tem um cheiro, uma sensação, uma expressão própria. São os ventos melancólicos dos campos desolados da fronteira.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Lucida Grande', sans-serif; font-size: 14px; line-height: 16px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Lucida Grande', sans-serif; font-size: 14px; line-height: 16px;"&gt;Alfredo pegou uma ponta de sua manta xadrez e segurou-a contra o pescoço. Era uma de suas expressões próprias no inverno. Mais uma maneira de ocupar suas mãos e distrair sua insegurança. Fechou e apertou os olhos; mas nenhuma lágrima escorreria.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Lucida Grande', sans-serif; font-size: 14px; line-height: 16px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Lucida Grande', sans-serif; font-size: 14px; line-height: 16px;"&gt;Na vitrine da loja um painel anunciava com vozes estridentes e robotizadas: 'Forno do Tempo. Você não precisa mais esperar para que as coisas aconteçam. Configure o tempo desejado, o forno voltará no tempo e funcionará até o momento presente. Dessa maneira sua refeição ficará pronta instantâneamente. Forno do Tempo. Você não precisa mais esperar para que as coisas aconteçam...' Pessoas passavam vestidas em roupas sintéticas que durariam uma geração inteira, não fosse a moda que trocaria na próxima estação. O nevoeiro pairava tristemente sobre todas as cabeças, e havia quem dissesse que se tratava de poluição causada pelas usinas de reciclagem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Lucida Grande', sans-serif; font-size: 14px; line-height: 16px;"&gt;No final da rua, uma sombra pairava. Não era exatamente um ser, mas uma entidade carregada de sentimentos pesados que ninguém jamais ousou sentir.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Lucida Grande', sans-serif; font-size: 14px; line-height: 16px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Lucida Grande', sans-serif; font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 14px; line-height: 16px;"&gt;O vento soprou mais forte quando Alfredo abriu os olhos, assustado. Isso sempre acontecia quando seus pensamentos tornavam-se vivos e palpáveis.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Lucida Grande', sans-serif; font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 14px; line-height: 16px;"&gt;'Algo terrível aconteceu' disse o homem que acabara de sentar ao seu lado.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Lucida Grande', sans-serif; font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 14px; line-height: 16px;"&gt;'O pior não é ter acontecido, é eu não ter feito nada. E agora, ela...'&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Lucida Grande', sans-serif; font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 14px; line-height: 16px;"&gt;'Sim, ela se foi. É mais fácil sentir-se fracassado por pequenas falhas do que um herói por grandes acertos, não é verdade?. Mas você...'&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Lucida Grande', sans-serif; font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 14px; line-height: 16px;"&gt;'...não precisa mais esperar que as coisas aconteçam.' completou Alfredo. 'Eu ouvi isso em pensamentos, assim como te ouço agora.'&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Lucida Grande', sans-serif; font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 14px; line-height: 16px;"&gt;'Pensamentos vivem, meu amigo. Não posso trazê-la de volta. Mas posso levá-lo até ela.' ofereceu o homem, com um sorriso amigável.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Lucida Grande', sans-serif; font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 14px; line-height: 16px;"&gt;'Não aguentaria perdê-la duas vezes. Porque quando penso nela, só consigo lembrar que posso perdê-la de novo.'&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Lucida Grande', sans-serif; font-size: 14px; line-height: 16px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Lucida Grande', sans-serif; font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 14px; line-height: 16px;"&gt;Alfredo piscou de novo, as lágrimas insistiam em não cair. Chorar apenas pela morte de alguns seria injusto; e escolher chorar pela morte de todos impediria que evitássemos novas desgraças. E além disso, ele sempre tinha curiosidade para ver o que acontecia depois.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5922853859354607182-2204394304265171010?l=ocoaxardosapo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/feeds/2204394304265171010/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2010/06/alfredo-queria-ver-o-que-havia-depois.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/2204394304265171010'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/2204394304265171010'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2010/06/alfredo-queria-ver-o-que-havia-depois.html' title='Alfredo queria ver o que havia depois - Questões Sobre Viagens no Tempo'/><author><name>Vitor Tassinari Dornelles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16596588697835399031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/SXyrkQDtegI/AAAAAAAAABU/94uGXFiyMz4/S220/vitoor.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5922853859354607182.post-8149689488603848022</id><published>2010-06-01T01:33:00.000-03:00</published><updated>2010-06-01T01:33:45.119-03:00</updated><title type='text'>Vazio ideológico.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eles colocaram capuzes esquisitos. Vestiam casacos pesados de mais para um começo de inverno. Pareciam extratos de sobra de cultura popular. Restos dos tecidos usados para costurar toda a nova cultura, o cyber mundo, os seriados, o que virou cult, a falta, enfim. Vinte anos atrás e poderiam ser um filme de Kubrick ou Scott.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;'Tu viu o que fizeram lá, meu? Não dá. Tem que acabar. Porra!' Disse um encapuzado para outro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;'Quantos foram dessa vez?'&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;'Dez, até eu sair, diziam que eram dez mortos. Mas provavelmente vão ser mais.'&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;'O que tu trouxe?'&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;'Peguei pincel. Não tinha de onde tirar spray assim de última hora.'&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;'Mas e o depósito?'&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;'Ta tudo com eles ali na frente.'&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foram caminhando pelo calçadão, causando certo espanto. Um policial falou no rádio. Os seguranças das lojas bloquearam as entradas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;'Coisa de marginal' disse um para uma senhora que passava. 'Vão bagunçar'.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;'São os estudantes! Essa cidade está tomada.' Respondeu ela, e gritou para o grupo esquisito que passava, 'Bagunceiros!'.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um encapuzado tomou a frente do grupo, quase na ponte, próximo ao relógio. Era um pouco mais alto que os demais, usava um lenço vermelho na boca e um chapéu de vaqueiro. Parecia um cowboy revisitado, ou um terrorista islâmico saído de um clipe de rock atual. Carregava um spray na mão. Era a sua winchester, a sua Ak-47.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;'É tu quem vai limpar? Depravadinho de merda.' gritou aquela mesma senhora de antes, cheia de razão. Excitou-se tanto com o grito que deixou uma de suas inúmeras sacolas cair no chão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os policiais já se mostravam impacientes na outra ponta, em frente ao banco. A tensão foi reduzida com um gesto tranquilizador do superior. Seus homens eram agora como cães esperando pelo comando.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O encapuzado ergueu a mão que carregava o spray, esticando o corpo. Parecia alguém com um bastão, prestes a atacar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tudo começou com um grupo de amigos da universidade que se reunia para assistir filmes antigos. Agora queriam reivindicar algumas mudanças, como preços de ônibus, segurança na periferia, professores mais interessados, cafés mais saborosos, um mundo melhor, em resumo. Era uma tarde bonita de outono. Aquele frio agradável debaixo de um sol forte. Barrigas cheias de comida do Restaurante Universitário, bundas sobre bancos conceituais do curso de artes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;'Isso não rola, acho que não. Sério, é... cara. As mudanças, se liga. As mudanças não se dão mais desse jeito.' disse uma guria meio loira, meio ruiva, meio morena. Sentada, olhava para cima, para os interlocutores que estavam de pé. Aqueles olhinhos brilhantes apertados, refletindo a miséria e o esplendor do mundo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;'Tu está recitando um livro que todos nós lemos. É isso? Está convencida então?'&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;'Não é, cara, não é', olhou para baixo, chocava-se contra um vazio intelectual, mexeu os dedinhos, analisou as unhas mal cuidadas, 'que tu quer fazer então? Qual é a idéia agora?'&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;'É um grupo, um grupo de discussões. Mas com finalidades práticas. Estão compreendendo? Vamos ler textos, articular novas idéias, opiniões. E estabelecer ações públicas. Legal né?'.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E agora estavam lá, todos fantasiados, realizando planos cuidadosamente montados em inúmeras tardes nubladas de domingo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Levantei a cabeça, fechei o livro que estava lendo. Olhei todo aquele palco, toda aquela coisa acontecendo. Li perfeitamente quando o cowboy terrorista pós-moderno escreveu no chão:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;'Estamos esgotados pela contradição.'&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E ele me disse, bem mais tarde, numa conversa descontraída pelo campus:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;'Qualquer linha de pensamento encontra sua contradição antes de ser proferida. É impossível sair desse ciclo.'&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;'E qual é a do movimento?', perguntei, ficando sem resposta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;'Mas eu acredito em vocês. Mesmo.' falei, muitos passos depois, e vim para casa comer nozes encolhido no meu sofá, enquanto pensava na possibilidade de me apaixonar mais uma vez.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5922853859354607182-8149689488603848022?l=ocoaxardosapo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/feeds/8149689488603848022/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2010/06/vazio-ideologico.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/8149689488603848022'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/8149689488603848022'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2010/06/vazio-ideologico.html' title='Vazio ideológico.'/><author><name>Vitor Tassinari Dornelles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16596588697835399031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/SXyrkQDtegI/AAAAAAAAABU/94uGXFiyMz4/S220/vitoor.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5922853859354607182.post-9041309195740890115</id><published>2010-05-27T22:19:00.002-03:00</published><updated>2010-05-27T22:26:47.263-03:00</updated><title type='text'>Sobre crises criativas, BUGS e métodos de postagem</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://covilsitiado.blogspot.com/"&gt;Calvin&lt;/a&gt; diz no msn:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;'Vai atualizar teu blog tchê!'&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pensei 'mas que porra,&amp;nbsp;vai tomá no cu!'. Saco... é mesmo. Que vagabundagem. Esse espaço nunca esteve abandonado por tanto tempo. Mas como faz para escrever alguma coisa do nada? Poderia esperar algum tempo, desenvolver um método científico e infalível de postagens abiogênicas. Mas isso só faria o blog ficar abandonado por mais e indefinido tempo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então eu paro. Ligo uma música. Assim, escolho qualquer uma, que eu pense que possa me inspirar. Ela vai ficar em loop durante todo o período da postagem. Isso é muito importante, pois ela definirá o tom da minha escrita - se triste, se alegre, se esperançoso... Lembrei que estava vendo TV e tocou uma música, que continuou comigo durante uma breve saída. Ótimo, escolhi &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=Q7aOWIFgIZQ"&gt;Steady, as she goes&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aí vem a parte de lembrar de uma situação. Aumentá-la, inserir traços poéticos - sim, a licença poética -, aquilo que escritores fazem e que torna suas vidas tão interessantes - o que é&amp;nbsp;freqüentemente&amp;nbsp;desmentido pelas biografias xeretas. E aí a coisa começa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;'O que tu acha disso?' perguntou ela, com uma vozinha preocupada, na última quinta no campus.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;'Ah... eu gosto, é interessante. Talvez pesquisar sobre isso. Tenho um interesse sim. Simpatizo com Lévy.' respondi, olhando o vídeo sobre games que a professora passava.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;'Te fode. Pesquisar. O caralho pesquisar. Eu acho um saco. Acho essa faculdade um saco.'&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;'E o que te trouxe aqui?'&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;'Sei lá porra. Gosto dessas maquininhas de café que tem por toda a parte. Não gosta?'&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;'Tem moedas?' porque nessa época eu estava assim. Muito de cara. Daí resolvi que ia tirar proveito das mínimas coisas. Se pintou uma chance de tomar café, vou tomar, mas não vou pagar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(Inserir pensamentos no meio de narrativa é uma boa tática de encher linguíça que às vezes pode ficar muito interessante).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E fiquei pensando enquanto caminhava. Corredores brancos, murais, intelectualóides fumando nas escadas, gurias desfilando as ultimas novidades em bundas bonitas, mantas de tudo quanto é cor - e tinha até aquele cara de manga curta e manta, e eu me pergunto até hoje qual era o sentido daquilo -, cadernos, livros, cadernos. Que merda. E eu falando em pesquisar. Idiota.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;'O que te interessa nessa merda?'&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;'Essa coisa de novas formas de comunicar. Isso altera tudo o que conhecemos. Redes sociais, mediação de toda e qualquer relação. É curioso pensar nisso.'&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;'Ah, o caralho.'&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;'O legal é que máquinas são previsiveis. Existe alguma coisa interessante aí. Eu só não percebo o que, exatamente.' continuei, sem dar atenção para o que ela dizia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;'E os bugs? Pois eu te digo, eu sou um bug. Sou a falha na programação base da microsoft, da apple, da IBM.' atacou ela, bem inteligente, ficando realmente bonita enquanto falava.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Guria firme, pensei. Ela se sustenta tão bem. Como ela faz isso? Parece... um pilar, um...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;'Uma falha, já disse. Sou uma falha na tua programaçãozinha'.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entrou um cara da outra turma pela porta do bar. Hesitou um pouco. Mas depois perguntou: 'que tu faz aí sozinho tchê?'.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5922853859354607182-9041309195740890115?l=ocoaxardosapo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/feeds/9041309195740890115/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2010/05/sobre-crises-criativas-bugs-metodos-de.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/9041309195740890115'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/9041309195740890115'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2010/05/sobre-crises-criativas-bugs-metodos-de.html' title='Sobre crises criativas, BUGS e métodos de postagem'/><author><name>Vitor Tassinari Dornelles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16596588697835399031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/SXyrkQDtegI/AAAAAAAAABU/94uGXFiyMz4/S220/vitoor.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5922853859354607182.post-6977729731353380659</id><published>2010-04-30T13:51:00.001-03:00</published><updated>2010-04-30T13:53:39.971-03:00</updated><title type='text'>Culpa</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As cicatrizes estão por todas as partes. Ontem a noite eu vi raiva nos olhos do homem de casaco preto, meio chapado, talvez, cabelo comprido, que passava apressado pela rua. Que pensamentos homicidas ele não carregava naquela cabeça perturbada? O vento batendo, as luzes dos carros, a cidade-máquina funcionando em plena quinta-feira. Mas, ó meu deus, mas era eu quem carregava o punhal. Era eu quem o fincava em meu próprio peito, e matando glórias e sonhos possíveis, assassinando dignidade com tanta covardia que envergonharia até mesmo o estuprador em suas noites de cólera.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E fiquei de joelhos virado para o meu eu idealizado, que olhava, incrédulo, e desaparecia na neblina do amanhecer. Mas eu jurei... jurei que havia sido mandado. Mandado? Mandado pelas circunstâncias da vida. Supliquei pela minha inocência, e não havia ninguém ouvindo. Ainda não assimilei a situação de ser culpado e vítima; a ciência objetiva e racional não possibilitou o desenvolvimento do meu pensamento duplo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sinto gosto de vinho. Vinho seco barato daquela outra manhã em que travava diálogos intensos com alguém interessado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Qual é o objetivo? Devo suprir minhas faltas, lutar contra impulsos, atingir aquela idealização perfeita iluminista, negando meu mais intensos desejos de não ser, ou ser de outro jeito? Ou o segredo é a superação das falhas, até se atingir o ponto em que falhas não sejam falhas e sim outras maneiras de se ver as coisas?"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Como saber se essa superação não é a loucura dos loucos? Dos homicidas, dos suicidas, dos santos, dos monges? Como saber se essa superação não é a animalidade e a irracionalidade em si? E se o homem passa a ser homem quando se culpa pelos seus impulsos?"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E outro dia acordei meio pasmado. Sentei no sofá, olhei minha imagem, tentei decifrar meu sonho. Havia um aquário, dentro um peixe bípede segurando uma lança em frente a uma caverna, e um gato preto apenas observando. Sentia que o felino era o herói daquela história, o peixe o coadjuvante e a caverna o grande mistério. Me perguntei se era eu quem fazia as vezes de anti herói. Pois toda aquela grande epopéia que poderia se desenvolver dentro do aquário, que poderia ser um outro universo fascinante com suas próprias leis, foi estraçalhada quando bati na estante e derrubei o aquário.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Funguei, cuspi, assimilei meu punhal e meu novo eu. Caminhei tranquilo. E as vezes, só algumas vezes, penso que poderia ser de outra forma. Mas que outra forma?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5922853859354607182-6977729731353380659?l=ocoaxardosapo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/feeds/6977729731353380659/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2010/04/culpa.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/6977729731353380659'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/6977729731353380659'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2010/04/culpa.html' title='Culpa'/><author><name>Vitor Tassinari Dornelles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16596588697835399031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/SXyrkQDtegI/AAAAAAAAABU/94uGXFiyMz4/S220/vitoor.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5922853859354607182.post-6372019107488116866</id><published>2010-04-10T12:56:00.000-03:00</published><updated>2010-04-10T12:56:40.896-03:00</updated><title type='text'>Mentos Ice Apple</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Jorge andava pela rua meio desconfiado. Não sabia se ficava bem com o novo moletom 'igual o do carinha do blur no coffee and tv' que tinha comprado na tarde anterior.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;'Ah, mas que saco, que se foda. Mas, será?'&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/S8CftCNk9TI/AAAAAAAAAE8/KrmMkqZp_nQ/s1600/Monotoniaemescultura.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/S8CftCNk9TI/AAAAAAAAAE8/KrmMkqZp_nQ/s320/Monotoniaemescultura.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esperou os carros passarem na primeira esquina. Observou as pessoas do outro lado. Uma guriazinha meia boca, alguns idosos, estudantes carregando mochila. Viu ainda a poça de sangue da noite anterior, e ao mesmo tempo, já chegando do outro lado da rua, ouviu do jornaleiro 'mataram um, às três horas da madrugada, facada, acho, compra o diário pra saber'. Mas que merda, pensava ele, mas que merda mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E aí lembrou da conversinha besta da Juliana da noite passada. 'Já tive decepções, não quero que aconteça de novo'. Não disse nada, por que era um cara discreto e comedido. Mas pensou, indignado. 'É Ju? É isso? Nossa, que novidade. Isso faz de ti uma exceção no mundo. Tu é a única que teve decepções. Ah, que saco, vai se foder'.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Chegou até o Carrefour, muito de cara. Descobriu que estava com desejo de comer balas. E viu, lá, meio escondidinho, uma caixinha verde: Mentos Ice Apple. Slim box. Legal, pensou. 'Curiuoso, parece caixa de cigarro. Feio... é, feio, mas legal'.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5922853859354607182-6372019107488116866?l=ocoaxardosapo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/feeds/6372019107488116866/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2010/04/mentos-ice-apple.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/6372019107488116866'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/6372019107488116866'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2010/04/mentos-ice-apple.html' title='Mentos Ice Apple'/><author><name>Vitor Tassinari Dornelles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16596588697835399031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/SXyrkQDtegI/AAAAAAAAABU/94uGXFiyMz4/S220/vitoor.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/S8CftCNk9TI/AAAAAAAAAE8/KrmMkqZp_nQ/s72-c/Monotoniaemescultura.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5922853859354607182.post-5154965079450191171</id><published>2010-03-28T13:02:00.000-03:00</published><updated>2010-03-28T13:02:36.087-03:00</updated><title type='text'>Disposição</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;'Estudar é só o começo'&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;'E o que mais tu veio fazer aqui?'&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;'Tudo o que eu ainda não fiz na minha vida'&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A gente anda pelas ruas. Olha as pessoas, respira o ar. Santa Maria cheira a juventude e energia. As pessoas vem de fora sempre por dois motivos básicos: estudar e se divertir. E o que mais se pode fazer nessa vida?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O palco está montado, a cenarização concluída. Estão todos a postos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É só ver no que dá.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas que fique bem claro: após uma análise mais profunda, o que mais se vê nesse lugar é inocência. É gurizada a procura da afirmação de sua própria personalidade, ainda totalmente desconhecida. O que se faz não é exatamente o que se quer fazer, é fruto das construções - objetivas e subjetivas -, dos diferentes momentos que essa calorosa vivência dispõe.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É tão difícil ser sincero.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;'Quem tu beija, é quem tu gosta?'&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;'Eu não tenho essa resposta'&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas, todos prometem, ano que vem seremos pessoas melhores.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5922853859354607182-5154965079450191171?l=ocoaxardosapo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/feeds/5154965079450191171/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2010/03/disposicao.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/5154965079450191171'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/5154965079450191171'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2010/03/disposicao.html' title='Disposição'/><author><name>Vitor Tassinari Dornelles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16596588697835399031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/SXyrkQDtegI/AAAAAAAAABU/94uGXFiyMz4/S220/vitoor.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5922853859354607182.post-6263146445263636486</id><published>2010-03-23T18:52:00.001-03:00</published><updated>2010-03-23T18:54:10.803-03:00</updated><title type='text'>Ternura</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Romeu era um sujeito... tenro. Romeu andava devagar, com graça. Vestia-se elegantemente, com muito cuidado. Descia as escadas de maneira simpática. Olhava para os lados como um pássaro raro de florestas temperadas. Pegava o ônibus, com tanta graça, que parecia estar entrando numa limusine. Sentava no banco, com leveza, apesar dos solavancos do trânsito maluco. Retirava os óculos do bolso da camisa, com certa... ternura. Chegava na faculdade, cumprimentava todo mundo, como um inglês comerciante estereotipado de livros da Agatha Christie. E assim, tenro, Romeu era com todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/S6k4djnrEHI/AAAAAAAAAE0/pZ-S2_7-mr8/s1600-h/TERNURA.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/S6k4djnrEHI/AAAAAAAAAE0/pZ-S2_7-mr8/s320/TERNURA.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um dia perguntaram a Romeu, como ele fazia para ser assim tão doce:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"É simples. Eu não ligo. Não me importo com ninguém. Não quero saber o que pensam, o que estão sentindo. São coadjuvantes na minha própria lenda de Duluoz. É isso. Os outros seres não me incomodam, também não me encantam. Gosto de coisas. Objetos. É fácil tratar bem as pessoas quando não se sente absolutamente nada por elas".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E foi por isso que uma poetisa embriagada declamou no último encontro realizado pela turma de Romeu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"É tão tenro, que me enoja. Quando me olha com suavidade, quando me ajuda nas menores coisas do dia-a-dia, quando me abraça com tanta suavidade; me repugna. Não quero ternura. Quero paixão. Quero a violência de um sentimento que não se resolve. Que se debate agonizando desde o início. Que possui um final certeiro. Que morre e nunca se vai: suas dolorosas marcas são eternas. Quero rastejar pelos cantos mais imundos dessa cidade, lamentando ter amado mais uma vez".&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5922853859354607182-6263146445263636486?l=ocoaxardosapo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/feeds/6263146445263636486/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2010/03/ternura.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/6263146445263636486'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/6263146445263636486'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2010/03/ternura.html' title='Ternura'/><author><name>Vitor Tassinari Dornelles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16596588697835399031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/SXyrkQDtegI/AAAAAAAAABU/94uGXFiyMz4/S220/vitoor.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/S6k4djnrEHI/AAAAAAAAAE0/pZ-S2_7-mr8/s72-c/TERNURA.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5922853859354607182.post-8187111232198383910</id><published>2010-03-19T20:59:00.000-03:00</published><updated>2010-03-19T20:59:55.667-03:00</updated><title type='text'>Tem um presunto mofado na minha sacola de compras</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estava de cara. Era isso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda no ônibus recebeu a esperada ligação vinda de casa: "O dinheiro tá na conta". Desceu na parada seguinte, retrocedeu algumas quadras, sacou a verba prometida e foi ao supermercado. Escolheu suas compras com grande prazer. A fome tem dessas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Chegou em casa, pura felicidade. Ligou o computador, abriu o Media Player - por que diabos eu não uso o Winamp?, perguntava-se - e colocou alguns rocks passageiros para tocar.&amp;nbsp;Espreguiçou-se, foi até a sacada, respirou um pouco. Pensou naquelas antigas dores, mas afastou tudo rapidamente; pois era muito simples: tinha presunto, queijo e pão, comeria uma deliciosa torrada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi até a cozinha com as sacolas de compras, guardou algumas coisas na geladeira. Admirou o belíssimo pé de alface que escolhera, verificou mais uma vez se o tomate não possuía manchas desagradáveis. Levou o queijo, o presunto, a margarina e o pão até a mesa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O mundo, definitivamente, não é um lugar ruim. Nem bom.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se tudo é representação, se tudo é impressão e esta é uma resposta da consciência aos fenômenos; em tese, tudo dependeria de nós, não é? Somos responsáveis pelos significados que damos as coisas? É, alguns dizem que sim - aquela parada de signos, lembra? Mas não é bem assim. Existe uma coisinha chamada influência. E nascemos acreditando que a linguagem diz coisas indiscutíveis, e aquilo que é, é para todos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tem um presunto mofado na minha sacola de compras. Reclamei para o mundo. Ele me disse que procurasse pelo supervisor. O supervisor me disse que escolhesse outra coisa. Mas eu quero ESTE presunto, e o quero bom.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;'Então o represente.'&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A torrada não pôde ser feita pois os frios recém comprados estavam pegajosos e com pequenos pedaços de mofo. Ele voltou à corporação, reclamou e trouxe seus produtos novos de volta. Tudo resolvido. Mas a fome, a vontade irresistível que o impeliu a movimentos tão intensos, esta já tinha passado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ficou de cara o resto do dia. Ainda mais quando não encontrou alguém quem o acompanhasse em uma noite de bebedeiras e reflexões altamente subjetivas sobre a quase-realidade de existir.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5922853859354607182-8187111232198383910?l=ocoaxardosapo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/feeds/8187111232198383910/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2010/03/tem-um-presunto-mofado-na-minha-sacola.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/8187111232198383910'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/8187111232198383910'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2010/03/tem-um-presunto-mofado-na-minha-sacola.html' title='Tem um presunto mofado na minha sacola de compras'/><author><name>Vitor Tassinari Dornelles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16596588697835399031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/SXyrkQDtegI/AAAAAAAAABU/94uGXFiyMz4/S220/vitoor.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5922853859354607182.post-8645945644228160543</id><published>2010-03-10T22:23:00.001-03:00</published><updated>2010-03-10T22:26:14.704-03:00</updated><title type='text'>Pés-sujos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cada rosto carrega as marcas de tudo o que vive. Gosto daqueles bem expressivos, "judiados" pela vida que levou. Marcas que confirmam cada história contada, foi o que me disse uma vez um velho homem que me chamou atenção enquanto descia a Rio Branco, próximo aos camelôs, quase em frente ao Carrefour.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Se tu duvida, é só olhar no meu rosto. Ele comprova tudo. E, aliás, estudantezinho de merda, vê se aprende a observar isso em todo mundo. Tu nunca vai descobrir a história de ninguém só pela sua cara. Mas pode confirmar uma porção de coisas".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas esse não foi o começo da conversa, foi apenas o fim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu andava apressado para voltar pra casa. Os técnicos da GVT iam instalar a internet às 16h30 e já era quase isso. E eu com aquele passo apressado, tropeçando nas calçadas mal feitas, ensopado de suor numa quente tarde santa-mariense. &amp;nbsp;De repente ele me chamou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Ei, merdinha!"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Hã?"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Tu não é daqui né? Deixa, não precisa responder, eu sei disso. Escuta, tem algum troco aí?"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"É, acho que não, foi mal."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Deixa de conversa, é claro que tu tem. Veio da universidade agora, capaz que ia sem troco, arriscando perder a passagem, o ônibus e a volta pra casa".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Porra. Qual é a tua?"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Eu tenho várias, mas agora só quero um troco."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Que merda, por que eu te daria?"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Porque eu sou um velho imundo e esfarrapado com o dobro da tua idade. Espera, deixa eu te contar uma história. Eu percebi a tua pressa, mas tem tempo pra tudo."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Tá, se for boa te dou tudo o que tenho nos bolsos."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Que deve ser no máximo dois pila. Mas vá lá, considerarei tua generosidade tardia. É o seguinte: pra começo de conversa, sou um ermitão. Sabe o que é isso? Vivo no mato, lá no meio da serra. Sozinho, afastado desse mundo arrogante."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Ótimo, um dia farei isso."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Não fala bobagem. Um dia tu terá um carro e será um burguês filho da puta. A não ser que alguma coisa aconteça. Como foi comigo. Mas não vem ao caso. Vou te contar o que eu vi uma vez no meio do mato. Era tarde da noite - que clichê não é mesmo?. Estava muito frio. Não esse friozinho urbano que tu conhece. Frio do mato, das árvores, do barro. Uma sensação cortante que foderia teu narizinho de merda. Eu já estava desistindo de manter-me são. Foi então que vi uma moça. Mocinha, assim, mais nova que tu. Toda nua, andando feito um bicho. Totalmente enlameada, mas ainda assim mantinha uma graça feminina e jovial. Era tão pequena a pobrezinha, magrinha e muito pálida. Tá vendo isso aqui no meu braço? Esse era o tamanho da boca dela. Me mordeu quando eu tentei oferecer alguma ajuda. Mas ela nem mesmo entendia o que eu dizia. Era, definitivamente uma criatura do mato, e assim eu decidi chamá-la de Pés-sujos."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Muito fantástico. Mas é tudo?"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Ela me atacou! Entende? Me atacou como uma fera. Era pequena, era mulher embora sem modos. Mas me atacou com uma fera selvagem. O que tem isso, tu vai dizer com tua mente burra de apartamento. O homem é fruto do meio, e só isso. Não existe nada de nobre. E eu fiquei tão horrizado que não pude me mexer. Minha expressão era de pânico total. Como podia existir uma coisa dessas a poucos quilômetros de uma cidade mediana?"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Sim, tu precisou ir para o mato pra saber disso?"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"E o que tu sabe fora o senso comum? O que tu conhece fora o que tu não vê?"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Ok, amigo. Gosto de fantasias, pega isso. É só um pila mesmo que eu tenho".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Se tu duvida, é só olhar no meu rosto. Ele comprova tudo. E, aliás, estudantezinho de merda, vê se aprende a observar isso em todo mundo. Tu nunca vai descobrir a história de ninguém só pela sua cara. Mas pode confirmar uma porção de coisas".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Voltei pra casa, fui pra sacada e passei a observar a serra, depois a cidade com seus prédios e toda a sua maquinaria barulhenta. O que sei fora a tribo humana?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5922853859354607182-8645945644228160543?l=ocoaxardosapo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/feeds/8645945644228160543/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2010/03/pes-sujos.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/8645945644228160543'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/8645945644228160543'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2010/03/pes-sujos.html' title='Pés-sujos'/><author><name>Vitor Tassinari Dornelles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16596588697835399031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/SXyrkQDtegI/AAAAAAAAABU/94uGXFiyMz4/S220/vitoor.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5922853859354607182.post-7077517951283600515</id><published>2010-03-04T01:19:00.000-03:00</published><updated>2010-03-04T01:19:08.850-03:00</updated><title type='text'>Pedro Momento, 5 pila, às 21h, no Buraco Bar.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi numa manhã gelada de julho que, ao entrar no banheiro e deparar-se consigo mesmo na superfície embaçada do espelho, Pedro Luís decidiu tornar-se Pedro Momento. Era isso, toda aquela brevidade, como o espelho limpando-se rapidamente, seus sentimentos transbordando e trocando e todas as luzes mudando de cor na primeira noite em que usou a nova alcunha.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pegou o violão meio tímido. Já tinha ouvido alguns comentários negativos sobre a escolha do nome artístico. Mas era isso, isso o traduzia perfeitamente em linguagem mundana. Pedro Momento, no Buraco Bar, às 21h, 5 pila porque não se pode cobrar mais para ver um artista desconhecido e com nome ridículo - era isso que o cobrador dizia extra-oficialmente a todos os lindos casaisinhos que passavam pela catraca.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O silêncio começou a tomar conta do ambiente. Com o violão no colo, Pedro arrumou o microfone na altura certa dos seus lábios. Olhou meio de canto para um grupo de amigos, como que pedindo confirmação. Fechou os olhos, e em silêncio total começou a primeira frase: "Every breath you take" - com uma voz bem carregada, pois decidiu mudá-la também e não apenas o seu nome. Mau terminava a frase e começava a dedilhar o violão com suavidade. Alguns gritaram ao reconhecer a música que ele tocava. Outra corava - mas que fique pra depois.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Every move you make". Cada vez que Pedro, agora Momento, tocava essa música, ela parecia durar uma existência inteira. Pois exatamente nesta frase ele conseguia lembrar de todos os movimentos de sua mais bela musa. Não essa de hoje, que pouco ligava para o que ele fazia. Mas aquela do passado, que um dia agarrou-se ao seu pescoço e disse: "não vai, mas se tu for, não conseguirá, te sequestrarei!". "I'll be watching you" cantou Pedro, junto de um já formado coro feminino, encerrando a estrofe.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mais tarde, terminado o show, Pedro, agora, com muito orgulho e reconhecimento, Momento, foi até a rua tomar um ar. Encolheu-se dentro do seu casaco esportivo vermelho, soprou as mãos e as enfiou nos bolsos. Olhou para os lados, viu a rua, as árvores e um único carro cinza que dobrava na esquina. Olhou os próprios pés enfiados em tênis vermelhos surrados. Pensou em tudo o que poderia e também no que não poderia fazer. Desapegou-se, desapaixonou-se. Viu que estrelas eram, na prática, apenas brilhos e nada tinham de fantástico. Música apenas ambientava um lugar onde homens queriam comer mulheres e nunca mais ligar. Odiou o mundo por trinta segundos. Depois foi ver quem era aquela tal de Lara que lhe mandou um guardanapo sujo de batom durante o show.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5922853859354607182-7077517951283600515?l=ocoaxardosapo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/feeds/7077517951283600515/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2010/03/pedro-momento-5-pila-as-21h-no-buraco.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/7077517951283600515'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/7077517951283600515'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2010/03/pedro-momento-5-pila-as-21h-no-buraco.html' title='Pedro Momento, 5 pila, às 21h, no Buraco Bar.'/><author><name>Vitor Tassinari Dornelles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16596588697835399031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/SXyrkQDtegI/AAAAAAAAABU/94uGXFiyMz4/S220/vitoor.JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5922853859354607182.post-1567390753461118207</id><published>2010-02-21T00:14:00.000-03:00</published><updated>2010-02-21T00:14:47.975-03:00</updated><title type='text'>Alfredo, que amava, mas queria ir mais longe</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu tinha acabado de chegar naquele lugar. Tudo novo. Me sentia como se estivesse acabado de entrar numa casa nova e agora abria as cortinas, deixando a luz branca do dia entrar e inundar o meu corpo com radiações solares. Tudo era sorrisos. Aquelas velhas dores todas adormecidas; e eu lá só curtindo, conversando com um, com outro, com uma, com outra, aprendendo a lidar. Lidar, eu digo de maneira geral. Pois mais do que agir, eu passei a gostar de observar, anotar &amp;nbsp;e, vez ou outra, testar na prática. Foi assim que eu comecei a prestar atenção num cara chamado Alfredo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De início achei ele esquisito. Era amado por todos, mas nunca foi o centro. Ficava pelas beiradas. Viajando e tomando todas aquelas pílulas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Cara, por que tu toma essas merdas?" Perguntei pra ele num primeiro papo. Pois assim eu andava nessa época, bem direto e sem vergonha de atingir certos traumas das pessoas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Não são merdas. E caso fossem, não seriam tomadas, e sim comidas. Saca?" e começou a rir de uma maneira muito simpática. Comecei a ir com a cara dele. "Tudo pode ser melhorado meu. Essas pílulas melhoram certos aspectos em mim. Se eu não tomasse tudo isso, agora tu não ia estar curtindo meu jeitão bobo de falar e de rir. Não é?"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quis dizer que nunca tinha visto ele normal. Mas não desisti, e concordei que o seu jeito bonachão com a vida era bastante admirável.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"E tem mais, meu. Foda-se! Uhul!" E saiu de perto. Nem ofendido nem nada. Até estava meio contente por ter me dado aquela explicação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas o caso era que Alfredo, apesar de momentaneamente viciado em drogas, era um cara brilhante e mais que isso: ele amava. A pequena Aline era o objeto alvo de seus mais intensos amores. Ela também amava ele e as pílulas. Gostava de música, mas odiava filmes e livros. Se inculta no primeiro olhar, na primeira conversa a impressão se dissipava. Aline sempre tinha um assunto fantástico para qualquer hora e para qualquer pessoa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Caraaaa! Sílviooo! Vem cá, lembra daqueles chicletes que a gente estava comendo na escada da Marechal? Então, tu não vai acreditar!" E por aí ela ia, sempre invocando uma situação passada. Ppensava em tudo e tudo tinha continuidade. Fácil de se perceber o porque de ela não gostar de filmes de apenas duas horas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas o problema é que Alfredo queria ir mais longe. Ele sabia que podia morrer tomando pílulas e amando Aline. Mas sabia também que podia ser o cara mais amado da face terra. Com sua genialidade podia alcançar tudo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Começou se livrando das drogas: "Pois é, fase né cara. Não reprimo quem ainda usa, pelo contrário. Mas elas já não melhoram meu espírito".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois se livrou de Aline: "Um dia, um dia, nós vamos casar. E ter um casal de filhotes tomadores de boleta? Naaaah! Estou brincando, mas eles serão lindos. Sabe como é?" Mas a pequena apenas chorou; toda a sua sabedoria não a deixava acreditar nesses planos impossíveis.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Alfredo vestiu uma camisa. Virou senhor, mestre, depois doutor Alfredo. Trabalhou e ganhou o jogo da vida. Nunca mais vi Aline, mas sei exatamente o que ela diria, com aqueles lindos olhinhos vidrados de drogas: "Ganhou da vida? Alfredo ganhou da vida? Por que Alfredo ganhou da vida? Caaara. Ele me perdeu, e perdeu nossos filinhos emboletados. E te perdeu. Perdeu nossa galera. Alfredo apenas morreu aqui, e nasceu logo ali adiante um pouco mais solitário".&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5922853859354607182-1567390753461118207?l=ocoaxardosapo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/feeds/1567390753461118207/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2010/02/alfredo-que-amava-mas-queria-ir-mais.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/1567390753461118207'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/1567390753461118207'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2010/02/alfredo-que-amava-mas-queria-ir-mais.html' title='Alfredo, que amava, mas queria ir mais longe'/><author><name>Vitor Tassinari Dornelles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16596588697835399031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/SXyrkQDtegI/AAAAAAAAABU/94uGXFiyMz4/S220/vitoor.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5922853859354607182.post-6764823892367858883</id><published>2010-02-10T17:03:00.000-02:00</published><updated>2010-02-10T17:03:50.721-02:00</updated><title type='text'>Sobre o tempo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Quê!?"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Han?"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Eu perguntei... putz, odeio isso. Eu não entendi o que tu disse antes. Só entendi a parte do 'filha da puta'."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Filho da puta é o tempo, que sempre age exatamente ao contrário da maneira que a gente espera."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Tá ansioso né? Mas, ah. Tu não quer falar sobre o que aconteceu?"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Nem tem o que falar. Acho que é só engolir mesmo. Filho da puta é o temp..."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Eu já entendi. Pronto. E será que ela..."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Chega! Não tem mais ela. Filho da puta é o tempo. Deu. Ele é a minha indignação e nada mais. Posso tocar violão pra ti? Tirei uma música nova."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Certo, mas acho que tu não tá bem."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Ah, que foda. Por que tu não me distrai? Quem sabe assim eu me apaixonaria por ti e tu por mim. E pelo menos por três meses o mundo estaria resolvido para nós."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Que música é?"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Achei uma tablatura na internet. Gostei, quis tirar. Mas não conheço nada sobre ela. Só que é... meio difícil, não tá muito bem ainda. Eu queria tocar quando estivesse perfeita."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Tudo bem, eu posso conviver com as tuas imperfeições todas."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Todas?"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Uhum."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Toquei. Era uma espécie de choro. Bem legal, mas em alguns trechos eu precisava dar uma parada para trocar de acorde. Olhei pela janela, noite escura e estrelada. Quis sair voando. Alcançar o topo de todos os edifícios. Ser grande. Ter completa independência. Me ver adulto. Te ver adulta. E ontem... ah! Bosta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Filho da puta é o tempo - esse canalha, rápido demais quando deveria ser devagar, muito demorado quando deveria ser breve - que age sempre exatamente ao contrário da maneira que a gente espera.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5922853859354607182-6764823892367858883?l=ocoaxardosapo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/feeds/6764823892367858883/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2010/02/sobre-o-tempo.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/6764823892367858883'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/6764823892367858883'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2010/02/sobre-o-tempo.html' title='Sobre o tempo'/><author><name>Vitor Tassinari Dornelles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16596588697835399031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/SXyrkQDtegI/AAAAAAAAABU/94uGXFiyMz4/S220/vitoor.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5922853859354607182.post-5764073811311735290</id><published>2010-02-04T21:16:00.000-02:00</published><updated>2010-02-04T21:16:54.683-02:00</updated><title type='text'>Recortes e colagens de várias noites perdidas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;'Como o que?'&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;'Como um pedacinho de manga. Mas não era manga, sabe... era uma coisa amarela, lá no... fundo. E eu nem tentei pegar, só deitei de bruços bem próximo ao buraco e fiquei olhando - eu era pequena, eu acho, muito pequena aliás, eu lembro da minha mãe me chamar de Mica, e ela só falava isso há muito tempo... depois eu levantei e fui atrás do...'&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela me falava de um sonho muito extenso naquele início de manhã. Estávamos no show dos Combatentes Oprimidos, onde tivemos que aguentar quase duas horas de música punk sem noção. Saímos e resolvemos caminhar um pouco, até o parque.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;'Sabe o que eu pensei? Não, eu sei que tu não sabe. Mas eu pensei, pensei...'&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;'O que tu pensou?'&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;'Ah, nada, tu não vai querer. Vai dizer que é perigoso para uma guria linda e...'&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;'Vestida de maneira provocante. Sim, eu sempre falo isso. Mas hoje quero te contrariar. O que tu quer fazer?'&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;'Ver o amanhecer no parque. 'Quêtuacha?''&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fomos. Foi quando eu sentei e ela começou, não totalmente, mas levemente embriagada, a me contar o seu sonho da noite anterior. Eu todo impaciente, apenas admirando a maneira como sua boca se mexia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;'Tu não tá prestando atenção! Aiee! Escuta o que eu digo. Eu prometo que o final vai te interessar. Juro, juro!' E disse isso de uma maneira tão manhosa, esfregando aquele bochechinha linda no meu ombro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;'Não é isso, essa é... a minha maneira de prestar atenção. Olhando pro nada. Processando tudo o que tu diz.'&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;'Chato, não digo mais. Não falo mais. Esquece. Olha o sol que lindo! Pssss. Fica quieto, vamos apenas ver o novo dia que está vindo'.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E pensar que alguns anos depois, já muito longe um do outro, ela me confessou que estava inventando um sonho que terminaria com uma declaração 'selvagem e amorosa' sobre tudo o que ela sentia por mim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas eu nunca cheguei a encostar naqueles lábios lindos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5922853859354607182-5764073811311735290?l=ocoaxardosapo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/feeds/5764073811311735290/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2010/02/recortes-e-colagens-de-varias-noites.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/5764073811311735290'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/5764073811311735290'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2010/02/recortes-e-colagens-de-varias-noites.html' title='Recortes e colagens de várias noites perdidas'/><author><name>Vitor Tassinari Dornelles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16596588697835399031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/SXyrkQDtegI/AAAAAAAAABU/94uGXFiyMz4/S220/vitoor.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5922853859354607182.post-7624561298467279489</id><published>2010-02-02T05:58:00.000-02:00</published><updated>2010-02-02T05:58:17.817-02:00</updated><title type='text'>Aquarium Machinarium ou A Guria da Bicicleta</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As cores brotavam das formas e iam se apropriando de cada espaço livre, formando redemoinhos. Novas imagens se formavam a cada momento, como um quadro sendo repintado a cada instante. Ao fundo se escutava uma musiquinha de carrossel e cheiro de pipocas. O caos das cores e formas ia se organizando e logo dava para enxergar uma placa que dizia: Seja bem vindo ao magnífico Aquarium Machinarium.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E assim se via um lugar lindo, como uma caricatura dos mundos criados por Tim Burton. Uma mistura de circo, alguma coisa com Sgt. Pepper, e ao mesmo tempo se via robôs feitos de sucata eletrônica imitando formas marinhas. As cores, mesmo calmas, ainda insistiam em exceder o espaço dos objetos. Continuei vasculhando mesmo assim. Estava procurando alguma coisa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Passei pelo carrossel, enxerguei num canto uma banda de rock'n'roll formado inteiramente por robôs. Virei para o outro lado e vi uma barraca onde se lia: Mongo, o incrível robô que se transforma em homem! Mais um pequena caminhada e enxerguei, enfim, o que tanto buscava. Era ela, a guria da bicicleta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sua apresentação era das mais simples: pedalava em círculos na volta de um lindo e engenhoso chafariz de metal velho. De algum lugar se ouvia uma sanfona, cornetas e um bumbo. Sentei e fiquei olhando, tentando imaginar qual era o propósito daquilo. Por que isso está num circo? Quem quer ver isso? Eu vim até aqui, penetrando no meu interior, buscando na minha imaginação, montando lugares, imagens, descrições, nomes, só para colocar uma guria linda sobre uma bicicleta pedalando em círculos. E assim me deixei ficar, me enchendo de perguntas e aflições. Não pude, dessa forma, perceber o quanto me fazia bem apenas amar aquela guria de cabelos esvoaçantes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Amei por amar. Amei por que escolhi amar. Amei pela simples razão de poder pousar meus olhos em algo que me fosse extremamente agradável.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não desejei possuí-la. Sabia que a sua beleza fazia parte da paisagem e de sua atitude. Se eu a tirasse dali, o encantamento morreria num curto instante. Fiquei feliz por tudo isso, sentindo-me tão nobre.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5922853859354607182-7624561298467279489?l=ocoaxardosapo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/feeds/7624561298467279489/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2010/02/aquarium-machinarium-ou-guria-da.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/7624561298467279489'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/7624561298467279489'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2010/02/aquarium-machinarium-ou-guria-da.html' title='Aquarium Machinarium ou A Guria da Bicicleta'/><author><name>Vitor Tassinari Dornelles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16596588697835399031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/SXyrkQDtegI/AAAAAAAAABU/94uGXFiyMz4/S220/vitoor.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5922853859354607182.post-1311169555611161246</id><published>2010-01-30T20:20:00.000-02:00</published><updated>2010-01-30T20:20:00.088-02:00</updated><title type='text'>Alguém que não comemorou mesmo tendo tantos motivos</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje pode ser um daqueles dias históricos da minha vida. O traçado do meu caminho foi todo desenhado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Definiram-se coisas, umas por boas maneiras, outras de formas muito chocantes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aí eu sentei, respirei fundo. Um lado do meu corpo sorria, inebriado de felicidade. O outro gritava, angustiado, enlouquecido de tanto desespero.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas, ah! Deixa estar. Todas as essas horas de aflição serão compensadas em dobro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E que interesse tem essas palavras tão pessoais numa página pública? Nada; absolutamente nada. Uma leitura inútil pra quem está de fora. Nem mesmo carregada de estilo ela é.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fica, apenas, como um registro pessoal. Uma prova de que, no futuro, a melhora foi concreta e antevista. Por que assim é a minha personalidade de sempre querer estar um pouquinho na frente, pois quem podia me puxar, talvez já não possa.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5922853859354607182-1311169555611161246?l=ocoaxardosapo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/feeds/1311169555611161246/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2010/01/alguem-que-nao-comemorou-mesmo-tendo.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/1311169555611161246'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/1311169555611161246'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2010/01/alguem-que-nao-comemorou-mesmo-tendo.html' title='Alguém que não comemorou mesmo tendo tantos motivos'/><author><name>Vitor Tassinari Dornelles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16596588697835399031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/SXyrkQDtegI/AAAAAAAAABU/94uGXFiyMz4/S220/vitoor.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5922853859354607182.post-7424436195739876699</id><published>2010-01-29T03:36:00.002-02:00</published><updated>2010-01-29T03:39:47.042-02:00</updated><title type='text'>Cheguei em casa tão decepcionado, que a vida veio ter comigo</title><content type='html'>"Mãe?"&lt;br /&gt;"Filho?"&lt;br /&gt;"Nada, deu vontade&lt;br /&gt;de dizer mãe."&lt;br /&gt;"Eu entendi, é que&amp;nbsp;deu vontade&lt;br /&gt;de dizer filho."&lt;br /&gt;(Um poeminho/diálogo que me veio na cabeça)&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;***&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É tarde, madrugada correndo. Ventiladores funcionando em todos os quartos ocupados dessa casa. Estou sentado na sala apenas eu e o notebook na mais completa escuridão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Deito o rosto sobre os joelhos pensando na vida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acabo de chegar da rua. Antes estava lendo algumas páginas de Machado de Assis. E um pouco antes eu era um rosto infeliz.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas assim que eu deitei a cabeça, e senti o abraço da existência, carregado de tantas possibilidades que nem Sheldon Cooper seria capaz de calcular; enfim melhorei.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/S2JxT8mONaI/AAAAAAAAAEo/jVEcqZukkyA/s1600-h/EdwardMunchVampire1893.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/S2JxT8mONaI/AAAAAAAAAEo/jVEcqZukkyA/s320/EdwardMunchVampire1893.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lembro de uma aula de literatura no curso pré-vestibular. O professor de literatura - cara queridão e tudo o mais, muito engraçado e que me fez pensar na possibilidade de me tornar um professor de braços pendentes como ele - falou algo sobre saber apreciar os momentos da vida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estar triste não é diferente de estar feliz. Quem está triste olha para dentro, reflete sua existência. Quem seria capaz de crescer sem esse fascinante impulso da vida? Ou, se preferir, esse fantástico mecanismo divino.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os cabelos da vida escorreram pelo meu pescoço. Senti seus seios sendo comprimidos contra a minha cabeça; o aroma de sua doce fruta. Escorreguei por suas pernas macias.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com o coração na boca, suspirei de alívio... enfim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagem: Edward Munch.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5922853859354607182-7424436195739876699?l=ocoaxardosapo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/feeds/7424436195739876699/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2010/01/o-desejo-de-posse-levou-me-pousar-o.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/7424436195739876699'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/7424436195739876699'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2010/01/o-desejo-de-posse-levou-me-pousar-o.html' title='Cheguei em casa tão decepcionado, que a vida veio ter comigo'/><author><name>Vitor Tassinari Dornelles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16596588697835399031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/SXyrkQDtegI/AAAAAAAAABU/94uGXFiyMz4/S220/vitoor.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/S2JxT8mONaI/AAAAAAAAAEo/jVEcqZukkyA/s72-c/EdwardMunchVampire1893.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5922853859354607182.post-4182283054153377228</id><published>2010-01-27T21:42:00.001-02:00</published><updated>2010-01-27T21:43:41.659-02:00</updated><title type='text'>A mulher e o espelho</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/S2DMmNd8BUI/AAAAAAAAAEg/8UglK5FVOYI/s1600-h/picasso021.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/S2DMmNd8BUI/AAAAAAAAAEg/8UglK5FVOYI/s320/picasso021.jpg" width="250" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Fechei o livro que eu estava lendo: ''Laços de Família, da Clarice Lispector''. Outro dia, no tempo do cursinho, disseram que era coisa de mulher. Discordo completamente. Clarice é coisa de homens. Deve ser no mínimo um saco ler aqueles textos sendo mulher; uma obviedade sem fim.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Peguei minha garrafa de beber água que estava cheia de chá de mate gelado sem açúcar, feito pela minha mãe. Fui até o quarto pôr minha bermuda e os meus tênis de correr. Sentei em frente ao espelho para amarrar os cadarços. Suspirei de dor, e quando achei que estava desesperado vi a mulher no espelho.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela penteava os cabelos de uma maneira tão sensual, que eu, hipnotizado pelos seus movimentos, não percebi o quão absurda e surreal era a situação. Uma lágrima escorria do olho dela, as escovadas pareciam cada vez mais fortes até que cabelos começaram a cair no chão. Foi quando acordei, sacudi a cabeça. Terminei de me vestir e saí pra correr.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Olhei as pessoas, enquanto caminhava para aquecer as pernas. Comecei a me sentir bem. Parei, estiquei as pernas, caminhei mais um pouco. Vi mulheres tão encantadoras naquela praça-fim-de-tarde.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas jamais esqueceria da mulher do espelho e a violência com que penteava os cabelos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Imagem: Pablo Picasso.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5922853859354607182-4182283054153377228?l=ocoaxardosapo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/feeds/4182283054153377228/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2010/01/mulher-e-o-espelho.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/4182283054153377228'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/4182283054153377228'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2010/01/mulher-e-o-espelho.html' title='A mulher e o espelho'/><author><name>Vitor Tassinari Dornelles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16596588697835399031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/SXyrkQDtegI/AAAAAAAAABU/94uGXFiyMz4/S220/vitoor.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/S2DMmNd8BUI/AAAAAAAAAEg/8UglK5FVOYI/s72-c/picasso021.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5922853859354607182.post-916232093008863580</id><published>2010-01-27T12:51:00.001-02:00</published><updated>2010-01-27T12:54:28.203-02:00</updated><title type='text'>Duas mulheres bebendo vinho porque amavam o mesmo homem</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/S2BOWrz5dMI/AAAAAAAAAEY/v6t7mpif158/s1600-h/351927904.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/S2BOWrz5dMI/AAAAAAAAAEY/v6t7mpif158/s320/351927904.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acordou tão cedo, coitada, não costumava interromper seu sono tão rápido. Sentou-se na cama, coitada, estava tão triste que permaneceu assim por vários minutos; mal acordava e toda aquela desgraça logo voltava às suas lembranças. Pois jamais esqueceria, coitada, que...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;...andava feliz desde que se apaixonou novamente. Foi comprar alguns vestidos coloridos, queria que tudo combinasse com o seu bom momento de realizações. Mas ó, coitada, descobriu que o homem que a vendedora amava era tão parecido com o seu amor. Coincidência essa, pensou ela desse jeito inocente, deve mesmo ser o tipo perfeito esse que eu encontrei. Que sorte a minha.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A felicidade era tanta, que até resolveu fazer o que nunca teria feito. Fuxicou na bolsa, retirou uma foto daquele homem tão amável. Mostrou à vendedora, e, pobre coitadas das mulheres enganadas, descobrirem que o homem que amavam era o mesmo. Decidiram, em poucos minutos, ir à um bar beber uns goles de vinho.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma era tão linda quanto a outra. Bebiam o vinho de maneira sensual. Dedos cheios de anéis, que agarravam a taça; pulsos cheios de pulseiras que iam e viam. Aqueles cabelos volumosos e bem tratados sendo constantemente mexidos por mãos impacientes. E dizer que nesse momento, coitadas, elas apenas sofriam juntas, odiavam juntas, e mais tarde, coitado, o matariam juntas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Imagem: Carlos Páez Vilaró.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5922853859354607182-916232093008863580?l=ocoaxardosapo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/feeds/916232093008863580/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2010/01/duas-mulheres-bebendo-vinho-porque.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/916232093008863580'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/916232093008863580'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2010/01/duas-mulheres-bebendo-vinho-porque.html' title='Duas mulheres bebendo vinho porque amavam o mesmo homem'/><author><name>Vitor Tassinari Dornelles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16596588697835399031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/SXyrkQDtegI/AAAAAAAAABU/94uGXFiyMz4/S220/vitoor.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/S2BOWrz5dMI/AAAAAAAAAEY/v6t7mpif158/s72-c/351927904.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5922853859354607182.post-1603791304194206023</id><published>2010-01-26T17:52:00.002-02:00</published><updated>2010-02-04T15:52:31.419-02:00</updated><title type='text'>Uma mulher chorando porque ouviu a canção do seu primeiro amor</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desviei daqueles doces olhos na primeira esquina que encontrei. Foi quando vi, afogando-se em lágrimas, uma mulher porque ouviu a canção do seu primeiro amor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/S19H7HB90GI/AAAAAAAAAEQ/F1NKQ3Mtte0/s1600-h/mulher_chorando.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/S19H7HB90GI/AAAAAAAAAEQ/F1NKQ3Mtte0/s320/mulher_chorando.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Atrevo-me a contestar o motivo destas tuas lágrimas" disse eu, admirando sua beleza chorosa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Eu mereço! Afaste-se de mim!, não tem, pois ninguém tem, condições de julgar, quem dirá contestar, o motivo da minha dor ou de qualquer outro comportamento que eu possa apresentar diante do público em geral" respondeu-me ela, de maneira elegante e letrada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Encanta-me a sua resposta, dita por tão suave voz. Mas arrisco dizer que esta referida beleza resume-se à escolha das palavras e às características fisiológicas da bela moça que proferiu tal sentença."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela baixou a cabeça, apoiando a testa na palma da mão esquerda. Levou o dedo indicador da mão que sobrava ao olho direito, limpando a única lágrima que escorria - daquela maneira graciosa que o sexo feminino costuma fazer para não borrar a maquiagem tão trabalhosamente elaborada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Minha dor não pode aumentar, de maneira alguma, pois isso extrapolaria os limites da resistência humana - e isso certamente me levaria ao suicídio. Já que insiste, e faz isso com boas colocações, o que me leva a sentir pontadas de curiosidade e uma certa confiança nas suas intenções, senta-se aqui ao meu lado - mas faça isso devagar, a mudança brusca da paisagem que me rodeia pode me levar a novas rodadas de desespero; e se não for pedir demais, já que confio no seu cavaleirismo inerente à espécie masculina, sente-se ao meu lado esquerdo e incline levemente o corpo para a frente, dessa maneira bloqueando a corrente de ar que me flagela nessas horas tão tristes". Disse ela de maneira pedagógica e com algo de sensual. Devia ser o seu cabelo cacheado que insistia em cair sobre o olho e esticar-se até a boca, fazendo com que ela tivesse que passar seus dedos próximos aos lábios várias vezes. E os olhos eram de um negrume mágico. Um quê de irresistível, como uma arma feminina para os momentos mais instintivos da espécie.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sentei-me, como ela pediu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Então me diga: por que não devo chorar ao ouvir a canção que me faz lembrar do meu único, verdadeiro e primeiro amor?"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Cada vez que chora, é um novo amor que espanta. Segura esse sentimento. Engana-se a si mesma. Viva essa ilusão até que acredite piamente em sua própria invenção."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"E por que eu faria isso, se a veracidade e a intensidade desse amor pelo qual choro, já não passa de uma invenção minha, e que por ela eu decidi viver a vida?".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;*Em comemoração à uma data. Para que não se perca nos outros tantos e infinitos dias que virão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;**Imagem: Mulher Chorando, Picasso.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5922853859354607182-1603791304194206023?l=ocoaxardosapo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/feeds/1603791304194206023/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2010/01/uma-mulher-chorando-porque-ouviu-cancao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/1603791304194206023'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/1603791304194206023'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2010/01/uma-mulher-chorando-porque-ouviu-cancao.html' title='Uma mulher chorando porque ouviu a canção do seu primeiro amor'/><author><name>Vitor Tassinari Dornelles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16596588697835399031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/SXyrkQDtegI/AAAAAAAAABU/94uGXFiyMz4/S220/vitoor.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/S19H7HB90GI/AAAAAAAAAEQ/F1NKQ3Mtte0/s72-c/mulher_chorando.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5922853859354607182.post-8515286781119867373</id><published>2010-01-22T03:54:00.001-02:00</published><updated>2010-01-22T03:54:26.906-02:00</updated><title type='text'>'Destes corda ao passado'</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Olhando para os lados, completamente distraído. Servi o mate sem ver, pinguei algumas gotas de água muito quente nos dedos. Doeu, quase derrubei a cuia. O velho homem me ajudou. Pegou o chimarrão - era sua vez. Sorveu, olhou para mim como Deus olharia para sua própria criação pecadora. Depois de segundos intermináveis de recriminação e de reprovação, sorriu amavelmente para amenizar a situação.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;'A gente sabe lidar com o perigo no primeiro golpe de vista. É instinto puro. O difícil é aprender a reconhecer as situações perigosas.' Explicou-me ele, com sua voz grave, facilmente confundida com trovões.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O tempo se fechava; chuva claramente anunciada. A grama sob os meus pés preparava-se para o choque. Enrijecia-se. A água do açude agitava-se alegremente para a chegada das boas novas vindas do céu. E o meu corpo inteiro chorava de lamentações e amores não correspondidos. Mas havia aquele velho homem do meu lado, forte como uma rocha. E assim eu queria me comportar: não rocha, mas um diamante inquebrável - algo genial e distante dos sentimentos humanos. Controlava a respiração, não podia transparecer nervosismo. Piscava pouco, se as lágrimas viessem seria o fim do mundo. Mas ah! Quando as primeiras gotas começassem a cair do céu, eu poderia me liquidar em prantos e misturar a água do meu rosto com a própria chuva.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;'Tu olha pra mim como se estivesse analisando. Às vezes copia meus gestos, e pensa que eu não percebo. Ponha-te no teu lugar, guri inocente. Chore todas as tuas as mágoas. Se o que sentes não é o bastante para franzir minhas sobrancelhas, é porque por isso eu já passei.' Logo que ele disse isso eu deixei minha cabeça pender, soltei o suspiro que há muito estava preso. Desfez-se o rapaz, voltei a velha e conhecida forma infantil. Mas não, não as lágrimas, estas ainda não. 'Deixa esse sofrimento explodir, e passado isso, te explicarei a origem do erro'.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Serviu com perícia um novo mate, como que para me inspirar confiança. Deu a entender que sabia o que fazia. E mesmo que errasse, algumas gotas de água quente não o fariam sequer balançar os dedos. Fungou, cuspiu ao lado do banco. Coçou o ouvido com violência. Esticou as pernas e cruzou os braços sobre a barriga. Enquanto isso eu suspirava com aborrecimento. Consumia-me em dor, sabendo que tudo o que aquele homem me falasse, por mais sábio que fosse, serviria apenas para situações futuras, e nunca para aliviar o que eu sentia naquele momento. Um raio em algum ponto ao longe desviou minha atenção por um segundo. Pássaros voltando para o lar. Implorei que a chuva viesse logo a camuflar meu choro covarde.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;'Deste corda ao passado mais uma vez, não é? Passado é coisa perigosa de se mexer. Há certas ocasiões em que teu corpo não acumula experiência; pelo contrário, desgasta-se. Situações que, uma vez esquecidas - sim, esquecidas, pois estas, jamais serão superadas definitivamente - não devem ser revividas. O efeito pode ser fatal. E tu, pobre garoto. Foi como um grande. E fez coisas grandiosas. Estava te tornando aquilo que mais desejas: um forte. Mas aconteceu então que... destes corda ao passado. (Da cá mais um mate, e vamos entrar que logo a chuva vem). E agora, está aí, voltando a ser pequeno. Envergonhando-se mais uma vez. E em vez de sentar ao meu lado e falar das tuas conquistas, estás segurando um pranto que quase estoura seu limite existencial.'&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E era isso. Alcancei o mate. Torci tanto para que a chuva viesse, para que eu pudesse chorar em paz sem que o mundo percebesse. E assim ela veio, e uma certa alegria tomou conta de mim - tanto que eu já nem sei se eu realmente chorei, ou se tratava-se apenas da água da chuva.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5922853859354607182-8515286781119867373?l=ocoaxardosapo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/feeds/8515286781119867373/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2010/01/destes-corda-ao-passado.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/8515286781119867373'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/8515286781119867373'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2010/01/destes-corda-ao-passado.html' title='&apos;Destes corda ao passado&apos;'/><author><name>Vitor Tassinari Dornelles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16596588697835399031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/SXyrkQDtegI/AAAAAAAAABU/94uGXFiyMz4/S220/vitoor.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5922853859354607182.post-7789622299201613337</id><published>2010-01-18T18:49:00.000-02:00</published><updated>2010-01-18T18:49:04.464-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia Barata'/><title type='text'>Os versos vagabundos do poeta de Fogatta</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um dia perguntou-se:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Quem impôs ao ser humano o intenso desejo de vencer? A vitória, pois, é a perda em si."&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E então raciocinou:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Tudo tem valor altíssimo quando é inatingível. Cobiçado quando difícil. E, que triste são os homens e mulheres condenados a estar entre céu e terra, logo que se atinge tal objeto, vai-se o valor."&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Escreveu na sua pedra beira-mar favorita:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Aquele que viveu pela vitória morreu saudoso.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aquele que viveu pela simples experimentação nem deu-se conta da morte.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Olhos que perdem brilho,&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;ouro que perde o dourado&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;e pedras que perdem preciosidade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Líquido que perde gosto,&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;amor que perde temperatura,&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;vitórias que ficaram para trás, desconsideradas,&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;esquecidas na história do indivíduo."&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5922853859354607182-7789622299201613337?l=ocoaxardosapo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/feeds/7789622299201613337/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2010/01/os-versos-vagabundos-do-poeta-de.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/7789622299201613337'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/7789622299201613337'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2010/01/os-versos-vagabundos-do-poeta-de.html' title='Os versos vagabundos do poeta de Fogatta'/><author><name>Vitor Tassinari Dornelles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16596588697835399031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/SXyrkQDtegI/AAAAAAAAABU/94uGXFiyMz4/S220/vitoor.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5922853859354607182.post-7184382191223150289</id><published>2010-01-13T13:26:00.000-02:00</published><updated>2010-01-13T13:26:47.851-02:00</updated><title type='text'>"Ai, se uma aranha tivesse me picado"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela sempre acordava tarde. Saía à noite, andava solitária pelas ruas. Pedindo cigarros para todos que passavam. Nunca fumou nenhum deles, essa era apenas a sua boa ação diária.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Depois de muito pensar essa foi a melhor maneira que eu achei de ajudar alguém."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Isso dizia muito de sua personalidade. Queria ser amada sem ser aborrecida. Ajudar anonimamente para evitar qualquer tentativa de agradecimento excessivo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Algumas coisas simples ela achava bastante engraçadas. Como o dia em que estava na frente do computador e percebeu que se vendia gás de janela em janela.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Bla bla Liquigás?"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Hã?"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Bla bla Liquigás?"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Eu não entendo"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Liquigás?"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"O que tem Liquigás?"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Bla bla Liquigás?"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Tudo bem. Não preciso."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E assim foi que ela nunca soube quais foram as primeiras palavras do vendedor. Depois até achou engraçado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Como se fossem rapaduras. Vendendo assim como crianças esfomeadas. Olha só... que triste essa minha comparação".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Gostava muito de insetos. Gostaria muito, na verdade, de gostar dos coloridos. Mas como vivia basicamente à noite, acabava atraída por aracnídeos, mariposas e esses tipos mais asquerosos. Nunca, porém, ousou tocá-los.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Amor é mais ou menos assim. É bom, mas é aterrorizante. Se bem que teve aquela vez que eu acordei com uma baita duma mariposona debaixo do meu travesseiro. Ficou tudo preto, eca! Perdi o sono e acordei cedo. Tive certeza que nunca iria tocá-los."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E também jamais ousou tocar no amor. Tinha um, é claro. O espiava pela janela. Fazia ligações anônimas. Mas nunca precisou pedir cigarros.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"É cheirosinho, imagino. Apaixonante, imagino também. Como eu o amo."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Resolveu casar com quem não lhe fizesse sofrer. Teve alguns filhos. Dois ou três talvez. Preferiu a pequinina até que ela cresceu. Por várias razões voltou a ficar só. E pensou, certa vez, meio chateada com a vida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Ai, se uma aranha tivesse me picado, como seria doce e humana minha vida terrena".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim disse, pois há alguns dias aderiu ao espiritismo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5922853859354607182-7184382191223150289?l=ocoaxardosapo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/feeds/7184382191223150289/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2010/01/ai-se-uma-aranha-tivesse-me-picado.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/7184382191223150289'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/7184382191223150289'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2010/01/ai-se-uma-aranha-tivesse-me-picado.html' title='&quot;Ai, se uma aranha tivesse me picado&quot;'/><author><name>Vitor Tassinari Dornelles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16596588697835399031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/SXyrkQDtegI/AAAAAAAAABU/94uGXFiyMz4/S220/vitoor.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5922853859354607182.post-3422491423613972915</id><published>2010-01-11T01:22:00.000-02:00</published><updated>2010-01-11T01:22:24.022-02:00</updated><title type='text'>Enganação</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;adiv ad odal ortuo orp ieriv eM&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5922853859354607182-3422491423613972915?l=ocoaxardosapo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/feeds/3422491423613972915/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2010/01/enganacao.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/3422491423613972915'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/3422491423613972915'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2010/01/enganacao.html' title='Enganação'/><author><name>Vitor Tassinari Dornelles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16596588697835399031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/SXyrkQDtegI/AAAAAAAAABU/94uGXFiyMz4/S220/vitoor.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5922853859354607182.post-5779237997299361456</id><published>2009-12-28T01:11:00.000-02:00</published><updated>2009-12-28T01:11:28.186-02:00</updated><title type='text'>"A day in the life"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Andei pensando um monte, sobre um monte de coisas. Fui fazer um café, daquele diferente que tinha no super mercado e que eu comprei para experimentar. Desejei que estivesse frio para eu poder sentar no sofá e assistir as notícias do dia.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um homem enfiou alfinetes numa criança e depois falou sobre a "palhaçada de matar o moleque". Um outro discorreu sobre a dificuldade de ser honesto nos cargos públicos. Uns quantos lá da Europa despejaram leite pelas ruas como protesto - eu teria feito diferente, claro - pelos baixos preços ou algum imposto pesado, ou alguma incomodação política. Pobre de todos eles, personagens, vítimas, espectadores. Pobre de todos, pensei eu, e olhei para baixo, vendo meu tórax, minhas pernas cruzadas - de maneira feminina, droga, arrumei rapidamente - tive pena de todos nós.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Larguei a xícara de café igual a todos os outros sobre a mesa da cozinha. Liguei um som dos Beatles, suspirei apoiado na cristaleira da minha avó. E lembrei do sonho da noite anterior, em que eu subia nela, para escapar do chão. Besteira. Cantei bem desafinado junto de John, Ringo, Paul e George. Mas nada que me animasse. Então eu suspirei de novo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Peguei as chaves de casa, pus um chinelo nos pés, e saí.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Saí por tanto tempo, que não lembro de quando voltei. Mas então eu estava aqui. Ouvindo "A day in the life" e pensando sobre tudo o que acontece. De vilão, à mocinho, à vítima, eu me vi nessa triste existência. Imaginei uma estrada. Imaginei um sorriso.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tanto tédio, minha mãe diria se visse - ou quem quer que fosse. E pensei, com vergonha, em todas as bobagens que já fiz achando que tinha o direito de sofrer mais do que os outros.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5922853859354607182-5779237997299361456?l=ocoaxardosapo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/feeds/5779237997299361456/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/12/day-in-life.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/5779237997299361456'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/5779237997299361456'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/12/day-in-life.html' title='&quot;A day in the life&quot;'/><author><name>Vitor Tassinari Dornelles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16596588697835399031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/SXyrkQDtegI/AAAAAAAAABU/94uGXFiyMz4/S220/vitoor.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5922853859354607182.post-1610573619165308019</id><published>2009-12-24T01:10:00.000-02:00</published><updated>2009-12-24T01:10:51.736-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu queria dizer alguma coisa definitiva que mudasse a maneira das pessoas verem o mundo. Alguma expressão cotidiana bem colocada que ficasse fantástica, imprevisível. Talvez um neologismo perfeitamente compreensível. O âmago sinceramente posto para fora, de maneira que parecesse realmente ser de fora, e nunca de dentro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E queimaaaaaaaar. Queimar desde a garganta. Engasgando em expressões fortemente carregadas. Denotações malucas da madrugada reveladora. Uma luz norteadora de um novo modo de ser. Sapo's way of life. Conselho mestre super sábio. Coisas assim, bêbado tão cedo? Mas que absurdo, menino mal, fica aí, chorando, não faça, apenas diga. Bosta!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas aí eu fiquei nessas. E fui ficando. Deixei para depois. Esqueci do poeta. Esqueci do romântico. Mandei o deprimido a puta que o pariu. Tarde de mais. Foda. Coisa e tal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tente apenas ver o que dizem todas as entrelinhas. Palavras verdadeiras apenas confundem o que de mais puro existe nesse coraçãozinho partido de lata barata.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Peeeeerdeu-se na noite inteira. Tentou amar e apenas odiou. Fez que foi , não foi, mas afinal, foi ou não foi?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quem ficou é que saiu atrás. Perdi.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ponto.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5922853859354607182-1610573619165308019?l=ocoaxardosapo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/feeds/1610573619165308019/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/12/eu-queria-dizer-alguma-coisa-definitiva.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/1610573619165308019'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/1610573619165308019'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/12/eu-queria-dizer-alguma-coisa-definitiva.html' title=''/><author><name>Vitor Tassinari Dornelles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16596588697835399031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/SXyrkQDtegI/AAAAAAAAABU/94uGXFiyMz4/S220/vitoor.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5922853859354607182.post-2810534364639798540</id><published>2009-12-09T22:54:00.001-02:00</published><updated>2009-12-09T22:59:02.010-02:00</updated><title type='text'>Eu em cartaz</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;Poeminha de 10 segundos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;Fiquei nessa de querer explicar o mundo,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;mas todo mundo nem aí,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;viajando e tal,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;Tentei me preocupar com o mundo,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;mas todo mundo nem aí,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;comendo, vendo pornografia,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;Li poesia, me apaixonei,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;tive cachorro, e chorei&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;briguei com a mãe&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;me arrependi enquanto tomava banho&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;Mas o maior erro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;foi ter procurado unidade no mundo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;Enquanto todo mundo quer ser diferente&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;viajando e tal.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #93c47d;"&gt;&lt;b&gt;Eu em cartaz&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Mas, porra meu! Te liga, tu... meu, tá todo mundo, ah! Esquece, fica aí, vive do teu jeito."&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Espera, caralho, todo mundo o que? Que tu tá falando?"&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Cara, não te ofende. Pelo contrário. É que, a gente acha que tá te perdendo, é isso."&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Perdendo!? Ah, é que vocês não vêem o que eu vejo. Eu queria poder explicar..."&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Irmão, te liga. Tu é que não vê. Fica aí, com essa bolinha de vidro na mão, achando que tem todas as explicações para o mundo. E todo mundo lá na sala, querendo sair tomar mate comer qualquer coisa ou olhar bundas e tal. Mas tudo bem."&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu juro que Milena era uma guria bem legal. Dessas ageitadinhas olhos sagaz e cabecinha certeira. Porque num momento silencioso ela poderia saltar e enumerar todas as coisas loucas que ela faria assim que chegasse em casa - como colocar toda a sala no lugar do quarto, o quarto no escritório e o escritório na sala, só pra se sentir melhor - ou vir com uma idéiazinha tão idiota mas que ficava bonita quando dita por ela - 'vocês já imaginaram o que seria do mundo se o primeiro português que comeu pimenta não tivesse gostado? sério, imagina aí, ah, imagina... é legal, mas, mas...' -. Mas havia coisas bem ruinzinhas passando por aquele coração. E teve o dia que ela conheceu Marcos, e pensou, logo de cara: 'agora é a minha vez de partir um coraçãozinho inocente, só para ele ver que o mundo é um lugar perigoso'.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dito e feito. Marcos ficou ali todo caidinho logo amando logo dor de coração logo abandonado ao vento frio das noites que tomam conta até dos dias quando se sente mal. Seus amigos diziam coisas para tentar ajudá-lo mas nunca dava. E ele ali, nunca sair, nunca comer, nunca amar de novo, só sofrer, sofrer e sofrer.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;'Porra caraaaaa! Tu quer que eu morra de pena de ti? Pronto, morri. Mas sai daí, vamo lá comer o macarrão da Ju, ela tá loca que tu vá. Mas, que inferno. Tchau!' Blam fazia a porta e lá se ia mais um dos amigos que Marcos perdia nesses dias 'pau no cú cara pau no cú cara', dizia ele, mas também nem sabia o que esperar dos amigos, talvez fosse aquilo mesmo e ele estivesse pisando na bola.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas aí teve o dia desse acontecimento, da bolinha de vidro. Aconteceu que toda aquela massa orgânica, que era o que restou de Marcos - pobrezinho olha a carinha dele, tããão fraquinho, que será que ôve? - encontrou aquela curiosa bolinha na frente de casa. Depois de algum tempo analisando ela, ele percebeu o próprio reflexo engraçado esticado ou como tu, leitor, quiser mas que tu sabe bem como é que fica numa superfície arredondada.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aí começa a tocar essa música na trilha sonora dessa história&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=Y1L8uRApYeQ"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=Y1L8uRApYeQ&lt;/a&gt;&amp;nbsp;que fala em coisas legais e parece até doutrinas de outro mundo. Papo furado, New Age, mas se bem ouvido e com toda a inocência pode-se viajar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bom. Marcos então começou a sacar. E sacou de vez que toda aquela história da Milena era mais um capítulo de um filme que ele era o protagonista. Seu amigo Hércules o puxando para fora, o macarrão do Ju, a bolinha de vidro e toda aquela revelação lispectoriana. Era aquilo. Um magnífico e ultra-realista filme sem espectadores. E Marcos curtiu tanto a idéia que bolou novas saídas para aquele roteiro fantástico que ninguém se não a própria lei das coincidências havia escrito.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ia saindo do quarto, e pensava. Que porra, quem assitiria o meu filme se o fim de cada história fosse feliz e viveram feliz para sempre, porra, saco hein?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5922853859354607182-2810534364639798540?l=ocoaxardosapo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/feeds/2810534364639798540/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/12/eu-em-cartaz.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/2810534364639798540'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/2810534364639798540'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/12/eu-em-cartaz.html' title='Eu em cartaz'/><author><name>Vitor Tassinari Dornelles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16596588697835399031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/SXyrkQDtegI/AAAAAAAAABU/94uGXFiyMz4/S220/vitoor.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5922853859354607182.post-4483038258140024449</id><published>2009-12-04T00:42:00.001-02:00</published><updated>2009-12-04T00:45:08.475-02:00</updated><title type='text'>Maldita mosca nessa quente tarde de dezembro</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Estava a perseguir? Literariamente adoro esse costumezinho lusitano.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pois bem...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Estava a perseguir uma mosca com os olhos&lt;/b&gt; - daquelas pequenas, como se fosse de fruta, mas não haviam frutas por perto. Aula chata, dia monótono. Verão santamariense, e aquela mosca incomodando e enchendo meu saco.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Aí fui revirando meus olhos atrás daquele maldito inseto&lt;/b&gt; - pobrezinho deixa ele e tudo o mais, só quer viver como vocês, comendo, reproduzindo, morrendo, malvadeza heinhô! - e vendo coisas que nunca antes tinha visto. As lâmpadas&amp;nbsp;fluorescentes, e toda a sua estruturazinha de espelhos, talvez para ampliar a irradiação. As paredes cheias de marcas de mão. Quantas palmas suadas não encostaram ali? Quantos professores, jornalistas, enfim qualquer profissão, não esfregou sua carne nervosa naquele concreto?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;E aí... opa!, disse eu&lt;/b&gt;, e nunca descobri se exclamei alto ou baixo, mas... o que a mão do Gerson faz na perna da Carla? E... por que a mão dela agora toca a dele, cheio de... de... amor? Elas se esfregam, acariciam-se uma a outra. Eles não despregam os olhos do professor, mas, sorriem, sorriem como se olhassem um para o outro. Seus perfis quase se beijam. E assim é como se eu pudesse ver Gerson virar o rosto, beijar o pescoço de Carla - sua pele se arrepia nesse exato instante, mas os dois permanecem imóveis. &amp;nbsp;Com intensidade, as mãos se querem cada vez mais. Gerson, com seu perfil atlético quase na mesma altura de Carla - embora notavelmente mais alto quando em pé. A musa loira dos olhos castanhos. Também ali paradinha. Nesse momentos são as pessoas mais lindas que eu conheci em toda a minha vida. E aí... uma mão solta a outra, o universo volta a se ocupar dos demais seres, a mágica se vai.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Maldita mosca nessa quente tarde de dezembro.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5922853859354607182-4483038258140024449?l=ocoaxardosapo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/feeds/4483038258140024449/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/12/maldita-mosca-nessa-quente-tarde-de.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/4483038258140024449'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/4483038258140024449'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/12/maldita-mosca-nessa-quente-tarde-de.html' title='Maldita mosca nessa quente tarde de dezembro'/><author><name>Vitor Tassinari Dornelles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16596588697835399031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/SXyrkQDtegI/AAAAAAAAABU/94uGXFiyMz4/S220/vitoor.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5922853859354607182.post-5689356489221443831</id><published>2009-11-30T12:56:00.000-02:00</published><updated>2009-11-30T12:56:05.902-02:00</updated><title type='text'>Sobre escrever o cotidiano</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mais uma daquelas experiências ultra-contemporâneas cheia de siginificados. Fiz ontem a noite escutando música e o som do temporal que castigava ainda mais nosso pobre estado.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;_______&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Jorge falava com alguém qualquer na esquina.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Heitor discursava no palanque universitário - caixas de cerveja da festa de ontem a noite e toda aquela balbúrdia polícia e tudo o mais.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Marina viajava imersa num barato careta sabor tutti-frutti.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Oscar escrevia letras de amor delirantes nos guardanapos do bar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu olho para todos eles, espero alguma coisa especial. Atento, quero presenciar o inesperado espetáculo da vida.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Marina toda ligadinha no cabelo-meia-altura magricela-fortinho que atravessa a rua - e mal sabe ela que ele é gay e namora o André meio bonitinho óculos cinza-esverdeados da livraria Sabor Literário.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Heitor troca palavras por urros bate-punho! Grita por que ninguém consegue entender suas idéias. E alguém perguntou lá no meio "e a esquerda, onde fica?".&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Oscar todo flores-chapéu-bombons atrás de um romance encaracolado cinquentista terninhos e all-star.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Jorge nunca viu uma bunda tão grande quanto a da loira bombada - mas que tesão - calça tipo fitness estampa de oncinha e imagina só a sua lingerie preferida.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E eu mãos nos bolsos, disfarçando o olhar - mas que merda, porque o Heitor viu que eu o observo, será que pensa que eu sou comunista? Oscar já desconfia faz um tempo, finge que não vê, olha para os seus guardanapos rabiscados - será que pensa que sou gay? E Marina ali, jogada, abandonada. Tão lindinha de botinas desamarradas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sol se pondo. Calor infernal em Santa Maria. Boa oportunidade de lavar roupas e comprar tudo em 10 vezes sem juros como diz o cartaz pregado naquela vitrine tão deprimente. Cuspi. Olhei para os lados como se procurasse qualquer coisa, mas na verdade não. Dei falta da minha própria sombra.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outro dia apenas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5922853859354607182-5689356489221443831?l=ocoaxardosapo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/feeds/5689356489221443831/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/11/sobre-escrever-o-cotidiano.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/5689356489221443831'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/5689356489221443831'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/11/sobre-escrever-o-cotidiano.html' title='Sobre escrever o cotidiano'/><author><name>Vitor Tassinari Dornelles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16596588697835399031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/SXyrkQDtegI/AAAAAAAAABU/94uGXFiyMz4/S220/vitoor.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5922853859354607182.post-1323665824569727834</id><published>2009-11-19T00:55:00.001-02:00</published><updated>2009-11-19T00:58:36.579-02:00</updated><title type='text'>A verdade sobre os minutos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estudei um pouco de literatura. Bom seria ser um grande literato conhecedor de todas as manifestações literárias dos tristes homens - aqueles que precisam pôr o que está dentro para fora - que pisaram essa terra. Li modernos e românticos. Conhecendo muito pouco - tudo retirado à partir de apostilas e esquemas de cursinho pré-vestibular - opino: gostei mais da atitude de Oswald de Andrade do que de seus escritos. Interessei-me mesmo pelo Mário e acho que realmente curti Manuel Bandeira - "Vou-me embora para Passárgada" -, leitura obrigatória da UFSM.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sobre os românticos? Nem falo, com certeza seria um deles, não tivesse nascido em espaço-tempo errados.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(E assim vai, sempre errado geograficamente. Fui nascer aqui? Por que não sou então um filho de pequeno proprietário de terra, que passei a infância correndo numa propriedadezinha familiar e mexendo no solo, e que, finalmente fui mandado para a cidade por um pai casca-grossa, mãos calosas e rosto amargurado que disse para a mulher-minha-mãe: "Vamo botá o guri pra estudá em Santa Maria. Aqui não dá mais nada. Os homi de gravata mandam até no campo, onde diabo vô podê usá meu chapéu de paia e enrolar meus paieiros?)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas foi assim, e agora é assim. Nada a fazer. Vontade de cursar letras na Unifra enquanto realizo outros sonhos na federal.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E aí eu estava na frente do Totem com a Tâmie todo abraçado e de conversinhas no ouvido. Aquele tipo de conversa fiada, bobagens tão gostosas quando trocadas com uma pessoa que se gosta. Fui montando uma histórietazinha na minha cabeça tão ocupada por conteúdos chatos de ensino médio. Tudo pronto, um mundo inteiro fermentando. Viagens, personagens, e aquela coisa toda que quem gosta de criações artísticas sabe bem como funciona "e aí, isso! tá mas... claaaro! genial! será o tema do meu primeiro grande romance que contará a verdade sobre a minha verdadeira visão poética do globo terrestre".&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aí cheguei em casa, lembrei do jogo do Grêmio x Palmeiras sendo transmitido na TV. Ganhamos de 2 x 0, duas expulsões, uhuuul! beleza e... merda... esqueci da história. Causei o Armageddon daquele mundinho que nunca foi criado, apenas mentalizado.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então fiquei aqui enchendo linguíça (sem trema lê-se "gui" como guisado, só pra implicar com a reforma ortográfica e assim faremos a revolução lin"gui"stica mais autenticamente brasileira de todos os tempos) crente que alguém iria ler e deixaria um comentário cheio de interesses do tipo. "Legal teu blog (rezando para que tu clique no meu nomezinho e acesse meu blog, para que façamos a blogosfera funcionar)".&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E escutando Roxette, com os dois pés na infância em que eu os ouvia achando que era Rock'n'Roll mas era apenas um cd da minha mãe que sempre teve um gosto bem legal e que cada vez compreendo mais.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bem. Um daqueles finais legais que motivam um dia de realizações? Não. Hoje não, assim como todos os outros dias. Prefiro a cotidianialidade da invenção de palavras, dos sentimentos, dos bons motivos, dos escrúpulos. Taí, esse é meu discurso.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5922853859354607182-1323665824569727834?l=ocoaxardosapo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/feeds/1323665824569727834/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/11/verdade-sobre-os-minutos.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/1323665824569727834'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/1323665824569727834'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/11/verdade-sobre-os-minutos.html' title='A verdade sobre os minutos'/><author><name>Vitor Tassinari Dornelles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16596588697835399031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/SXyrkQDtegI/AAAAAAAAABU/94uGXFiyMz4/S220/vitoor.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5922853859354607182.post-5691494277841316908</id><published>2009-11-10T21:46:00.002-02:00</published><updated>2009-11-10T21:46:47.344-02:00</updated><title type='text'>Mais uma da Lunática Psicótica</title><content type='html'>Um texto bem antigo que eu encontrei por aqui... se eu não me engano data dos primeiros meses de 2007 ou quem sabe 2006. A origem da Lunática Psicótica. Divirtam-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 27.0pt;"&gt;“Qual é o caminho?”, um dia quis saber Lunática, “Qual é o caminho para o nada? Para o total sumiço”. Então ela descobriu o Cantinho, encostada em duas paredes na quina do seu quarto, se protegendo dos devastadores males do mundo, apoiada pelos Grandes Blocos de Pedra, a verdade mais concreta que até então conhecia. “Todos falam de amor, mas quando tento nele me escorar, caio de costas estendida no gelo desesperançoso do chão de todos os sonhos”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 27.0pt;"&gt;Mas essa noite Lunática não pensaria em paixões, não traçaria planos maquiavélicos de assassinatos em linhas vermelhas, nem amantes, nem desilusões, pensaria em coisa nenhuma, como se estivesse em lugar nenhum, fazendo nada, agarrado ao eterno vazio, e essa sim era a palavra certa que definiria a querida e mal afortunada pobre princesa da solidão. Nem músicas loucas e obscuras da década de oitenta, nada de goticismo barato nas telas ou nos papéis, nem isso ou aquilo, nem nada. E somente as pedras, as pedras!, segurariam aquele triste conjunto de ossos lacrimejantes. Ó, aqueles grandes olhos de Ligéia.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 27.0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 27.0pt;"&gt;“Uma eternidade no paraíso não curaria e nem tampouco compensaria um pobre coração sofredor”, coaxa o sapo filósofo na beira do rio. Sobre pedra da sabedoria coloca-se a sábia criatura verde, olha profundo com seus olhos que de tão grandes, de certo vêem coisas horrorosas e tenebrosas que homem nenhum pode ver.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 27.0pt;"&gt;“O que você enxerga senhor grande Sapo?” Pergunto a ele.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 27.0pt;"&gt;“Croac!” Arremata o Sapo em mais uma de suas colocações geniais.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 27.0pt;"&gt;Pois jamais ele poderá falar da extensão de suas visões, pela saúde do mundo e da confusa cabeça do homem. “Aquele bicho chamado homem que passa a vida entocado e encucado buscando a pureza da infância, e a tranqüilidade, e aquela sensação de eternidade dourada”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 27.0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 27.0pt;"&gt;Lunática puxava insistentemente a roupa de sua mãe, que enfim lhe deu atenção. “Mãe, o que é aquele gato preto fugindo do peixe-soldado pela eternidade afora no grande aquário que na verdade não é um aquário, mas o vasto mundo se expressando?”. E a pequena Lunática sabia que a grande Lunática jamais seria capaz de lhe responder essa questão e nem tampouco ela, muitos anos depois, escondida em seu Cantinho mágico, sendo ela mesma o gato fujão.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5922853859354607182-5691494277841316908?l=ocoaxardosapo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/feeds/5691494277841316908/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/11/mais-uma-da-lunatica-psicotica.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/5691494277841316908'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/5691494277841316908'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/11/mais-uma-da-lunatica-psicotica.html' title='Mais uma da Lunática Psicótica'/><author><name>Vitor Tassinari Dornelles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16596588697835399031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/SXyrkQDtegI/AAAAAAAAABU/94uGXFiyMz4/S220/vitoor.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5922853859354607182.post-2888407496863222750</id><published>2009-10-18T20:33:00.000-02:00</published><updated>2009-10-18T20:33:00.262-02:00</updated><title type='text'>Leve suas mãos ao meu rosto, e nunca deixe de falar o quanto me odeia II</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É incrível pensar sobre tudo o que poderia ter sido e não foi. Fiquei nesse estado de nervos enquanto o vento virava as páginas da revista sobre o sofá.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Às vezes a primeira pessoa me cansa. Sinto nojo. Sobre o que foi feito. Qualquer coisa assim.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Sinta o vento. Sinta a emoção", o rádio ligado passava mensagens desse tipo ao som de &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=294W1r01jDQ"&gt;Love's a Game&lt;/a&gt;, "Sinta todo o calor que a vida pode te proporcionar. Sinta o momento." pensei sobre momentos, sobre o frio que fazia e a quantidade de roupas que eu precisava vestir. Queria mesmo era trajar uma armadura que protegesse a mim mesmo dos&amp;nbsp;implacáveis&amp;nbsp;golpes de machado que costumo aplicar sobre o que restou de mim. "Sinta a vida. Sinta Coca-Cola". Publicidade barata. E assim, apoiando a cabeça com mão, batucando os dedos na toalha de plástico, imaginei tudo o que aconteceu.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Finalmente Maíra apareceu na sala. "Estou pronta? Bonita?", perguntou ela com aqueles shortinhos fantásticos que algumas garotas costumam usar. "Está linda", eu disse, querendo falar que estava totalmente gostosa enfiada naqueles trajes noturnos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fomos ao DCE curtir uma noite universitária. Beber algumas cervejas. Altas psicodelias politicamente corretas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(depois eu termino)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5922853859354607182-2888407496863222750?l=ocoaxardosapo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/feeds/2888407496863222750/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/10/leve-suas-maos-ao-meu-rosto-e-nunca_18.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/2888407496863222750'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/2888407496863222750'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/10/leve-suas-maos-ao-meu-rosto-e-nunca_18.html' title='Leve suas mãos ao meu rosto, e nunca deixe de falar o quanto me odeia II'/><author><name>Vitor Tassinari Dornelles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16596588697835399031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/SXyrkQDtegI/AAAAAAAAABU/94uGXFiyMz4/S220/vitoor.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5922853859354607182.post-6325397590105255000</id><published>2009-10-17T21:59:00.003-03:00</published><updated>2009-10-17T22:01:09.868-03:00</updated><title type='text'>Leve suas mãos ao meu rosto, e nunca deixe de falar o quanto me odeia</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(uma idéia besta de fazer um continho urbano santa-mariense, em aproximadamente quatro postagens, para que fique agradável de ler)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Bom", pensei, e nessa hora tocava Doors embalando aquela multidão, "alguma coisa precisa ser feita". Corri na direção daquele cabelo ruivo. Mal sabia eu o que o destino me guardava.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estava em casa passando canais, apressado. Entre um batuque e outro nas coxas eu gritava para Maíra: "Porra, mas que caralho! Tu ainda vai demorar muito? Será que vou ter que te tirar do banheiro à ponta-pés?". É claro que era uma brincadeira.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Maíra era minha colega de quarto. Vi um anúncio seu no jornal A Razão logo que cheguei em Santa Maria: "Quarto, próximo ao Parque Itaimbé, rua iluminada e tudo o que um estudante precisa, ou seja, nada. Apenas para gurias." Sendo a única habitação que me agradou em mais de uma semana de procura, resolvi ir atrás daquela oportunidade. Passei mais de dois meses fingindo ser homossexual para que Maíra não começasse com suas irritantes e agudas reclamações. Tudo foi por água abaixo quando ela me pegou fudendo com Alexia, sua amiga, no sofá da sala.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas tudo acabou ficando bem. E então, passado todas as turbulências dos meus primeiros dias nessa cidade, eu a esperava completamente impaciente numa sexta-feira à noite. Exatamente aquela em que eu perderia qualquer traço de dignidade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(continua)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5922853859354607182-6325397590105255000?l=ocoaxardosapo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/feeds/6325397590105255000/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/10/leve-suas-maos-ao-meu-rosto-e-nunca.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/6325397590105255000'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/6325397590105255000'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/10/leve-suas-maos-ao-meu-rosto-e-nunca.html' title='Leve suas mãos ao meu rosto, e nunca deixe de falar o quanto me odeia'/><author><name>Vitor Tassinari Dornelles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16596588697835399031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/SXyrkQDtegI/AAAAAAAAABU/94uGXFiyMz4/S220/vitoor.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5922853859354607182.post-4423000998945144195</id><published>2009-10-12T23:07:00.002-03:00</published><updated>2009-10-12T23:12:35.230-03:00</updated><title type='text'>Eu vou ser um amanhecer no parque</title><content type='html'>&amp;nbsp;(&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=OZtQh5EIgWQ"&gt;&lt;b&gt;Here Comes the Sun - The Bealtes&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Caminhava pela calçada, escolhi a parte azul do meio fio para sentar com os joelhos dobrados e na altura do pescoço. Ficou difícil de me manter, meu corpo insistia em projetar-se para trás. Mas mesmo assim eu pensei na profissão que tanto desejo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um pouco antes eu estava no cursinho. Assisti boas aulas, ri do professor de história, e consegui a almejada cadeira para canhotos. Depois saí fora, subi a Bozzano, atravessei o calçadão, Acampamento, dobrei na Tuiuti, Parque Itaimbé, escadinha do meu beco. Entrei em casa e larguei a mochila no sofá, fui para a cozinha comer alguma coisa. Esfomeado, mastiguei rápido, mas não pude deixar de pensar em todo meu futuro e na profissão que eu tanto desejo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E foi assim que já mais tarde, sentado na penumbra da sala e observando meus pés enfiados em meias marrons, eu decidi, meio que de súbito. A felicidade surgiu e tomou meu corpo, tanto que chegou a ser desconfortável. Sorri. Observei minhas mãos. Analisei minha capacidade física. Vasculhei meus dotes psicológicos, chequei minha carga emocional. Avaliei paixões, amores, temores e horrores. Finalmente eu repeti em voz alta: 'Eu vou ser um amanhecer no parque'.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5922853859354607182-4423000998945144195?l=ocoaxardosapo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/feeds/4423000998945144195/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/10/eu-vou-ser-um-final-de-tarde-no-parque.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/4423000998945144195'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/4423000998945144195'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/10/eu-vou-ser-um-final-de-tarde-no-parque.html' title='Eu vou ser um amanhecer no parque'/><author><name>Vitor Tassinari Dornelles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16596588697835399031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/SXyrkQDtegI/AAAAAAAAABU/94uGXFiyMz4/S220/vitoor.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5922853859354607182.post-8347161697314563154</id><published>2009-10-09T22:47:00.001-03:00</published><updated>2009-10-09T22:55:08.651-03:00</updated><title type='text'>Nas ruas de Bagé apaixonei-me por mim mesmo, e sobre isso escreverei um livro</title><content type='html'>(&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=GW2xPKP8h3g"&gt;Para ouvir: Patu Fu - A verdade sobre o tempo&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Andava por aí, subindo e descendo as ruas. Com aquela barba ridícula que eu aprendi a gostar. Envolto naqueles trajes ridículos que eu decidi me enfiar e assim me acostumei. Naquelas ruas, naquela cidade, naquela sociedade maligna sobre a qual eu aprendi todas as mutretas e tornei-me parte. Servo da maquinaria. Pobre homem refém de suas próprias criações.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas aí eu bati na minha própria janela. Gritei: 'Vitoooooooooooooooor!'. Aí eu apareci, me enxerguei, a proposta era simples: vamos fugir! Mas como assim fugir? O mundo não deixa, preciso ficar e fazer o que eles querem! É simples: não te rendas a essa massa de covardia. Sabes aquilo que sentes diariamente e que massacra-te o peito e detona-te as ilusões? (E eu falava bem assim mesmo, pecando o português, e tentando justamente me parecer com um trovador do século XV). Aquela dor visceral que turva-te a vista que te fodes a vida! Ela só quer dizer-te uma coisa: a tua incompatibilidade com o mundo. O teu deslocamento existencial. A tua decepção com o modo de vida que os homens que vieram antes de ti criaram. Não tens culpa, fuja, fuja comigo, sejas tu mesmo já que outros não podem fazer por ti.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já de partida, expliquei para a minha parte ainda dogmatizada pela cruel normalidade humana. Não tens culpa. Ser não é apenas ser. Ser exige ser como o estado das coisas exige que se seja. Apenas, então, prometas que será. E assim seja. Não te obrigues a gostar de onde estás, ame a a ti, e isso basta. Não foi tu quem criastes este mundo. Também não correrá o risco de ser pouco agradecido, tenhas certeza: ele não foi feito para ti.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aí eu olhei nos meus próprios olhos. Percebi minha sinceridade comigo mesmo. Perguntei: juras que não me decepcionará? E assim foi que decidi não mudar. Não mais me adaptar ao lugar onde piso. E então, andando nas ruas de Bagé, apaixonei-me por mim mesmo, e sobre isso escreverei um livro.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5922853859354607182-8347161697314563154?l=ocoaxardosapo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/feeds/8347161697314563154/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/10/nas-ruas-de-bage-apaixonei-me-por-mim.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/8347161697314563154'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/8347161697314563154'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/10/nas-ruas-de-bage-apaixonei-me-por-mim.html' title='Nas ruas de Bagé apaixonei-me por mim mesmo, e sobre isso escreverei um livro'/><author><name>Vitor Tassinari Dornelles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16596588697835399031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/SXyrkQDtegI/AAAAAAAAABU/94uGXFiyMz4/S220/vitoor.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5922853859354607182.post-2563631114412563825</id><published>2009-10-07T21:59:00.001-03:00</published><updated>2009-10-07T22:00:09.717-03:00</updated><title type='text'>O menino que virou casulo - Conto ultracurto e cheio de siginificados...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;...quase um salmo de poucas palavras.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Essa é uma história ao contrário.&lt;/span&gt;&amp;nbsp;Uma evolução de trás pra frente. Pergunta: não seria mais fácil defini-la como decadente? Não, e já explico: trata-se de um relato sobre volta à origem, nada melhor nem pior que isso. Não são palavras ultrarromânticas sobre desespero e violência emocional.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;O próprio conto, extremamente curto por sinal&lt;/b&gt;, se auto explicará.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;O menino que virou casulo&lt;/b&gt; era igual a todas as outras pessoas que se vê por aí. Sentia como elas, ouvia como elas, esperava como elas, amava como elas, enfim, era humanamente superficial como elas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;"&lt;/b&gt;&lt;b&gt;Humanamente superficial?"&lt;/b&gt; um dia perguntou &lt;a href="http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/09/sobre-laura-melinda.html"&gt;Laura Melinda&lt;/a&gt;, aquela mesma garota dos copos quebrados.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"É, sabe. As pessoas costumam enaltecer todas as qualidades não humanas nas pessoas. Tu já percebeu isso?"&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Hum... talvez em outras linguagens. É como elogiar alguém que é... hum... por exemplo, destemido, quando, na verdade, o medo faz parte da natureza humana."&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Exato! E normalmente essas características são subjetivas, metafísicas, restringem-se somente ao plano das idéias. Esquecem que nós somos materiais, somos animais em busca da satisfação. Por mais selvagem que isso pareça, o homem precisa de provas materiais de que o mundo é um lugar agradável para continuar a sua trajetória. Isso pode ser um carinho da mãe, um beijo da namorada, ou até mesmo um bonito por-do-sol no parque Itaimbé."&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"É estranho. Tu sempre me pareceu alguém tão preocupado com perguntas e filosofias existenciais."&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Eu sou. Olha, tu está agindo bem como se espera. Como se eu fosse um ser extra-terreno. Para mim, ainda não existe nada igual a um abraço bem apertado".&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Embora outras histórias desse curioso personagem ilustrarão este espaço eletrônico&lt;/b&gt;, o propósito deste breve relato é revelar o final de tudo. Aconteceu que um dia qualquer, logo que voltou para casa, O menino que virou casulo teve uma profunda conversa via MSN com &lt;a href="http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/07/lunatica-psicotica.html"&gt;Lunática Psicótica&lt;/a&gt;, uma pessoa muito especial em sua existência.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O conteúdo do diálogo, mesmo eu sendo um narrador onipotente, que tudo sei e que tudo criei, quase um Deus dos parágrafos, o sabe-tudo das entrelinhas, decidi suprimi-lo para respeitar a individualidade do meu querido personagem, que de minha própria costela foi criado.&amp;nbsp;O que é importante é que dele vieram questionamentos. E o menino, a medida que se perguntava se encolhia.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Ele lembrou que sempre lhe disseram que era inteligente.&lt;/b&gt; Mas a sua solidão não compensava. Lhe disseram que era amado. Mas a falta de beijos não compensava. E por aí foi indo, até que lembrou que haviam lhe dito que vivia. Mas a falta de vivência não compensava.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;E por toda a eternidade O menino ficou em posição fetal, como um casulo.&lt;/b&gt; Dizem que ele continua a questionar-se e a se curvar cada vez mais. E quando finalmente tiver virado do avesso, enfim compreenderá toda a razão de ser.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5922853859354607182-2563631114412563825?l=ocoaxardosapo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/feeds/2563631114412563825/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/10/o-menino-que-virou-casulo-conto.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/2563631114412563825'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/2563631114412563825'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/10/o-menino-que-virou-casulo-conto.html' title='O menino que virou casulo - Conto ultracurto e cheio de siginificados...'/><author><name>Vitor Tassinari Dornelles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16596588697835399031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/SXyrkQDtegI/AAAAAAAAABU/94uGXFiyMz4/S220/vitoor.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5922853859354607182.post-276822961474418822</id><published>2009-10-06T11:19:00.000-03:00</published><updated>2009-10-06T11:19:33.755-03:00</updated><title type='text'>Atualidades</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;E&lt;/b&gt;&lt;b&gt;stava sentado na casa da minha tia em Santa Cruz.&lt;/b&gt; Do meu lado haviam algumas revistas da Turma da Mônica que pertenciam a minha prima Marina. Abri uma delas, só por curiosidade. Quanta profundidade que dificilmente uma criança perceberia. Vi o Bidu tentando mijar. Acontece que em suas histórias todos os objetos falam. Como mijar num poste que lhe dá bom dia? Pelo menos para os cães, isso é bem difícil. Depois o deprimido Horácio enxergava seu futuro: a extinção. Quanta tristeza naquele rosto! Como nunca percebi que o pequeno dinossauro, personagem favorito da minha infância, era alguém totalmente introspectivo, altamente reflexivo e envolto numa depressão jurássica?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;É estranho pensar.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;E a prova do Enem?&lt;/b&gt; Roubada, agora querem por a culpa em alguém. Eu apenas fico dando risadas, sozinho sentado no sofá, na penumbra de apenas um abajur ligado. E reflito: quem é o culpado por toda essa corrupção senão nós mesmos, seres humanos brasileiros, papas do jeitinho, da pegada, da ginga. Quanta confusão. Como um bom tupiniquim, o melhor mesmo é pensar sobre as Olímpiadas no Brasil. Falam todos em benefícios. Para a mídia tudo bem, já que para eles nossa imensa nação se resume à Cidade Maravilhosa, ao Rio de Janeiro que continua lindo e crivado de balas, à Garota de Ipanema que, ninguém percebeu, está nua, assaltada e violentada na beira do mar. Mas e todas as outras gloriosas províncias ficam como?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Mas essas semanas eu vim tendo um bom sentimento patriótico.&lt;/b&gt; Gostei da intromissão do nosso país em assuntos de relevância internacional. É isso aí. Se vamos ser tão ricos com o pré-sal, que tenhamos expressão global. Mas ainda assim me deprimo. Não basta devastar a superfície, agora estamos violentando o seio, o coração da Terra.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;E o jornal Zero Hora&lt;/b&gt; que não para de criticar Zelaya numa cobertura claramente ideológica? Fico então aqui, lendo meio Correio do Povo e pensando sobre todos esses assuntos. Pensando também sobre as mansões hollywoodianas que vi em Santa Cruz. Onde se vê progresso, se vê desigualdade. É triste saber então, que essa é a tendência.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Temos futuro promissor nessa terra&lt;/b&gt; de todos, de ninguém e ao mesmo tempo de uns poucos?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5922853859354607182-276822961474418822?l=ocoaxardosapo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/feeds/276822961474418822/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/10/atualidades.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/276822961474418822'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/276822961474418822'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/10/atualidades.html' title='Atualidades'/><author><name>Vitor Tassinari Dornelles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16596588697835399031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/SXyrkQDtegI/AAAAAAAAABU/94uGXFiyMz4/S220/vitoor.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5922853859354607182.post-5147137386023943223</id><published>2009-10-02T22:53:00.004-03:00</published><updated>2009-10-06T11:39:07.443-03:00</updated><title type='text'>Super Herói</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Andou um longo trecho sem nem perceber&lt;/b&gt; que uma das lentes dos seus óculos havia caído.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;'Mas que diabo! Por que tu está usando só uma lente?' perguntou um amigo, muitas ruas depois.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Retirou o aparato óptico do seu rosto, deu uma olhada, 'puta merda!', pensou. Ainda havia uma pequena chance de encontrar a lente em casa, bem segura, sob um bidê, entre um e outro sofá ou dentro da geladeira. 'Perdas materiais; pro inferno!, quero mais é perder tudo o que me prende materialmente a esse mundo desgraçado', pôs os óculos dentro do bolso de dentro do casaco marrom.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;'Eu estava lançando uma nova moda. Mas tu acabou de cortar o meu barato.' respondeu, virando-se em seguida. Caminhou um pouco mais.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Depois chegou em casa&lt;/b&gt;, ligou o som, &amp;nbsp;fez um chimarrão, lembrou das bolachas no armário. Decidiu se comia de chocolate ou de coco. Acabou encontrando uma sabor 'chocolate com coco leve três pague duas'. Sentou no sofá, esticou as pernas sobre o pufe.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Entrando repentinamente num profundo estado de êxtase&lt;/b&gt;, viajou até o seu lar. Retrocedeu um pouco mais, enxergou-se escrevendo livros naturalistas sobre a miséria humana. Recitando poemas altamente românticos para as suas lindas amadas e lamentando a própria possibilidade de suicídio. Escreveu épicos sobre as grandes batalhas de sua imponente cidade-estado. Descreveu gerações e gerações de messias em pergaminhos rústicos, até o momento em que descobriu que era a própria santidade. Criou o homem - que nem se chamava homem -, criou o mundo - que nem se chamava mundo -, deu vida aos animais - que não eram nem mesmo relegados a categoria de 'irracionais'-. Fez sexo com as estrelas e presenteou saturno com lindos anéis preciosos. Com toques celestiais deu nobres coçadas no próprio saco a beça e se entediou rapidamente. Voltou a saborear as bolachas, 'de tudo o que eu fiz, o melhor mesmo foi ter juntado coco e chocolate numa só'. Sorveu o mate, adormeceu logo depois.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5922853859354607182-5147137386023943223?l=ocoaxardosapo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/feeds/5147137386023943223/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/10/super-heroi.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/5147137386023943223'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/5147137386023943223'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/10/super-heroi.html' title='Super Herói'/><author><name>Vitor Tassinari Dornelles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16596588697835399031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/SXyrkQDtegI/AAAAAAAAABU/94uGXFiyMz4/S220/vitoor.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5922853859354607182.post-7405332079026473717</id><published>2009-09-30T13:15:00.001-03:00</published><updated>2009-09-30T13:16:58.363-03:00</updated><title type='text'>The tale of a boy called Krishna seguido de Eu amo o clichê</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;The tale of a boy called Krishna - A lost dialogue&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;'So, what are you talking about life, God and love?' says that beautiful girl in purple 70's clothes&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;'Oh, nothing special'&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;'Come on boy... let's talk about it. Don't be shy!'&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;'I'm not shy. Ok, look. I just said, that today we believe in love, like in the past, the humankind believed in God, do you understand?'&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;'Hum... interesting. Tell me more'&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;'Love is a creed, like a religion. A modern religion. To believe in love, as the same thing as to believe in God.'&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;'Ok, so, one day, only few people will believe that love exist and it's true? Is it that you're saying?'&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;'Yeah, it is this. Smart Girl.'&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;'Funny boy! And what about you? Will you still believe in love?'&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;'I don't know yet... but... I don't believe in God.'&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: center;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Eu amo o clichê&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Esse é um caso excepcional de um título que dispensaria o texto. Sério! Leia mais uma vez: “eu amo o clichê”. Depois de uma confissão tão comprometedora quanto essa, eu poderia pegar minhas trouxinhas e ir embora.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Mas, falando sério, o clichê não é lindo?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ah, como eu adoraria encontrar uma “formosa dama” de maiô de bolinhas – ou listrado, ou com textura de vaca ou zebra, algo do tipo – óculos estilo baterista do The Wonders, aquela coisa toda linda e retrô numa praia ensolarada. Ou então, quem sabe, datilografar, amargurado, o retrato definitivo de minha geração em meio a goles de café barato num hotelzinho da Quinta, Sexta, Quarta, Décima Oitava Avenida de Nova Iorque dos anos 40. Manchar quilos de papéis com minha inseparável caneta pena em meio a rumores londrinos. Cantar &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Help!, Ticket to Ride, Drive my Car ou Twist and Shout&lt;/i&gt;, engravatado e dedilhando uma guitarra branca. Rumar, ofendido com a sociedade que me cerca, para a África desconhecida, ajudando a reparar o que durante séculos os europeus destruíram. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Todos nós amamos os nossos clichês favoritos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5922853859354607182-7405332079026473717?l=ocoaxardosapo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/feeds/7405332079026473717/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/09/tale-of-boy-called-krishna-seguido-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/7405332079026473717'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/7405332079026473717'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/09/tale-of-boy-called-krishna-seguido-de.html' title='The tale of a boy called Krishna seguido de Eu amo o clichê'/><author><name>Vitor Tassinari Dornelles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16596588697835399031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/SXyrkQDtegI/AAAAAAAAABU/94uGXFiyMz4/S220/vitoor.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5922853859354607182.post-7712697301334671727</id><published>2009-09-28T01:15:00.009-03:00</published><updated>2009-09-28T19:57:07.651-03:00</updated><title type='text'>Sobre Laura Melinda</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Ouvindo &lt;/strong&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=-_niy2ZM5Jo"&gt;&lt;strong&gt;George Harrison&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;pelo Youtube&lt;/strong&gt;, já que estou no pc da minha - doce, linda, maravilhosa, companheira e ótima cozinheira - mãe e, portanto, sem a minha amada e ilegal biblioteca de músicas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Último dia em Bagé&lt;/strong&gt; - e a situação em Honduras parece estar tão feia. Falando nisso, morreu uma estudante lá. Pobre marido, que foi quem deu a notícia. Regime fodido. Agora é proibido manifestar-se contra o governo. Meu Deus! Meu Krishna! Mais pessoas terão que morrer em nome de um futuro brilhante que nunca chega?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Aí eu fico assim, como dizer?&lt;/strong&gt; Down?... nesse triste final de domingo. Só sabendo das notícias tristes do mundo e eu mesmo estando recheado delas. Se alguma doce anja descesse dos céus e com toda a sinceridade que só pode ser achada em terras divinas e nem mesmo idealizada por um pobre mortal, me perguntasse pelas últimas notícias do meu coração, ó, amigo, companheiro digital. Começaria agora mesmo os meus tristes relatos de meus vários fronts sentimentais e apenas terminaria no fim da enternidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Mas não. Nada, até esperei. Mas nada desceu.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Lembrei agora da fofa história&lt;/strong&gt; - se os machões de plantão me permitirem o termo e não duvidarem de minha heterossexualidade - de Laura Melinda. Ou poderia ser Melinda Laura, e até mesmo Linda. Passou anos de sua infância escutando as mesmas palavras de sua mãe 'minha filha, segura o copo com as duas mãos'. Com o tempo ela&amp;nbsp;começou a achar que não era mais um copo o que&amp;nbsp;segurava, e sim, todo o equilíbrio do mundo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Porque todos nós somos crianças inocentes ou adultos maliciosos a depender do ponto de vista.&lt;/strong&gt; E Linda, com toda a inocência julgava-se adulta a ponto de possuir a responsabilidade total sobre as pessoas. E de tão responsável que era, achou por bem espatifar o copo contra o azulejo. 'Acho que o mundo é um lugar ruim de se viver' disse ela para a sua mãe, 'e que eu, com a responsabilidade que me foi dada, devia fazer alguma coisa'.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Instaurar o caos é uma boa saída.&lt;/strong&gt; Claro que Laura não pensou dessa forma adulta. Ela nem mesmo conhecia o significado do termo. Mas foi o que ela tentou.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Se aconteceu alguma coisa?&lt;/strong&gt; Claro que sim. Ela&amp;nbsp;descobriu que o copo era apenas um copo. E ela, apenas uma criança. E sua vida, apenas&amp;nbsp;uma em meio a tantas outras.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5922853859354607182-7712697301334671727?l=ocoaxardosapo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/feeds/7712697301334671727/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/09/sobre-laura-melinda.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/7712697301334671727'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/7712697301334671727'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/09/sobre-laura-melinda.html' title='Sobre Laura Melinda'/><author><name>Vitor Tassinari Dornelles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16596588697835399031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/SXyrkQDtegI/AAAAAAAAABU/94uGXFiyMz4/S220/vitoor.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5922853859354607182.post-5692276250055224450</id><published>2009-09-25T04:45:00.001-03:00</published><updated>2009-09-25T05:48:01.481-03:00</updated><title type='text'>Um outro dia desses, parecido com os outros</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Fiquei parado vendo o tempo passar&lt;/b&gt;. Batuquei nas pernas. Levantei para dar uma volta pela casa. Procurei por algumas desgraças no telejornal, odiei ser brasileiro. Li Piauí e Rolling Stone (Beatles na capa!). Olhei para as minhas unhas. Cruzei as pernas para os dois lados. Pensei. Matutei. Raciocinei. Comi bolachas sem a menor vontade de comê-las. Vi o discurso do Lula pela internet. Amei ser brasileiro. Fiz desenhos com a erva mate derrubada sobre a mesa. Liguei o som, passei rapidamente por várias músicas - Death cab for cutie, não; Pato Fu, não, mas.. talvez Fernanda Takai? não; Kings of Leon, não; George Harrison, não; Bidê ou Balde, não; mas que inferno!  - e quase ouvi uma inteira, mas troquei bem no final. Estudei história; roma clássica. Tirei a meia. Tomei coca diretamente no bico da garrafa sem ninguém ver. Espirrei. Voltei a pôr as meias. Passeei pela casa um pouco mais. Sentei no sofá. Abri a janela. Toquei violão. Escrevi "Vai Loretta". Percebi que chovia dentro de casa, fechei a janela. Olhei as horas. Esperei mais um pouco. Arrumei a mochila. Escovei os dentes.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Saí fora - cantarolando "Diz que fui por aí" (versão da Fernandinha, claro).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;E se eu tivesse que assinar uma carta&lt;/b&gt; de despedida para os que ficaram em casa? Diria: Fui, fui mesmo. Todos vão, logo, eu também fui. Me espera com um chimarrão e uma boa conversa. Prometo que trarei novidades, mas não... não fique na frente do portão olhando eu partir. Não olharei para trás. Passar na padaria? Presunto ou mortadela? Suco de laranja, anotando... o...k... feito! Ah, presidente Lula, adorei te ver na assembléia da ONU, espero que tu tenha falado tudo aquilo olhando para a cara do Obama. Marina, se candidata. Serei militante do PV, prometo. Bem, já está quase na hora. Preciso ir. Beijos, bochechas (dois ou três?), ah! Dou logo um abraço apertado e parto enfim.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Aí fui subindo a Benjamin Constant&lt;/b&gt; prestando atenção na calçada, nos meus pés e nos barulhos. Ploc. Ploc? Não, era Ca ploc, ca ploc. Era bem assim. E aquele lindo par de chinelinhos que vinha atrás de mim? Shlept, shlept. E ficou assim durante algum tempo: ca ploc, shlept, shlept, ca ploc, shlept, shlept. Adivinhei que se tratavam de pernas curtas, aí eu... óóó... virei o rosto e... óóó... uma delicinha santa-mariense toda de branco e chinelinhos Havaianas. Mas aí eu desviei na Medianeira e nunca mais vi aquele rosto. Odeio o trânsito da Medianeira (ou seria Dores? Agora não sei). Que inferno, pra puta que pariu! Pois bem, caminhei sem que nada de especial acontecesse. Desci a Fernando Ferrari. E continuei descendo até chegar em Bagé, para vivenciar aqueles belos momentos que acontecem quando estou contigo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5922853859354607182-5692276250055224450?l=ocoaxardosapo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/feeds/5692276250055224450/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/09/um-outro-dia-desses-parecido-com-os.html#comment-form' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/5692276250055224450'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/5692276250055224450'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/09/um-outro-dia-desses-parecido-com-os.html' title='Um outro dia desses, parecido com os outros'/><author><name>Vitor Tassinari Dornelles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16596588697835399031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/SXyrkQDtegI/AAAAAAAAABU/94uGXFiyMz4/S220/vitoor.JPG'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5922853859354607182.post-8273130690196350778</id><published>2009-09-22T22:18:00.000-03:00</published><updated>2009-09-22T22:44:11.042-03:00</updated><title type='text'>Hold on John, John Hold on</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/Srl5CjkT_yI/AAAAAAAAAEA/l8wetvY4Ek4/s1600-h/Lennon+Pop+Art.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 243px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/Srl5CjkT_yI/AAAAAAAAAEA/l8wetvY4Ek4/s320/Lennon+Pop+Art.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5384467914312384290" /&gt;&lt;/a&gt;"Hold on John, John Hold on&lt;div&gt;It's gonna be alright"&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;Hold On - John Lennon&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5922853859354607182-8273130690196350778?l=ocoaxardosapo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/feeds/8273130690196350778/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/09/hold-on-john-john-hold-on.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/8273130690196350778'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/8273130690196350778'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/09/hold-on-john-john-hold-on.html' title='Hold on John, John Hold on'/><author><name>Vitor Tassinari Dornelles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16596588697835399031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/SXyrkQDtegI/AAAAAAAAABU/94uGXFiyMz4/S220/vitoor.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/Srl5CjkT_yI/AAAAAAAAAEA/l8wetvY4Ek4/s72-c/Lennon+Pop+Art.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5922853859354607182.post-1543307292546402467</id><published>2009-09-21T12:54:00.000-03:00</published><updated>2009-09-21T13:15:08.870-03:00</updated><title type='text'>Balanço Geral</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bueno. Completei 51 postagens de pura encheção de linguiça. Tudo bem, tem quem leia né.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para comemorar tantas palavras (ultrapassam 20 mil palavras jogadas na rede), fiz um apanhado de frases legais das minhas primeiras postagens (até o mês de abril). Clicando nelas tu pode ler o texto inteiro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Comente se possível.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Abraço!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;1 - &lt;a href="http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/02/vida-e-uma-merda-reflexoes.html"&gt;A vida definitivamente é uma merda.&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;2 - &lt;a href="http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/02/minha-insignificancia.html"&gt;Qualquer existência é possível sem mim. E essa é a minha insignificância nesse mundo enorme de poucos heróis.&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;3 - &lt;a href="http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/02/10-situacoes-do-homem-x-sapo.html"&gt;Diante da morte, o homem simplesmente morreu. O sapo disse "croac".&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;4 - &lt;a href="http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/03/crimes-mentais-conto.html"&gt;Gostaria de ser completamente louco... para não pensar por conta própria.&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;5 - &lt;a href="http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/03/folkonto-sentimental-de-saudade-conto.html"&gt;"Uma banda na praça, uma mate, que tu acha?". É claro que eu aceitei.&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;6 - &lt;a href="http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/03/ive-got-feeling.html"&gt;Não vou postar nada agora... por que eu faria isso?&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;7 - &lt;a href="http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/03/se-eu-soubesse-cantar-eu-nao-cantaria.html"&gt;Deus, Big Bang, o que for... era apenas um cara pacato que sabia cantar e o fez para dentro...&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;8 - &lt;a href="http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/04/o-que-te-conto.html"&gt;Esqueci do tempo, do mundo, deles e, finalmente, de ti também. E fiquei lá, resolvendo minhas pendengas diárias de abelha soldado.&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;9 - &lt;a href="http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/04/voltando-da-pista-de-boliche-conto.html"&gt;Bem, como não poderia deixar de ser, nós chegamos lá para jogar.&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;10 - &lt;a href="http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/04/na-lagoa.html"&gt;Croac, croac, (crii, crii, crii), croac...&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5922853859354607182-1543307292546402467?l=ocoaxardosapo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/feeds/1543307292546402467/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/09/balanco-geral.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/1543307292546402467'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/1543307292546402467'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/09/balanco-geral.html' title='Balanço Geral'/><author><name>Vitor Tassinari Dornelles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16596588697835399031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/SXyrkQDtegI/AAAAAAAAABU/94uGXFiyMz4/S220/vitoor.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5922853859354607182.post-5512519370261455158</id><published>2009-09-16T11:00:00.001-03:00</published><updated>2009-09-16T11:16:18.473-03:00</updated><title type='text'>Bunda de Dinossauro</title><content type='html'>&lt;div&gt;Ah, um conto fofo abordando a infância.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sempre que por ali passava o carro, o dedo experiente da mãe apontava para o mesmo ponto da serra.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Bunda de Dinossauro", dizia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim ela tinha nomeado aquele lugar para distrair seu filho nas intermináveis viagens de Bagé à Santa Maria. E ele maravilhava-se com a visão. Imaginava o dia em que a enorme criatura se levantaria. E com esses pensamentos tão divertidos a viagem passava mais rápido. Logo já estava em frente à casa de sua avó.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Mas eu queria continuar aqui dentro, apenas pensando no dinossauro", pedia ele, mas apenas em pensamentos. Contrariado, seguia sempre o mesmo roteiro de abraços e apertões com os parentes. E dentro do carro ficavam todas aquelas idéias mirabolantes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O guri imaginava que na volta, logo vindo em sentido contrário, seria possível enxergar o rosto do monstro verde. Mas ele nunca conseguia enxergar. Dormia todo o percurso de tão cansado de se divertir com os primos. Chegava em sua cidade já abatido. Mas de tão convencido, não reclamava. Sabia que enquanto o dinossauro dormia, jamais veria a sua face.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Ele esconde o rosto de mim, para que eu não grave suas feições e vice-versa. Para que eu não possa amá-lo e vice-versa. Dessa forma, como poderia saciar sua enorme fome de carne humana no fatídico dia em que levantasse para se alimentar?", assim justificava, e continuava a viver seus lentos dias de criança preguiçosa. Até a próxima viagem, quando então tudo se repetia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um outro dia a criatura finalmente acordou. Varreu metade do mundo apenas com os seus bocejos matinais e saiu a comer homens, mulheres e crianças da mesma forma que fazemos com uma bacia de pipocas. Criatura modesta, deseja apenas existir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O guri, que em sonhos já sabia de tudo, reconheceu as costas do animal logo que acordou e o viu no noticiário.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Ei, eu te conheço", disse ele para o monstro, enquanto este ocupava-se em devorar o seu lar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O monstro recuou. Percebeu que amava a calma, a serenidade, e o amor do menino. Assim, mais por sentimento de culpa do que por falta de fome, deixou que o guri sobrevivesse na agora tão selvagem Terra.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já crescido, o garoto pode perceber que a liberdade é apenas o vazio de estar sozinho no mundo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5922853859354607182-5512519370261455158?l=ocoaxardosapo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/feeds/5512519370261455158/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/09/sempre-que-por-ali-passava-o-carro-o.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/5512519370261455158'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/5512519370261455158'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/09/sempre-que-por-ali-passava-o-carro-o.html' title='Bunda de Dinossauro'/><author><name>Vitor Tassinari Dornelles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16596588697835399031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/SXyrkQDtegI/AAAAAAAAABU/94uGXFiyMz4/S220/vitoor.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5922853859354607182.post-4664458068087258111</id><published>2009-09-14T21:46:00.001-03:00</published><updated>2009-09-14T23:20:18.616-03:00</updated><title type='text'>Como vencer a pobreza e a desigualdade?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já que eu ando sem criatividade para coisas novas, vou colar um texto escrito para a disciplina de Redação e Expressão Oral, do primeiro semestre. Do tempo da Urcamp. Também trata-se da gênese do Sapo Filósofo. No final coloquei um trechinho tocante de um conto da Clarice Lispector.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center;line-height:150%"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Como vencer a pobreza e a desigualdade?&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:27.0pt;line-height: 150%"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Agora, sentado em frente ao computador e olhando para essa questão proposta, nesse exato momento, eu não tenho a resposta. Eu não sei... eu sinceramente não sei como vencer os males do mundo. Se quando, de madrugada, o sono me foge, eu não consigo vencer a euforia, e quando, de manhã, as energias me faltam, e eu não posso vencer o cansaço... como poderia eu, pobre homem em busca da salvação pessoal, vencer a pobreza? Se eu não sei para que direção dar o próximo passo, se eu não sei a hora certa de falar ou ficar quieto e se ainda, eu erro a quantidade de bebida que o meu corpo pode agüentar, e cambaleio insone pelas esquinas da minha solidão, como eu posso saber a solução para a desigualdade?&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:27.0pt;line-height: 150%"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Minha mente é como um sapo, um sapo filósofo. Ele passou a eternidade em sua pedra sábia, observando o mundo com aqueles olhos pegajosos. O musgo de todas as pedras do mundo vem de sua meleca. A sua meleca, aliás, poderia ser a origem de tudo, se de tudo não tivesse vindo o sapo. Ele viu cidades crescerem e caírem. É o sapo que tudo sabe, que poderia orientar a todos, que poderia conduzir o mundo ao melhor caminho, e ele diz: “croac!”.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:27.0pt;line-height: 150%"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Meu intelecto diz: “croac!”.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:27.0pt;line-height: 150%"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Pois eu não posso juntar todas as minhas angústias, as minhas malditas insônias, os meus nobres amores, paixões, indignações, todos os meus encantos e desencantos e uni-los em uma única receita prática - eu não sei o que fazer com o mundo.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:27.0pt;line-height: 150%"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Todo o planeta é um objeto precioso, mas antiquado de mais para enfeitar a minha estante. Porque agora eu quero mostrar o quanto eu sou bom, na minha estante está a minha bandeira, na minha parede estão pendurados os meus traços. Eu esqueci o mundo porque achei que ele tinha me esquecido antes.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:27.0pt;line-height: 150%"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Como podemos falar em igualdade, se o que queremos é ser desiguais? Como podemos falar em pobreza se todos nós queremos ser ricos?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:27.0pt;line-height: 150%"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:27.0pt;line-height: 150%"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Por fim, meio de canto, querendo me isentar de responsabilidades, arrisco um palpite, já que é de graça: croac.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center;line-height:150%"&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;b&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center;line-height:150%"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Clarice Lispector – Laços de Família &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;           &lt;/span&gt;&lt;b&gt; &lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;De “A menor mulher do mundo”: &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Disso a mãe se lembrou no banheiro, e abaixou mãos pensas, cheias de grampos. E considerou a cruel necessidade de amar. Considerou a malignidade de nosso desejo de ser feliz. Considerou a ferocidade com que queremos brincar. E o número de vezes em que mataremos por amor. Então olhou para o filho esperto como se olhasse para um perigoso estranho. E teve horror da própria alma que, mais que seu corpo, havia engendrado aquele ser apto à vida e à felicidade.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/b&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5922853859354607182-4664458068087258111?l=ocoaxardosapo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/feeds/4664458068087258111/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/09/como-vencer-pobreza-e-desigualdade.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/4664458068087258111'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/4664458068087258111'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/09/como-vencer-pobreza-e-desigualdade.html' title='Como vencer a pobreza e a desigualdade?'/><author><name>Vitor Tassinari Dornelles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16596588697835399031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/SXyrkQDtegI/AAAAAAAAABU/94uGXFiyMz4/S220/vitoor.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5922853859354607182.post-4654364259551257557</id><published>2009-09-09T18:48:00.000-03:00</published><updated>2009-09-09T23:33:32.341-03:00</updated><title type='text'>Estudo de ficção sobre realidade</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/Sqgi5v4uZBI/AAAAAAAAAD4/rycju6NqhE4/s1600-h/Graphic1.gif"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 250px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/Sqgi5v4uZBI/AAAAAAAAAD4/rycju6NqhE4/s320/Graphic1.gif" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5379588130396333074" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center;line-height:150%"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:Arial;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center;line-height:150%"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Penso em uma bela garota. Ela tem 22 anos de idade, é linda aos meus olhos, embora nem todos podem pensar o mesmo. É difícil descrever o seu cabelo. Sempre em estado de mutação, traduz perfeitamente sua instabilidade emocional, seus segredos que hora vêm a tona, e em pouco tempo tornam-se mentiras impalpáveis. Seus lábios são finos, o que faz com que um simples sorriso, quando olhado um pouco de cima – percebi isso quando a beijei pela primeira vez -, dê a impressão de que sejam inexistentes. Mas tudo combina com sua bela aparência despojada, embalada cuidadosamente para presente, em roupas descoladas que batem em cheio com o meu gosto estético.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Ela anda pela madrugada enquanto eu a observo pela janela da minha residência. Uma espécie de toca um pouco abaixo do nível da calçada. É lá que eu passo a maior parte do tempo, fumando maços de cigarros baratos e tentando lidar com palavras confusas. Essa noite, em especial, eu deixei de escrever e fui até a janela – minhas lágrimas mancharam todos os papéis que existiam na minha casa. Acendi o último cigarro da minha vida, pois assim tinha prometido, e fiquei a observar aquela delicinha passando pela minha calçada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Faz alguns meses que eu dei um pontapé na minha vida cansativa. Típico garoto prodígio, estudava jornalismo, militava pelo meu diploma, e lambia os pés de algumas garotinhas que não mereciam uma única palavra. Tinha dois estágios – inútil num deles, importante no outro. Cursava inglês na escola onde conheci uma outra guria interessantíssima a qual tive pouco tempo de aprofundar qualquer tipo de relação. Uma pena, ela merecia até mesmo uma carona de graça.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;O que aconteceu é que essa pilha podre de sucessos sociais começou a balançar. É claro que eu ajudava com atritos desnecessários. E então chegou o dia em que eu finalmente joguei tudo pela ladeira, lavei minhas mãos e fui tentar algo novo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Minha cabeça andava tão ocupada que me perdi em pensamentos e deixei aquela beleza passar quase que despercebida.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;“Pois bem”, pensei eu, como um antigo poeta de chapéu, muito embora eu não usasse um. “Talvez esse seja o momento certo de começar a mudar algumas coisas nessa casa desarrumada”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Saí apressado tentando farejar o caminho traçado pela guria que me encantou os desejos. Uma corrida desesperada por um lugar ao sol. Um pequeno resumo de uma vida inteira: eu correndo atrás da plena satisfação. Que horas será que eram? Conseguiria acordar para o cursinho no dia seguinte? Não importava. Depois que eu fui embora de um lugar querido, pequenas insanidades tornaram-se meu cotidiano. E correr atrás de uma beleza desconhecida era uma dessas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Encontrei-a sentada num degrau, fumando, seu sobretudo tocando numa possa d’água. Parei em frente a ela, pedi fogo. Coloquei-me a observar a casa dona daquele degrauzinho que jamais voltaria a ser o mesmo depois dessa noite. Uma escada alta, plantas, duas janelas bem feitas, um pouco antiga. Quando voltei a mim já havia uma mãozinha linda me alcançando um isqueiro branco.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;Acendi o cigarro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;“Teu sobretudo”, falei, apontando para aquele pedaço de pano que tocava o chão. Ela arrumou, murmurou algum tipo de agradecimento pela informação. Sentei ao seu lado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;“O que tu acha do Beto?”, perguntou ela.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;“Não te merece”, respondi, sem fazer a mínima idéia de quem se tratava.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;“Tu é mais um daqueles amigos idiotas que ele manda me seguir nas madrugadas? Diz pra ele que eu já larguei de mão.”, sua voz, sua maneira de falar, alguma coisa não me agradava. Mas sua beleza já havia me hipnotizado naquela primeira passada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;“É, eu tento convencer ele, mas”, percebi que a mentira se tornaria insustentável. Beijei seus lábios. Ela foi totalmente conivente, talvez a agradasse trair o “Beto” com algum dos seus “amigos idiotas”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Aí eu descobri que ela tinha inventado toda a história para distrair-se de alguma incomodação familiar. E alguns dias depois suas intermináveis mentiras acabaram por nos afastar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial; mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;mso-ansi-language:PT-BR;mso-fareast-language: PT-BR;mso-bidi-language:AR-SAfont-family:&amp;quot;;font-size:12.0pt;"&gt;Segui em frente mesmo assim, já que esse é o jeito de se viver nessa terra amaldiçoada.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center;line-height:150%"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:Arial;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center;line-height:150%"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Jack Kerouac – momentos finais de &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Tristessa&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;“Vou acender velas para a Madona, vou pintar a Madona, e comer sorvete, anfetamina e pão – maconha com carne de porco – vou para o sul da Sicília e pintar lembranças de Arles – vou comprar um piano e me mozartear vou escrever histórias tristes e compridas sobre pessoas na lenda de minha vida – este é meu papel no filme. Vamos ouvir o seu.” &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5922853859354607182-4654364259551257557?l=ocoaxardosapo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/feeds/4654364259551257557/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/09/estudo-de-ficcao-sobre-realidade.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/4654364259551257557'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/4654364259551257557'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/09/estudo-de-ficcao-sobre-realidade.html' title='Estudo de ficção sobre realidade'/><author><name>Vitor Tassinari Dornelles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16596588697835399031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/SXyrkQDtegI/AAAAAAAAABU/94uGXFiyMz4/S220/vitoor.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/Sqgi5v4uZBI/AAAAAAAAAD4/rycju6NqhE4/s72-c/Graphic1.gif' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5922853859354607182.post-5754945913176535787</id><published>2009-09-08T19:52:00.000-03:00</published><updated>2009-09-08T21:39:26.162-03:00</updated><title type='text'>Minha própria despedida</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/Sqb5JOJoHuI/AAAAAAAAADw/APDUhCdQTkU/s1600-h/ufsm2010.gif"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 156px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/Sqb5JOJoHuI/AAAAAAAAADw/APDUhCdQTkU/s320/ufsm2010.gif" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5379260741753249506" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center;line-height:150%"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Tem vezes que a gente começa a se cansar de algumas coisas. Seja da nossa própria maneira de ser, seja das coisas ou até mesmo das pessoas que nos cercam. Não que a amizade esteja comprometida, ou a relação amorosa em crise. É simplesmente uma vontade de alterar tudo aquilo que está “perfeitamente em ordem”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Considero esses momentos como parte inerente do homem em seu atual momento social. Nosso relacionamento com o mundo anda bem desse jeito: amor e ódio. Nos ensinaram a cuida-lo antes de ama-lo incondicionalmente. Se o mundo fosse uma mulher, eu não admitiria um namoro formal. Muito menos dividiria a mesma casa com ele.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Então eu anunciei, durante alguns dias, que estava de partida. Aos poucos fui me esvaindo - comecei pelas coisas mais fáceis de me desfazer. Chegou o ponto em que todos deveriam estar sabendo daquele grande evento: eu iria embora daquela cidade angustiante. Até imaginei os comentários: “pois é, ele disse que ia, duvido muito”, “sério? Mas ele era um doce de rapaz!”, “é bom, com certeza vai encontrar algo verdadeiro que transforme suas lamúrias em sorrisos”. Mas o que eu nunca imaginei, é que aconteceria uma despedida.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Merda, tocaram meu coração.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Bem desorganizada, feita em cima da hora, uma festa digna de gurizada desleixada. Do jeito que eu gosto. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height: 150%"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Já que o número de pessoas em pé era alto, um grande amigo trouxe um bidê para que mais alguns pudessem se sentar. Esse mesmo cara procurou tudo o que havia de madeira em sua casa para poder assar alguns poucos pedaços de carne. Mas não o elegante criado-mudo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height: 150%"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Era uma perfeita confraternização universitária.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;“Minha própria despedida”, pensei, meio alegre.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Em outro momento, reunidos na volta de uma mesa, tentei justificar a minha repentina partida. Discursei alguma coisa sobre auto-contentamento, aprendizado com dificuldades, treinamento quanto ao desapego, citei Julio César e Che Guevara em meio a goles alcoólicos. Queria mesmo é que ficasse bem claro: “não é que vocês não sejam o suficiente, o problema é em mim! Meu futuro encontra-se comprometido devido ao meu atual estado emocional”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;“Tudo bem. Olha... tu vai para uma cidade maior, perseguir objetivos maiores. É claro que tu vai ser feliz, e... sabe, eu desejo muito isso. Mas, e o que tu deixou pra trás?”, argumentou uma colega.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Essa ponderação seria o suficiente para fazer com que eu mudasse de idéia na mesma hora. Mas aí o marido dessa mesma amiga querida soltou a máxima da noite, enquanto olhava para um prato fundo cheio de peixes fritos (um outro quitute que eu encontrei na geladeira lá de casa e achei gentil oferecer aos meus queridos ex-colegas): “Ei! Isso aí, para nós, é muito. Mas para uma baleia não é nada”. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height: 150%"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Convencido de que tinha falado uma enorme besteira, tentou se explicar “é... sabe, cardumes...”. Mas eu me perdi da explicação nadando nos meus próprios pensamentos. “Ah, que se foda, pô! Para a grande baleia, minha partida não representa porra nenhuma”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height: 150%"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Parti um pouco depois, às oito horas da manhã seguinte. Só mesmo uma baleia para compreender o quanto sofri e me realizei nos dias que vieram.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center;line-height:150%"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center;line-height:150%"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center;line-height:150%"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Sobre a minha escrita&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center;line-height:150%"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Eu penso que preciso encontrar um estilo. Uma certa maneira que torne meu texto interessante.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Sabe rótulos? Como música. Aquela coisa de &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;rock&lt;/i&gt;, &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;pop&lt;/i&gt;, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;metal&lt;/i&gt;. Então, é a mesma idéia. Tenho que encontrar leituras que me inspirem. Criar meu próprio coquetel literário.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Viagens líricas na madrugada santa-mariense, goles de poesia em forma de prosa. Minha própria criação – ou talvez, mais apropriadamente, transformação – da realidade. Saca isso? Em frente a tela de um computador, ou sobre uma folha de papel em branco – ou quem sabe sentado em um hotel barato tapado de néons e outros clichês com uma velha máquina de escrever compacta – eu sou deus, ou pelo menos algum tipo de juiz supremo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Outro dia um amigo meu disse que eu poderia tentar reerguer os negócios do meu avô e “mandar nas pessoas que beijariam meu enorme anel de ouro”. “Ta loco?”, eu disse para ele, “Quero apenas mandar nos meus personagens dominados pela dor de existir apenas &lt;st1:personname productid="em pensamento. E" st="on"&gt;em pensamento. E&lt;/st1:personname&gt; mesmo assim eles insistem em fugir do meu controle”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5922853859354607182-5754945913176535787?l=ocoaxardosapo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/feeds/5754945913176535787/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/09/minha-propria-despedida.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/5754945913176535787'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/5754945913176535787'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/09/minha-propria-despedida.html' title='Minha própria despedida'/><author><name>Vitor Tassinari Dornelles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16596588697835399031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/SXyrkQDtegI/AAAAAAAAABU/94uGXFiyMz4/S220/vitoor.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/Sqb5JOJoHuI/AAAAAAAAADw/APDUhCdQTkU/s72-c/ufsm2010.gif' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5922853859354607182.post-8433681524339802958</id><published>2009-08-28T01:51:00.000-03:00</published><updated>2009-08-28T02:38:04.028-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><title type='text'>Apenas um relato corriqueiro</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Andei pensando coisas proibidas. Fomentando idéias potencialmente danosas.&lt;br /&gt;Aí arrumei minhas coisas, anunciei minha partida e fiz o que há pouco tempo parecia-me impossível: fui-me embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas sempre tem aqueles resquícios inesperados né?&lt;br /&gt;Maldito erro de cálculo. Poucos dias de diferença e... bom... não vim para lamentar o impossível. Aliás, a lamentação é a impossibilidade em si. Lamenta-se pelo que ocorreu. Mas, meu querido, o que ocorreu tem a qualidade única de ser imutável.&lt;br /&gt;Ainda bem que é diferente com minhas paixões mundanas. Essas mudam a cada momento, e, ainda bem, terminam constantemente.&lt;br /&gt;Enfim, depois de tanto tempo sem postagens, queria mesmo escrever alguma coisa interessante. Palavras que formassem um texto digno de "ohhhhhhhhhhh", "booooooooohhh", ou, aquela que eu mais adoro "putz, é verdade". Mas isso não será possível, definitivamente não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensando bem... sabe o que seria legal, e talvez pudesse salvar a postagem? Falar alguma coisa profundamente sincera, e que pudesse atingir não só aqueles que me conhecem e gostam de saber notícias minhas, mas todos aqueles que se identificassem com o sentimento relatado. A sinceridade é algo fantástico e na maioria das vezes universal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro de uma bem boa:&lt;br /&gt;Tava andando sozinho pelas ruas de Santa Maria, em um dos meus primeiros dias de vida nova. Passei pelo parque Itaimbé. Vi algumas gurias esportistas com suas blusas brancas e toda aquela exuberância feminina. Tradução: vi algumas gostosas inatingíveis.&lt;br /&gt;Mas o fato interessante foi aquela moedinha pela qual passei. Não sei nem seu valor, poderia ser alto ou baixo, na verdade, não importa. Sem qualquer motivo racional, eu decidi que não juntaria o pequeno metal.&lt;br /&gt;Mais tarde refleti sobre o fato.&lt;br /&gt;Quantas moedas, sem qualquer motivo, eu deixei de juntar em toda essa vida? Eu poderia lembrar de uma por uma, e voltar em todas aquelas ruas, mas eu obviamente não teria sucesso.&lt;br /&gt;E foi assim que eu fui passando até chegar aqui. Fico pensando: que moeda me trouxe para onde estou agora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Impossível e inútil reconstituir todo esse caminho.&lt;br /&gt;Mas é assim que me sinto.&lt;br /&gt;E confesso que apesar de todas as auto-críticas, sempre fui apaixonado por mim mesmo.&lt;br /&gt;Confesso que sinto saudade de tudo aquilo que deixei sob o pretexto de não gostar mais.&lt;br /&gt;Confesso que o meu silêncio é a mais profunda vontade de dizer algo, e também confesso que toda a minha agitação apenas representa a intenção de não dizer nada.&lt;br /&gt;Confesso que já inventei mentiras tão geniais que convenceram a mim mesmo. Já fui sincero apenas para parecer interessante. E a verdade mesmo é que eu nunca sei o que é verdadeiro em mim mesmo.&lt;br /&gt;Mas eu tenho minhas suspeitas.&lt;br /&gt;E acho mesmo que estou gostando de uma pessoinha, que desejo passar no vestibular, e que minhas palavras há muito tempo ja esgotaram o interesse do mais paciente dos leitores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigado pela visita.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5922853859354607182-8433681524339802958?l=ocoaxardosapo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/feeds/8433681524339802958/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/08/apenas-um-relato-corriqueiro.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/8433681524339802958'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/8433681524339802958'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/08/apenas-um-relato-corriqueiro.html' title='Apenas um relato corriqueiro'/><author><name>Vitor Tassinari Dornelles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16596588697835399031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/SXyrkQDtegI/AAAAAAAAABU/94uGXFiyMz4/S220/vitoor.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5922853859354607182.post-6263921524813692937</id><published>2009-08-06T12:49:00.000-03:00</published><updated>2009-08-06T13:08:21.382-03:00</updated><title type='text'>E se tu te arrepender? (DR)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Está bem... sabe que... isso não me atinge. Ah, tu me conhece. Eu só fico pensando... é..."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;"Pensando?"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"E se tu te arrepender?"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;"Olha, eu sei o que to fazen..."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Não, espera... escuta. Tu é quem está terminando, entende? Mesmo que eu ficasse triste - mas tenha certeza de que ficarei no máximo chateado - eu diria que não deu, sofreria um pouco e fim. Mas tu?"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;"Essa conversa não vai me convencer."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Mas amor. Opa, olha só, o costume. Olha, eu quero te proteger. Tu é tão linda, e parece ser forte, mas eu sei que teu corpinho possui brechas. Enquanto eu estarei bem, tendo superado minha chateação, tu pode se arrepender, e então... bem, por mais que eu queira, não poderei te fazer bem. Tu entende o que eu quero dizer?"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;"Sim, mas não me convence. Eu estou certa disso... é a mudança que quero, e deu".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Mas, e se tu te arrepender? Eu digo... e se tu for acometida por uma insuportável dor por ter feito alguma coisa que não lhe trouxe resultados, sentindo falta de uma situação que poderia te beneficiar."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;"Tu quer dizer... arrependida?"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"É, mas... deixa para lá. É que eu to..."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;"Eu sei o que tu tem, olha, relaxa. O fato é: isso tinha que acontecer, entende? Normalmente isso tem que acontecer, são circunstâncias e..."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Não tenta me ensinar o que eu sei. O que acontece é que tu se preparou bem antes de mim para a mudança."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;"Isso, ainda bem que tu entende. Tudo se trata de mudança. Eu já passei da fase de temê-la."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Eu comecei a tentar me convencer agora."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;"É... mas... tudo vai ficar bem, prometo."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Mas isso não melhora as coisas. Sabe, uma pessoa que deixa de gostar de outra, é perfeitamente justo. Mas agora, sob essa ótica da mudança. Pensa bem... enquanto eu me esforçava em melhorar nossa situação, tu te convencia a mudar".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;"Tudo vai ficar bem, prometo."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Promete?".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;"Uhum".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5922853859354607182-6263921524813692937?l=ocoaxardosapo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/feeds/6263921524813692937/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/08/e-se-tu-te-arrepender-dr.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/6263921524813692937'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/6263921524813692937'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/08/e-se-tu-te-arrepender-dr.html' title='E se tu te arrepender? (DR)'/><author><name>Vitor Tassinari Dornelles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16596588697835399031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/SXyrkQDtegI/AAAAAAAAABU/94uGXFiyMz4/S220/vitoor.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5922853859354607182.post-5570946335990460901</id><published>2009-08-04T18:04:00.000-03:00</published><updated>2009-08-04T19:24:59.379-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><title type='text'>Uma guria interessante</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;"O que você gostaria de mudar de imediato no mundo?"&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;*Das questões para libertar sua mente - &lt;a href="http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/07/questoes-para-libertar-sua-mente.html"&gt;ver postagem&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um dia eu vi uma guria interessante. Do tipo urbano, botas altas, saia, bem na moda. Exatamente aquilo que poderíamos chamar de fashion - apesar de considerar-se suficientemente alternativa. Usava maquiagem pesada, que não deformava-lhe a beleza, apenas realçava seus belos traços retangulares.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu andava pela rua, chutando latas, cabeça baixa, pensativo. Tentava subornar a minha consciência com falsas esperanças, justificativas baratas e pegando pesado nos "pontos positivos". Os estampidos das botas dela chamaram-me a atenção. Enxerguei aquela pela qual me apaixonaria e que se tornaria figurinha marcada em todos os undergrounds da cidade. Perguntou-me as horas e por alguns poucos segundos pude ouvir a sua vozinha fascinante, e que ficaria ainda mais fantástica quando sussurrada em meus ouvidos nas frias madrugadas de agosto.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Está bem na hora da minha janta, e estou sem nenhum centavo", eu disse para ela, enfiando as mãos nos bolsos vazios. Ela achou legal e aceitou pagar-me uma xícara de café expresso. Sua voz me impressionava cada vez mais. Fiquei mudo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Talvez quando tu começar a ganhar a minha confiança, eu passe a incluir um pão de queijo na tua pobre refeição". Ela era tão esperta. Mas não aceitei, consegui convecê-la de que tinha sido apenas uma jogada para conversar um pouco. Meu estômago doía.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ela tinha vindo de outro lugar que não posso lembrar agora. Isso também não é importante, e sim as suas idéias a respeito das pessoas "canalhas" - coisa que ela adorava falar - e de como era possível alterar o mundo com uma simples conversa em uma esquina de "qualquer lugar" - outra expressão que ela repetia de maneira insistente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"A questão é que agora eu decidi que vou alterar algumas cabecinhas canalhas em qualquer lugar. Antes eu fazia trabalho voluntário. Mas percebi que era apenas uma atividadezinha burguesa para aliviar a consciência das dores de qualquer lugar. Esses canalhas..." e assim ela entrou a noite me falando dos caras que, assim como eu, já tinham interrompido suas caminhadas para uma noite de conversa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas aconteceu que essas entrevistas repetiram-se em outros dias. O contato passou a ser inevitável. Lembro-me do dia em que peguei a sua mão e lhe disse que desejava unir-me a essa empreitada de alterar idéias e lhe beijei os lábios.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Seu canalha!". Disse ela com seu jeito lindo que só ela poderia fazer. Aquela vozinha fantástica.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Foi necessário".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"É claro que foi... mas assim, em qualquer lugar?".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um outro dia tivemos que nos despedir pelas circunstâncias da vida amorosa. Com lágrimas nos olhos ela me perguntou o que eu gostaria de mudar no mundo de imediato.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Gostaria que as pessoas apenas amassem, e não desejassem alterar o mundo". Eu lhe disse.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Seu canalha. Bom... te vejo por aí, em qualquer lugar". Fiquei observando sua silhueta sumir no horizonte. Era uma transição inevitável.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5922853859354607182-5570946335990460901?l=ocoaxardosapo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/feeds/5570946335990460901/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/08/uma-guria-interessante.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/5570946335990460901'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/5570946335990460901'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/08/uma-guria-interessante.html' title='Uma guria interessante'/><author><name>Vitor Tassinari Dornelles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16596588697835399031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/SXyrkQDtegI/AAAAAAAAABU/94uGXFiyMz4/S220/vitoor.JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5922853859354607182.post-3615571582564200748</id><published>2009-08-03T16:20:00.000-03:00</published><updated>2009-08-04T03:30:37.787-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><title type='text'>Deixa que eu te CONTO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=O3SxCph5I1Q"&gt;Música para ouvir lendo o post.&lt;/a&gt; (Link do youtube.com)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Sabe, eu vou te contar uma coisa".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Era um lindo dia cinza na colina - garoa, frio intenso, o lago escuro, as árvores altas, sabor de grama molhada.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"As coisas... bem, não são as coisas. É maior. Na verdade, eu quero mesmo é falar sobre o sentido de tudo, entende?"&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Passou seus dedos longos pelo cabelo úmido fazendo movimentos melancólicos com os lábios, como que lamentando pensamentos secretos. Seus olhos brilhavam, miravam o nada como se o nada fosse tudo. Esvaziou a cuia, serviu um novo mate.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Tem vezes que eu olho para trás, e penso que tudo é inevitável. Sabe como é? Nascer é inevitável. Morrer não é diferente. Agora dá para entender do que eu estou falando né? O meio também pode ser inevitável. Tu nasce, e quando percebe já é o que é... é difícil explicar".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Era um homem perdido nas palavras, tentando justificar para o mundo a sua dor enquanto a água do chimarrão esfriava em sua mão. Eu gostava de observar os seus dedos tamborilando na cuia. O ritmo sempre de acordo com sua linha de raciocínio. Puxou alguma sujeira do seu blusão de lã, observou-a com um interesse incomum e logo depois largou na grama.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Depois de todo esse tempo, eu penso que tudo é baseado em variáveis. Sabe... essa história de escolher todo dia. Não acredito nisso. Existem, isso sim, momentos chave em que tu define todo um novo conjunto. São desses dos quais a gente lembra, e se arrepende ou se orgulha. É... tu não lembraria qual par de meia escolheu há uma semana. Né? Mas... tu lembra do dia que não quis ir embora. Lembra?"&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ele disse uma das partes mais importante de sua longa e pausada fala com pouco interesse. Suas últimas palavras foram saindo enquanto se curvava e arrancava um punhado de grama do chão.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu fiquei refletindo um pouco. Ele tinha razão... pobre velho carregado de dor. Tinha vontade de saber quantas vezes ele não dormiu pensando em escolhas, dilemas mortais, pesadêlos do dia-a-dia. Olhei seu perfil, analisei suas formas castigadas pelo tempo, passei-lhe a cuia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Olha bem, tu pode achar que não, mas tu tem como perceber tudo na tua vida. E se tu veio de uma escolha, bem... tem aquele período mágico em que tudo começa a acontecer, e tu entende isso, tu sabe exatamente o que está acontecendo. Mas uma hora pára, e pode parar num lugar ruim. Garoto, não te engana mais. Depois que a bola para, ela precisa de um novo impulso, de uma nova decisão insana".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um suspiro marcava o ponto final de sua fala. Significava que aquele assunto estava morto. Provavelmente começaria a falar sobre o inverno rigoroso ou as últimas notícias do caderno policial. Eu pensei em algumas garotas, todas lindas na minha cabeça. Lembrei da torta de bolacha na geladeira, estava com fome. Pensei no que o homem havia falado para mim.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E desde então fiquei pensando, até as minhas rugas aparecerem e eu fazer o meu próprio mate.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Olhei para o nada enquanto arrumava a bomba do meu chimarrão. O nada era tudo para mim.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5922853859354607182-3615571582564200748?l=ocoaxardosapo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/feeds/3615571582564200748/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/08/deixa-que-eu-te-conto.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/3615571582564200748'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/3615571582564200748'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/08/deixa-que-eu-te-conto.html' title='Deixa que eu te CONTO'/><author><name>Vitor Tassinari Dornelles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16596588697835399031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/SXyrkQDtegI/AAAAAAAAABU/94uGXFiyMz4/S220/vitoor.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5922853859354607182.post-6364267159315573614</id><published>2009-07-31T16:52:00.000-03:00</published><updated>2009-07-31T17:38:39.991-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia Barata'/><title type='text'>Ação e Mudança - I</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;"Se a vida é tão curta, por que fazemos tantas coisas que não gostamos e gostamos de tanta coisa que não fazemos? "&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estava sentado em uma cozinha surreal. Analizando galinhas e vacas - de variadas cores e formas. Quadrados, quadrados, quadrados. Comia pipocas exóticas compulsivamente como se fosse minha última refeição. Ecos de conversas entre três pessoas transitando pelos meus ouvidos, mas o que eu ouvia mesmo era a melancolia do tango que tocava no estéreo. Completamente perdido em sentimentos e indecisões.&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;Crunch, Crunch, Crunch. Minha mandíbula não parava.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Até o momento que eu vi galinhas e vacas dançarem tristemente em suas imobilidades eternas. Sacudi a cabeça. "É demais", eu pensei. Por que não era um sonho, era uma situação real ocorrida alguns dias atrás. "Minha loucura não pode atingir esse medonho nível que rompe completamente com a realidade aceitável, até mesmo para os tantos lunáticos que conheci nos enfumaçados becos dessa existência".&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Por que? Por que mãe? Por que irmão? Por que pai? Por que... Vitor?&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Porque a mudança se faz necessária. Porque as pessoas nunca foram e nunca serão iguais. Como posso manter minha atenção ligada naquela velha imagem de tantos anos atrás? Acredito no sentimento eterno? Acho que não, mas comigo acontece. Aconselharia alguém a fazer o que eu estou prestes a realizar? Claro que não! Mas eu preciso. Simples? Não, mas mesmo assim real, tangível, visível, presente!&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;A única certeza é a necessidade da escolha. O depois, só vendo.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Um ponto positivo, para evitar desconfianças quanto a minha saúde mental: começo a me conhecer. O que eu gosto, o que eu realmente gosto, é a instabilidade, o começo, a luta a aventura em si. Não posso sustentar uma vida regrada. Preciso construir várias, ser vários.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Jamais escreverei um romance linear do tipo convencional. Farei da minha vida um livro de recortes, de contos sem pé nem cabeça. Um romance atemporal, recheado de passados e futuros no lugar do presente, reencontros e caminhos espiralados!&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Um ato de loucura? Certamente... mas necessário. Como se, para escapar de vez daquele que me persegue, eu devesse por último passar diante do seu focinho caçador. Correr o risco de ser devorado para não viver acuado. Aumentar a aposta para ganhar um belo pote.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Isso é o que eu penso. Você costuma pensar em alguma coisa?&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5922853859354607182-6364267159315573614?l=ocoaxardosapo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/feeds/6364267159315573614/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/07/acao-e-mudanca-i.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/6364267159315573614'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/6364267159315573614'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/07/acao-e-mudanca-i.html' title='Ação e Mudança - I'/><author><name>Vitor Tassinari Dornelles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16596588697835399031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/SXyrkQDtegI/AAAAAAAAABU/94uGXFiyMz4/S220/vitoor.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5922853859354607182.post-5326057119269457697</id><published>2009-07-30T13:41:00.000-03:00</published><updated>2009-07-30T20:00:51.945-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><title type='text'>"Questões para libertar sua mente"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bom... Well...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Today I'll do a strange thing. Vou fazer uma adaptação do texto "40 questões para libertar sua mente", do blog vivamaisverde.com.br. Não costumo fazer isso... mas são pontos que... bem... chocam.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;It's about important and obviously questions about our life and ourselves, e que leva-nos a pensar sobre a importância da ação...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Destaquei algumas que considerei mais importante para mim. That's right, 'cause I can't say what is important for you. No final coloquei o link do texto na íntegra. Role a vontade. Be free.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=xzGV9Bl6CGg"&gt;Musica para ouvir durante a leitura da postagem&lt;/a&gt;. (Link do youtube.com)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;- Se a vida é tão curta, por que fazemos tantas coisas que não gostamos e gostamos de tanta coisa que não fazemos?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;- O que você gostaria de mudar de imediato no mundo?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;- Você está fazendo o que acredita ou está acostumado com o que está fazendo?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;- Em que nível você realmente controla o curso da sua vida?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;- Você está mais preocupado em fazer certo as coisas ou fazer as coisas certas?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;- Você preferiria ser um gênio preocupado ou um alegre simplista?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;- Se não agora então quando?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;- Se você não conquistou o que você quer até agora, o que tem a perder?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;- Você se sente como já tivesse vivido este dia cem vezes antes?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;- Quando é a hora de parar de calcular riscos e recompensas e simplesmente fazer o que é certo?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;- O que você faria de forma diferente se soubesse que ninguém o julgaria por isso?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;- Decisões estão sendo tomadas neste exato momento. O ponto é: Você as está tomando por si mesmo ou está deixando que outros tomem por você?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;São essas as que me encantaram. &lt;a href="http://vivamaisverde.com.br/2009/07/40-questoes-para-libertar-sua-mente/"&gt;E quais dessas (clique para postagem original) te encantam?&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Prometo em breve uma série de textos sobre cada uma dessas questões.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Croac!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5922853859354607182-5326057119269457697?l=ocoaxardosapo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/feeds/5326057119269457697/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/07/questoes-para-libertar-sua-mente.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/5326057119269457697'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/5326057119269457697'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/07/questoes-para-libertar-sua-mente.html' title='&quot;Questões para libertar sua mente&quot;'/><author><name>Vitor Tassinari Dornelles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16596588697835399031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/SXyrkQDtegI/AAAAAAAAABU/94uGXFiyMz4/S220/vitoor.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5922853859354607182.post-7977405383471498856</id><published>2009-07-27T13:58:00.000-03:00</published><updated>2009-07-27T14:06:18.781-03:00</updated><title type='text'>Isolação</title><content type='html'>Palavras de um sábio.&lt;div&gt;"É preciso cultivar a calma, a serenidade e, principalmente, a concentração. Precisa viver melhor e mais devagar. Certo?"&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Certo!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Ser mais objetivo. Na verdade, como todos dizem, o melhor sempre veio antes do mais. Compreender, com calma. Ser, com calma".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Almaaaaaa!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"E não, nunca, se perder."&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vamos olhar, observar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nesta sala tem 13 cadeiras, duas pessoas, eu e 4 mesas. Dois computadores. Um espelho, um tapete, três troféis e vários vazos com flores dentro. Hum... duas portas, alguns quadros. Paredes, uma delas é um divisória.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nesta sala não tem calor humano. Não tem alma. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Isolação. Decepção.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5922853859354607182-7977405383471498856?l=ocoaxardosapo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/feeds/7977405383471498856/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/07/isolacao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/7977405383471498856'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/7977405383471498856'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/07/isolacao.html' title='Isolação'/><author><name>Vitor Tassinari Dornelles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16596588697835399031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/SXyrkQDtegI/AAAAAAAAABU/94uGXFiyMz4/S220/vitoor.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5922853859354607182.post-5278574214763435591</id><published>2009-07-27T13:46:00.001-03:00</published><updated>2009-07-27T14:13:39.588-03:00</updated><title type='text'>Recaídas do profeta</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Minha visão treme, porque eu estou nervoso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nervoso porque sempre vejo o que não quero ver.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ia sair de casa, de noite, no frio. Coloquei tanta roupa que perdi a flexibilidade dos movimentos. Caminhei a esmo com boas companhias. Mas aquele cara deitado no chão não estava planejado. Como eu senti cada parte do seu corpo deteriorando-se na selvageria da cidade. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Confesso que o mundo me constrange. Confesso que a minha fraqueza são os outros e a dor alheia é a mesma minha. Por que a felicidade dos outros não pode ser minha também?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ah, vou tocando, levando.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Alguma coisa bate, minha visão treme, na maioria das vezes caio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque escutei o que não queria. Li o que não queria. Maldita curiosidade. Malditos olhos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pedi para um amigo. "Quando fores embora, quero que leve meus olhos arrancados. Já não quero ver mais nada daqui, já decorei a forma do inconveniente. Que vêem as coisas de lá, para saber como estão".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque a dor não tem limite.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não é a dor de uma ferida, de uma decepção.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É a eterna dor de existir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Quanto custa um sorriso teu?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Custa a consciência. Para sorrir, preciso ignorar o cara deitado ali no chão, preciso esquecer de você, preciso esquecer de mim e do mundo também.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Minha presença não conta?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Tua presença faz parte de uma pequena gama de coisas boas, mas que no final formam um cálculo totalmente negativo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Saca isso?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5922853859354607182-5278574214763435591?l=ocoaxardosapo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/feeds/5278574214763435591/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/07/recaidas-do-profeta.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/5278574214763435591'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/5278574214763435591'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/07/recaidas-do-profeta.html' title='Recaídas do profeta'/><author><name>Vitor Tassinari Dornelles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16596588697835399031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/SXyrkQDtegI/AAAAAAAAABU/94uGXFiyMz4/S220/vitoor.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5922853859354607182.post-5612147697692089056</id><published>2009-07-22T15:51:00.000-03:00</published><updated>2009-07-22T16:09:39.731-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><title type='text'>Lunática Psicótica</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ela pegou um pedaço de papel - queria anotar aquilo tudo. Desconfiada da própria memória, rabiscou palavras tristemente alinhadas. Tudo de acordo com os declives causados pela sua mão trêmula. Irregular saiam as linhas, fazendo a curva nas esquinas, perdendo-se na madrugada da cidade. Como paaaassos dados por uma mente embriagada - ou a inesperada fuga gerada pelo ciúme.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pois era o que ela sentia. Tão simples em palavras, tão compreensível pela leitura: ciúmes.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Lunática Psicótica realmente amava aquele rapaz moreno das pernas compridas. Sem saber o momento exato, apaixonou-se por toda aquela carga de excentricidade, de esquisitisse, de depressão mórbida.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sentia a mesma paixão enquanto beijou seus lábios pela última vez e lhe ofereceu a taça envenenada. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Com todo o amor do mundo pegou o punhal, fatiou o corpo moribundo. Absorvendo as lágrimas - consequência de estar se desfazendo daquela existência tão sagrada - guardou cada parte numa sacola preta. Delicadamente, como se estivesse depositando a criança sonolenta em seu berço, pôs a bagagem num buraco cavado precisamente em frente àquela árvore rabiscada.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Terminado o trabalho, usou do mesmo punhal para escrever no tronco: "L e C" dentro de um coração cuidadosamente elaborado. Escolheu um lugar especial, logo depois do "L e J" e um pouco antes do "L e P", suas velhas paixões.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um dia Lunática achou que jamais seria Psicótica.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas então sentiu ciúme. Começou pela mãe. E foi-se estendendo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pobre garota desencorajada pela concorrência desleal das pessoas normais. Sua figura fina, alta, banhada pela lua refletida nas terríveis marcas de sangue.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Escreveu algumas palavras mais e, incomodada com o odor sangrento, foi para casa se limpar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5922853859354607182-5612147697692089056?l=ocoaxardosapo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/feeds/5612147697692089056/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/07/lunatica-psicotica.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/5612147697692089056'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/5612147697692089056'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/07/lunatica-psicotica.html' title='Lunática Psicótica'/><author><name>Vitor Tassinari Dornelles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16596588697835399031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/SXyrkQDtegI/AAAAAAAAABU/94uGXFiyMz4/S220/vitoor.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5922853859354607182.post-1755756429977985422</id><published>2009-07-05T20:04:00.000-03:00</published><updated>2009-07-05T20:33:58.515-03:00</updated><title type='text'>Shrimpboy x TR-101</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Shrimpboy, no tempo em que ainda nem era conhecido dessa maneira, caminhava pela rua imunda. Via os casais passando, refletia profundamente sobre questões que estavam muito além de sua curta idade física. Vez ou outra testemunhava uma pequena discussão, mas não chegava a ser coisa que o assustasse.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outro dia, viu dois caras - desse tipo descolado que anda com as melhores gurias - conversando sobre uma garota... ele entendeu que ela havia rejeitado uma carona.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Caraaaa! Tu não tem idéia, eu fui por todos os lados, brinquei, titubeei, eu até fui sééééério!"&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Séééééério? Como tu foi séééééério?"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Eu não sei, só sei que fui."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"E nada?"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Nada."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Shrimpboy mexeu suas futuras antenas, encucado. Para ele a resposta era tão óbvia: a garota preferia andar a pé. Simples, não?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aí aconteceram todas aquelas situações que fizeram com que Shrimpboy fosse morar no oceano gelado e ficasse conhecido como Shrimpboy. Uma outra hora eu descrevo estes terríveis acontecimentos. Foram na verdade três: o primeiro fez com que Shrimpboy se alarmasse com antenas; o segundo, fez com que ele criasse sua carapaça impenetrável; e o terceiro e último, o carregou direto para o fundo do mar. Prometo que entrarei em detalhes em uma outra postagem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O fato é que, algum tempo depois, num futuro bem distante, em mais uma de suas epopéias a procura de respostas e sabedoria oceânica, o melancólico guri encontrou um super-computador abandonado aos peixes, num ponto muito longínquo de qualquer realização humana.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Você pensa em voltar? Impossível, suas mágoas são totalmente imperdoáveis, você definitivamente deve... espere, processarei a resposta certa de acordo com a minha RAZÃO infalível... ah, sim... você deve, em uma linguagem, bem... você deve virar as costas!". Disse o TR-101 - o nome daquela parafernália futurista.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Mas, eu... eu...". Shrimpboy estava totalmente confuso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Aham, entendo, você gosta, ops... como é mesmo? Você ama as pessoas tanto que chega a doer? Mas é impossível. A razão demonstra que elas não gostam de você. Eu diria, de maneira mais exata... processando... A coisa evoluiu até um ponto o qual é impossível qualquer possibilidade de retorno. Esqueça seu coração garoto".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"É, eu tenho uma pergunta..."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Pois bem".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Quantas pequenas verdades doloridas são necessárias, para que a gente finalmente acredite na maior de todas as verdades. Ou, quantas decepções são necessárias, para que acreditemos que o autor destas, definitivamente não presta?"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Na realidade, para a razão, uma única é necessária, pois desafia todas as leis do amor. Mas... a emoção humana pode prolongar essa situação por uma vida inteira".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"O que isso significa?".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Dentre tantas coisas horríveis, separo a pior de todas: Você é uma criatura boa, meu filho. Seu sentimento será eterno, mas você poderá conviver com isso no fundo do mar. Certas uniões são totalmente impossíveis.".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aí Shrimpboy nadou mais um pouco... e mais e mais... e desde então nunca mais parou.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5922853859354607182-1755756429977985422?l=ocoaxardosapo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/feeds/1755756429977985422/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/07/shrimpboy-x-tr-101.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/1755756429977985422'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/1755756429977985422'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/07/shrimpboy-x-tr-101.html' title='Shrimpboy x TR-101'/><author><name>Vitor Tassinari Dornelles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16596588697835399031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/SXyrkQDtegI/AAAAAAAAABU/94uGXFiyMz4/S220/vitoor.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5922853859354607182.post-8779277732359550327</id><published>2009-07-01T22:59:00.000-03:00</published><updated>2009-07-01T23:09:22.017-03:00</updated><title type='text'>Prosas Curtas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Rato!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Havia um rato, meio parecido com um cachorro, ou um gato. Mas fazia barulho de rato, e cheirava como um rato.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Ei, rato! Fala alguma coisa que só um roedor poderia falar."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"?"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"É, tu sabe. Tem coisas que apenas homens podem falar, como... 'eu te amo'. Esse tipo de fantasia mirabolante que as espécies inventam segundo as leis de Darwin."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Ah! Para com isso, humano idiota. Apenas siga a ordem natural das coisas. Eu vim contaminar o teu lar com terríveis pragas mortíferas. O teu papel é estraçalhar o meu pequenino corpo asqueroso com uma traiçoeira e maquiavélica e covarde armadilha. Como vocês chamam mesmo? Ratoeira."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E foi assim que aconteceu. Eu e o rato marrom naquela tarde ensolarada de um entediante domingo qualquer.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5922853859354607182-8779277732359550327?l=ocoaxardosapo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/feeds/8779277732359550327/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/07/prosas-curtas.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/8779277732359550327'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/8779277732359550327'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/07/prosas-curtas.html' title='Prosas Curtas'/><author><name>Vitor Tassinari Dornelles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16596588697835399031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/SXyrkQDtegI/AAAAAAAAABU/94uGXFiyMz4/S220/vitoor.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5922853859354607182.post-9175726730704195916</id><published>2009-06-22T00:21:00.000-03:00</published><updated>2009-06-22T00:25:07.464-03:00</updated><title type='text'>Um pássaro pintado numa pedra</title><content type='html'>Todas as pessoas são um pássaro.&lt;div&gt;Um pássaro pintado numa pedra.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Uma pedra em formato de ovo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um ovo que nunca choca.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nem faz omelete.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Só é pesado o suficiente para machucar outras pessoas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que são pássaros pintados em pedras em forma de ovos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Shrimpboy!!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- May I talk to you? - says the lazy Shrimpboy to fishgirl&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- ...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Swiiiiiiiiiim!!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5922853859354607182-9175726730704195916?l=ocoaxardosapo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/feeds/9175726730704195916/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/06/um-passaro-pintado-numa-pedra.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/9175726730704195916'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/9175726730704195916'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/06/um-passaro-pintado-numa-pedra.html' title='Um pássaro pintado numa pedra'/><author><name>Vitor Tassinari Dornelles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16596588697835399031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/SXyrkQDtegI/AAAAAAAAABU/94uGXFiyMz4/S220/vitoor.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5922853859354607182.post-8783693952434571861</id><published>2009-06-14T02:07:00.000-03:00</published><updated>2009-06-16T01:35:20.770-03:00</updated><title type='text'>Síndrome de Super-Mário</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pois é... todos conhecem o italiano encanador né? Pelo menos nós, habitantes ou transeuntes do universo virtual, consumidores de caracteres digitais, nós sabemos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lembram dos canos né?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pois é, "Síndrome de Super-Mário", vulgarmente conhecido como "entrar pelo cano".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Gracinhas à parte, meu assunto hoje é sério. E o título se aplica. Eu, definitivamente entrei pelo cano. Não me refiro a nenhuma situação corriqueira, dita saia justa, rompimento de relações, ou fudelanças em geral. É tudo mais complexo e ao mesmo tempo mais simples:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu entrei pelo cano quando nasci. Sem inserir duplo sentido. É exatamente o que eu disse, entrei pelo cano por ter nascido. E tenho certeza! Alguém me passou a perna, algum anjo mal intencionado, um deus de mal com a vida, ou um publicitário falecido. O certo é que, eu jamais, em sã consciência, aceitaria os termos da vida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Simples: não posso conviver com essa relação de forças que existe em todas as áreas da convivência social humana e animal. Não posso entender por que quem mais dá amor, menos é amado e vice-versa. A verdade me corrói, me destroça por dentro, separa o "E" do "U" e dessa forma eu jamais serei "EU"!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Isso é o que me faz ser sozinho nesse mundo gelado; isso me faz não querer uma namorada para medir forças nessa terra de aparências; isso me faz ser chato para não dividir minha melancolia, correndo o risco de transmiti-la como uma pandemia pelo mundo afora. Eu perdi o encanto pelas coisas reais. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aprendi, dessa forma, a me alimentar das mentiras: filmes, jogos eletrônicos, conhecimento lírico, poesia em prosa ou em verso, arte em geral e histórias do passado já desfeitas do seu ciclo de repetições diabólico.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por isso eu trabalho tanto: quero comprar uma câmera e seus periféricos, quero produzir minhas próprias mentiras para outras pessoas que estejam ávidas por elas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas digo de antemão para os meus poucos leitores, e, para que estes difundam a mensagem entre meu ínfimo círculo social: uma hora ou outra, mais cedo ou mais tarde, eu irei embora da sociedade. Fugirei pela estrada sem deixar pistas. Não falo em suicídio, não, jamais e pelo amor de Krishna: nunca tentem encontrar suicídio em minhas palavras, pois repudio este ato. Falo realmente em sair, comprar um saco de dormir, como última lembrança da civilização, e me atirar em todas as aventuras que a natureza puder me proporcionar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Salvem o que ainda resta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vitor Tassinari Dornelles.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(post saído de uma conversa em MSN com uma pessoa muito especial).&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5922853859354607182-8783693952434571861?l=ocoaxardosapo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/feeds/8783693952434571861/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/06/sindrome-de-super-mario.html#comment-form' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/8783693952434571861'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/8783693952434571861'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/06/sindrome-de-super-mario.html' title='Síndrome de Super-Mário'/><author><name>Vitor Tassinari Dornelles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16596588697835399031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/SXyrkQDtegI/AAAAAAAAABU/94uGXFiyMz4/S220/vitoor.JPG'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5922853859354607182.post-2145800507229449743</id><published>2009-06-07T20:52:00.000-03:00</published><updated>2009-06-07T21:16:21.463-03:00</updated><title type='text'>Os Trilhos de Santa Thereza</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/SixVAIAhy5I/AAAAAAAAACo/rqkm23yqCx4/s320/IMG0107A.jpg" style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5344740318419995538" /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tudo voa com o vento... e agora acabou de perder-se no ar uma folha do meu caderno. Foi junto o peso que pesava minha consciência. Perdi quilos de ressentimentos. Ganhei minha liberdade. Passe livre para a satisfação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Rastros do ser humano na natureza selvagem. Mas o que é o homem se não um fruto suculento dessa grande árvore que é a terra?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje, domingo, dia 07 de junho, para sociedade organizada das grandes cidades. Mas não para mim, perdido no labirinto verde, no eterno caminho da vida sem regras impostas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pensamentos naturebas que me ocorrem nesse dia sem data.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lembrei de um par de olhos brilhantes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas o que é esse brilho, se não o reflexo deste maravilhoso sol?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lembrei de duas mãos afáveis.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas o que é o toque, se não a proteção desse vento que embala?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lembrei de um perfume doce.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas o que é um cheiro agradável, se não o extrato perfurmado dessa camada vegetal?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lembrei, enfim, de uma presença confortadora.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas o que é essa presença, se não a privação da minha liberdade?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Optei pela minha existência nesse mundo coberto de dor, mas recheado de incríveis visões.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 238); -webkit-text-decorations-in-effect: underline; "&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/SixVRh_SfHI/AAAAAAAAACw/Q4kIVzi3xYI/s320/IMG0108A.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5344740617451895922" style="display: block; margin-top: 0px; margin-right: auto; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px; " /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu vi o trem. Vi o quilométrico trem das realizações do homem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vi a minha sombra. Vi o cavalo. Vi e pisei descalço na grama úmida. Vi o brejo. Vi a bicicleta. Vi a igreja e o padre. Vi o casebre e as roupas penduradas no varal. Vi a vida, passando sorrateiramente diante dos meus olhos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 238); -webkit-text-decorations-in-effect: underline; "&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/SixVlEpfiZI/AAAAAAAAAC4/9vFHqQf_4ic/s320/IMG0125A.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5344740953173232018" style="display: block; margin-top: 0px; margin-right: auto; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px; " /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Queres que eu não te perceba vida? Queres, dessa forma, passar rápida como a fumaça das fábricas? Ir-se embora sem que eu desfrute do teu inebriante sabor de aventura? Escapar pelos meus dedos que jamais se fecharão? Vou subir em tuas costas, montar a galope nas estradas secretas, eternas em seus tortuosos caminhos, imensidão que meus olhos não podem acompanhar."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Achei uma ferradura da sorte. Item mágico que o grande sábio das estradas me pediu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fotografei esse momento, para que fique claro quando minha morte se concretizar: pelo menos por uma tarde, eu desfrutei da magnífica sorte de SER.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 238); -webkit-text-decorations-in-effect: underline; "&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/SixVztvcy5I/AAAAAAAAADA/4ryqZwMfoDA/s320/IMG0106A.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5344741204722240402" style="display: block; margin-top: 0px; margin-right: auto; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px; " /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5922853859354607182-2145800507229449743?l=ocoaxardosapo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/feeds/2145800507229449743/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/06/os-trilhos-de-santa-thereza.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/2145800507229449743'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/2145800507229449743'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/06/os-trilhos-de-santa-thereza.html' title='Os Trilhos de Santa Thereza'/><author><name>Vitor Tassinari Dornelles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16596588697835399031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/SXyrkQDtegI/AAAAAAAAABU/94uGXFiyMz4/S220/vitoor.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/SixVAIAhy5I/AAAAAAAAACo/rqkm23yqCx4/s72-c/IMG0107A.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5922853859354607182.post-5324291012583937554</id><published>2009-06-01T23:14:00.000-03:00</published><updated>2009-06-01T23:17:49.337-03:00</updated><title type='text'>...</title><content type='html'>Salvem o mico leão dourado...&lt;div&gt;Salvem o palhaço do circo itinerante...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Salvem o tatu-bola...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Salvem a infância não digital...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Salvem a arara e a baleia azul, e salvem também tudo o quer for azul na natureza, pois é raro...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Salvem o madito...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Salvem o afortunado...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Salvem o tempo...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Salvem as formigas vermelhas...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Salvem o pedaço de terra não plantado e não asfaltado...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Salvem deus e seus enviados...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Salvem vocês mesmos do implacável avanço do falso engajamento social.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5922853859354607182-5324291012583937554?l=ocoaxardosapo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/feeds/5324291012583937554/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/06/blog-post.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/5324291012583937554'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/5324291012583937554'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/06/blog-post.html' title='...'/><author><name>Vitor Tassinari Dornelles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16596588697835399031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/SXyrkQDtegI/AAAAAAAAABU/94uGXFiyMz4/S220/vitoor.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5922853859354607182.post-2329035390116022617</id><published>2009-05-28T13:03:00.000-03:00</published><updated>2009-06-06T12:48:27.336-03:00</updated><title type='text'>Hedonismo</title><content type='html'>Eu queria um pouco de... hedonismo.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Chocolates... talvez na caneca, quente, e mais um pouco de... hedonismo, tem? Ah! Odeio merengue. Que venha com chantily, ou nada.&lt;br /&gt;Chovia nos meus pés quando eu voltava daquela rua nostálgica. Senti os cabelos secos, percebi que era dos meus olhos que a água caía. Desesperado, vista embaçada, sentei no degrau do supermercado fechado. Com toda a dor no peito, eu desejei calma, paciência, e uma, por menor que fosse... dose de hedonismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sonhei outro dia: fui até o terraço, era difícil me mover. Cheguei próximo a caixa d'água, percebi a dificuldade que seria subir aquela escadinha. Aventurei-me.&lt;br /&gt;Quando alcancei o topo havia um cara sentado lá. De pernas cruzadas, ele nem abria os olhos enquanto falava:&lt;br /&gt;"Sim?"&lt;br /&gt;"Porra!" Balbuciei eu.&lt;br /&gt;"Bom dia senhor Porra. Está a atrapalhar minha meditação. Diga o que queres"&lt;br /&gt;"Pro inferno, esse lugar é meu!"&lt;br /&gt;"Pra que tu queres o lugar, se estás a ir para o inferno?"&lt;br /&gt;Percebi que ele continuaria com esse joguinho durante toda a eternidade. Comecei a descer as escadas.&lt;br /&gt;"Perca a idéia da posse" disse ele com uma voz sábia, "poderiamos compartilhar esse lugar. Mas isso... isso não é nada fantástico, se eu te ensinar o que vem a seguir".&lt;br /&gt;Subi apenas os olhos, a ponto de poder vê-lo. Eu e toda a minha expressão curiosa.&lt;br /&gt;"Perca a idéia de sujeito, de personalidade, supere sua existência " disse ele, ainda mais sábio, "assim, não compartilhariamos esse lugar, simplesmente perceberia que eu sou tu, e tu é eu".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí eu percebi que estava sentado na caixa d'água. Meditando, e ninguém me fazia companhia. Estranhei um vulto descendo, parecia meio enfurecido. Deixei quieto. Acordei logo depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E acordei tão cansado para o trabalho, que pedi, ainda olhando para cima. Me dê energia! Me dê folga! Me de um pouco, de... hedonismo...&lt;br /&gt;Mas então um par de olhos vieram à minha mente. Todo o conhecimento se foi.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;____________________________&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;FORMIGUEIRO!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;COLMÉIA!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;BAL... BALBUCIA!!!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;BALBUCIA A MÚSICA QUE SAI DA CAIXA E OLHA...... MAS NÃO SÓ OLHA, OBSERVA! OLHAAAAAAAAA, PARA... TRÁS. AI! FOI...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;FOI PARA O TRABALHO...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;DISPENSAR LAZER EM TROCA DE... NÍQUEIS.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;ONDE FICA O VIOLÃO, A LIRA E AQUELAS EXTENSAS VIAGENS&lt;/div&gt;&lt;div&gt;SENTIMENTAIS???&lt;/div&gt;&lt;div&gt;SE EU PUDESSE&lt;/div&gt;&lt;div&gt;MAS NÃO POSSO&lt;/div&gt;&lt;div&gt;MAS SE PUDESSE&lt;/div&gt;&lt;div&gt;MAS ENFIM, EU NÃO POSSO.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;*um pequeno estudo sobre desepejar palavras que venham direto do meu âmago.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5922853859354607182-2329035390116022617?l=ocoaxardosapo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/feeds/2329035390116022617/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/05/hedonismo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/2329035390116022617'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/2329035390116022617'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/05/hedonismo.html' title='Hedonismo'/><author><name>Vitor Tassinari Dornelles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16596588697835399031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/SXyrkQDtegI/AAAAAAAAABU/94uGXFiyMz4/S220/vitoor.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5922853859354607182.post-1336258296319156955</id><published>2009-05-27T00:03:00.000-03:00</published><updated>2009-05-27T00:12:52.871-03:00</updated><title type='text'>Super Andarilho</title><content type='html'>Caminha agora Chris...&lt;div&gt;Se a morte veio sem contentamento...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Caminha agora Chris...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Já que nada pode ser feito.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas ó, caminha agora Chris...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tenho conhecimento da tua existência..&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E aí... tu pode caminhar agora Chris...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sobe mais, nunca pare de subir.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Felicidade real apenas quando compartilhada?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mais de cinco mil pessoas compartilharam...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tornaram real até mesmo tua dor...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pode caminhar agora Chris.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas teu sorriso no ônibus é um enigma...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quem poderá repeti-lo?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E cada vez mais se distancia...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Caminha agora Chris.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;*Sobre alguém com quem eu eu jamais serei parecido.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5922853859354607182-1336258296319156955?l=ocoaxardosapo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/feeds/1336258296319156955/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/05/super-andarilho.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/1336258296319156955'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/1336258296319156955'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/05/super-andarilho.html' title='Super Andarilho'/><author><name>Vitor Tassinari Dornelles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16596588697835399031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/SXyrkQDtegI/AAAAAAAAABU/94uGXFiyMz4/S220/vitoor.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5922853859354607182.post-4346040840398328638</id><published>2009-05-24T20:41:00.001-03:00</published><updated>2009-05-24T21:25:13.352-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><title type='text'>Um cara chamado Alberto "Esqueleto" James</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/ShnlZPZgMCI/AAAAAAAAACg/3xU0rt-D1Ek/s1600-h/Graphic1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 306px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/ShnlZPZgMCI/AAAAAAAAACg/3xU0rt-D1Ek/s320/Graphic1.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339551055017422882" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sai fora tempo, não enche, deixa as pessoas vivendo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aí o pensamento vem, e eu lembro daquela vez, da tartaruga. Com a sua paciente velocidade ela me olhou, abriu aquela boca, e levou uma vida inteira falando:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Let's drink something?"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas eu não aceitei o convite. Sei lá, mas... papo de tartaruga?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Olhei pelas esquinas, percebi que procurava alguma coisa. Foi então que cruzei por um velho saloon, onde jornais voavam ao vento naquela triste tarde de domingo. Lá eu conheci Lara Loretta e Alberto "Esqueleto" James, o cara que passava correndo atrás dela. Um daqueles apaixonados das antigas, do tipo que encheria sua amada de flores, e a enalteceria com elogios cafonas do tipo "o sol é apenas um reflexo dos seus olhos, pois é deles que vem a luz que nos aquece, e é quando você dorme que a noite cai".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E foi exatamente isso que eu tive o prazer de ouvir logo que passei por aquela porta de velho oeste americano.  Esqueleto levava mais um dos seus foras históricos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Ei, amigo. Por que você a ama, se ela não sente nada por você?" Foi o que perguntei a ele, entre um copo e outro de uísque quente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Lara Loretta. Laaarrrra Looourettiiia. Esse nome, meu querido forasteiro, esse nome é uma música que sai da minha boca. Você me pergunta por que eu a amo? Ora bolas... é o meu amor que a faz linda. Eu a amo incondicionalmente, apenas para mantê-la linda. Porque... qual seu nome mesmo?"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Ah, pode me chamar de... forasteiro está legal".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Pois é, forasteiro. Vou então te chamar de... Vitor, está legal? Pode ser assim camarada? Vitor foi um homem que conheci pela metade. Eu digo pela metade, porque você jamais o conheceria por inteiro. Havia um lado, bem, uma lado realmente obscuro. Quer saber o seu fim?"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"É... na verdade, eu queria saber de Lara Loretta".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Ó, essa música, amigo, essa canção. Eu só queria dizer que eu sou o cara que a mantém. Minha existência a faz sentir bem, e isso é tudo".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Terminei o uísque, saí fora. Depois eu fiquei sabendo que uns caras de uma cidade próxima tentaram violentar aquela garota, e Alberto estava lá, morrendo em seu lugar. Me disseram que a última coisa que ele disse teria sido "não existe prazer maior do que morrer aos seus pés Laaarrra Looouuuretiiaa...", e então ela disse que jamais o amou, mas que faria alguma coisa por ele. Ele então pediu: "junte todas as flores que eu te dei, ou um número igual, e as coloque no meu túmulo". E sempre que você ver uma garota por aí, catando flores em terrenos baldios, pode ter certeza, seu nome é Lara Loretta, a música que embalou essa pequena história de corações partidos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5922853859354607182-4346040840398328638?l=ocoaxardosapo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/feeds/4346040840398328638/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/05/um-cara-chamado-alberto-esqueleto-james.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/4346040840398328638'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/4346040840398328638'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/05/um-cara-chamado-alberto-esqueleto-james.html' title='Um cara chamado Alberto &quot;Esqueleto&quot; James'/><author><name>Vitor Tassinari Dornelles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16596588697835399031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/SXyrkQDtegI/AAAAAAAAABU/94uGXFiyMz4/S220/vitoor.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/ShnlZPZgMCI/AAAAAAAAACg/3xU0rt-D1Ek/s72-c/Graphic1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5922853859354607182.post-599300619433331095</id><published>2009-05-21T22:42:00.000-03:00</published><updated>2009-05-22T00:07:19.825-03:00</updated><title type='text'>Eu que não creio...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt; Uma lembrança tardia: enquanto caminhava a esmo por entre as galerias defuntas, pedi que um deus qualquer me mostrasse todo o esplendor de sua existência,  que me dissesse por meio de vultos ou vertigens toda a sua glória milenar. Nada porém... Só assim eu poderia temer o destino, respeitar minha própria ignorância, andar devagar. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  Sentei numa lajota encardida, escutei uma música antiga que fizesse vir a tona imagens que eu não presenciei. Nostalgia de uma época desconhecida. Senti então saudades de alguém que não toquei. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; Mas a face, ó a face, face, e sempre ela. Linda, sensível ao toque. Desenhei suas formas no ar, rabisquei-lhe todo o corpo em nós imaginários, rascunhei sua silhueta com profundas tragadas ressentidas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  Uma caminhada a mais, logo tudo já estava esquecido. Mas, eis que lembrei nessa noite quente, e decidi relatar em modernos caracteres digitais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  Pensei hoje, enquanto voltava da faculdade. Mas foi uma continuação do que eu já havia pensado no Complexo Cultural do Dom Diogo. Bem, ponderei que deitaria na grama e tocaria lira, se tivesse uma. Achei bem sedutora a idéia de cruzar as pernas em algum ponto alto,  e soprar algum instrumento estridente. Imaginei as soturnas cordas de um violino, voz feminina em meu ouvido, cochichando palavras gentis e musicadas. Calei-me porém, resumi minha existência silenciosa em versos escritos. Ainda assim, penso agora, gravaria essas palavras em uma pedra escura, enterraria em seu quintal, para que um dia nelas tropessasse. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;   &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  E assim vou atravessando a noite, a vida, esgotando minha cota de fortuna. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  Eu que não creio, pensei na volta de velhas mensagens.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  Eu que me esforço para não crer, pedi ao vento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  Eu que não creio, senti esperança naquele rosto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  Aquele rosto de milhares de anos e algumas noites atrás.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  Cuspi, por fim. Cuspi toda aquela dose de pessimismo ultra-romântico. Fugi do calabouço gótico. Desisti de imagens noir preto e brancas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;  Mas ó... a lira, a face, a crença.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5922853859354607182-599300619433331095?l=ocoaxardosapo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/feeds/599300619433331095/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/05/eu-que-nao-creio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/599300619433331095'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/599300619433331095'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/05/eu-que-nao-creio.html' title='Eu que não creio...'/><author><name>Vitor Tassinari Dornelles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16596588697835399031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/SXyrkQDtegI/AAAAAAAAABU/94uGXFiyMz4/S220/vitoor.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5922853859354607182.post-2011877326037186284</id><published>2009-05-17T20:10:00.000-03:00</published><updated>2009-05-17T20:22:32.603-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia Barata'/><title type='text'>Desabafo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu... siiinto.. ã..&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sinto aquela vida que eu tinha esvaindo-se por entre meus dedos enfraquecidos. Aquelo velho ideário sonhador: amor, paz, confiança, ciclo, morte. Nada mais em minha face pálida sombreada por olheiras cansadas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje andei pelo cemitério, pisoteei ecos tão longínquos que minha compreensão jamais alcançará. Levitei. Alcei vôo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E então o sol de fim de tarde, e aquela criança que larga a mão do pai, vai-se em confiança pelas galerias mortuárias. Eu sou pai, sou filho também, mas não espírito santo. É o que me falta para me tornar um messias salvador da humanidade sofrida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não alcancei, porém, os dedos da divindade. Perdi-me, isso sim, nos labirintos do egoísmo. Achei que podia o que agora sei que não posso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Queria escrever "tu", "ele", ou, quem sabe, "vocês". A salvação da segunda ou da terceira pessoa que jamais encontrei, a não ser no espelho do meu quarto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Objetividade. O calor de uma batalha. Heroísmo fácil entre irmãos. A certeza da proximidade do fim. O que posso fazer se o que quero não existe, e o que existe eu já não quero?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma oração salvadora. Ai de mim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma divindade oriental para me ensinar as glórias e os benefícios da solidão que já me atinge. Ai de mim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mais um copo de vinho, para que a embriaguez apague de vez a brasa que ainda me mantém.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas, ó. Pobre corpo. Ai de mim que um novo amor me atinja e me traga (um trago) um novo ciclo mentiroso de descoberta-felicidade-tédio-danação-descoberta. Não, meu bom cupido. Não meu bom deus. Não, minha platéia oculta. Não me venha com mais vida, dela já estou enfastiado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aquele velho barco que buda me ensinou em sonhos? Quero dezenas deles, para que me carreguem esquartejado rumo à superação existencial.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5922853859354607182-2011877326037186284?l=ocoaxardosapo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/feeds/2011877326037186284/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/05/desabafo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/2011877326037186284'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/2011877326037186284'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/05/desabafo.html' title='Desabafo'/><author><name>Vitor Tassinari Dornelles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16596588697835399031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/SXyrkQDtegI/AAAAAAAAABU/94uGXFiyMz4/S220/vitoor.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5922853859354607182.post-1678477183935065485</id><published>2009-05-11T00:54:00.000-03:00</published><updated>2009-05-11T01:23:42.836-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><title type='text'>CONTO a realidade mundana.</title><content type='html'>E estava lá... uma mão, logo, duas. Agora não só estava, estavam. Sim, dois. Dois pares de mãos, uma sobre a outra.&lt;div&gt;Como... um sanduiche. Like a sandwich. Um e outro, amor no meio.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;It's real love. It's real. Yes it's real love. It's real.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Don't need to be alone.*&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Aí todo aquele friozinho de outono nas orelhas, nas... quatro orelhas. E também, não só um, mas dois narizes para ficarem vermelhos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ele até ficou todo orgulhoso quando compraram panchos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Um só né?"&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"É", meio distraído, mas logo corrigiu-se, "não! D-o-i-s. Eu quero dois panchoS. Um para mim, e outro... outro para ela".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Como o sol, a terra e a lua. Um e outro, amor no meio.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Hold on world, world hold on.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;It's gonna be alright.*&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Depois de um tempo, o sol começou a aumentar confortavelmente a temperatura. Levantaram, caminharam, pensaram. Bom escrever no plural.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E no plural a história continuou.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Separaram.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sofreram.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mudaram.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Esqueceram.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Morreram.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Como qualquer outra história, início, meio e fim.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Existirá final feliz nessa vida que só condena?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pelo menos somos todos iguais.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Andando a esmo, com uma mochila carregada de defeitos, tentando mudar o mundo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Just a boy and a little girl.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Trying to change...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Isolation.*&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;(*recortes de John Lennon)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5922853859354607182-1678477183935065485?l=ocoaxardosapo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/feeds/1678477183935065485/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/05/conto-realidade-mundana.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/1678477183935065485'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/1678477183935065485'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/05/conto-realidade-mundana.html' title='CONTO a realidade mundana.'/><author><name>Vitor Tassinari Dornelles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16596588697835399031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/SXyrkQDtegI/AAAAAAAAABU/94uGXFiyMz4/S220/vitoor.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5922853859354607182.post-4385648160671319112</id><published>2009-05-06T00:26:00.001-03:00</published><updated>2009-05-06T00:39:42.967-03:00</updated><title type='text'>S-o-l-e-t-r-a pra mim…</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Sopro!&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Fiiiiiiiiiiiiiiiu!&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Não porra! Sopro… Sopro Diiiiviiinooo!&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Fuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu!&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Ahhhhhhhh. Bafo de deuses. Como me conforta! Sopro ipaaaaactanteeeeeeêêÊê!&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Fuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu! Pow!&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Aí eu fico meio assim… hum… como definir? Lesadãããão!! E tento soprar de volta, meio de cara com tudo:&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Fuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu…chega! &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Por que ser assim tão… tão subjetivo? Soletra pra mim. Me explica. Eu juro que depois eu acredito em ti. Amanhã eu vou me ajoelhar numa cruz, ou cruzzzzzar as pernas na grama, ou gritar para a sua divindade, ou matar uma cabra em sua homenagem.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Mas pra isso, tu tem que soletrar. Mas tu só canta pedras, só… sopra!&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Fuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu… deu!&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Na janela.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Fuuuuuuuuuu… i!&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Pela porta entreaberta.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5922853859354607182-4385648160671319112?l=ocoaxardosapo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/feeds/4385648160671319112/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/05/s-o-l-e-t-r-pra-mim.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/4385648160671319112'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/4385648160671319112'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/05/s-o-l-e-t-r-pra-mim.html' title='S-o-l-e-t-r-a pra mim…'/><author><name>Vitor Tassinari Dornelles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16596588697835399031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/SXyrkQDtegI/AAAAAAAAABU/94uGXFiyMz4/S220/vitoor.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5922853859354607182.post-1378782876177897567</id><published>2009-05-03T16:37:00.000-03:00</published><updated>2009-05-03T17:10:21.939-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><title type='text'>O rock acabou</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela procura alguma diversão barata que não seja sexo, drogas ou rock'n roll. Nada assim tão banal.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como uma arma engatilhada, cuida bem para onde aponta. Jamais errou um único tiro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas... sempre tem uma primeira vez... não?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"A grande jogada é a ostentação. Não é que para onde eu aponte dê certo. Eu me refiro a gêneros e estilos. Pensa bem: short skirt, long jacket, tá ligado? É assim que eu sou. Então, eu sei que se eu disparar ali, vai dar certo. Simples".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele precisa de alguém que o ajude a suportar todas as dores do mundo, e também o peso de sua jaqueta de couro. Ainda acha que o seu violão o tornará um astro. Manja alguma coisa, como o fato de saber que uma garrafa de Jack Deniel's o auxiliará nessa empreitada mais do que uma bela harmonia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"O lance... o lance... é o olhar. Quando eu pego a guitarra, toco qualquer coisa, porque nesse ponto, o que importa é volume, cara. Saca? VoOOoOOolume! Percebe? Daí tu junta a garrafa de uísque na caixa de som, da um gole, e então... esse é o ponto, cara. Porque se tu não souber como olhar para as gurias, então... simplesmente não dá".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas ainda há quem diga que sua segurança advém de uma profunda e intensa insegurança.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela às vezes assiste filmes de terror. Não para sentir medo, o negócio dela é a estética do horror. Então entra na locadora, escolhe seus filmes e sempre mira no atendente, que a alerta para a péssima qualidade das películas. Mas ela nunca dá a mínima, e às vezes, leva o jovem antendente junto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"A primeira lei de qualquer apreciador de filmes de terror é essa: todos ele são ruins, não... ruins não... todos eles são péssimos. Por isso, o segredo é escolher um filme intencionalmente ruim, e não algum que se pretenda super-produção e no final é... bem... ruim do mesmo jeito".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele queria ter uma religião. Uma companhia invísivel nesse mundo caótico. Acha que nasceu na época errada. Porém, sempre dá um jeito de se consolar. Já foi visto nos lugares mais bizarros possíveis descrevendo belíssimas visões de um futuro onde "todos se beeEEeeEijam na bocaa!!".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Horror? Filmes de horror? Tu tá louco? CaaaaAAAaAra! O mundo inteiro, toda essa bolinha de merda em que a gente pisa é que é o horror. Te liga meoooo... Horror são as crianças passando fome, e morrendo, e pedindo. Horror são os judeus matando muçulmanos e vice-versa. Horror é uma pessoa ver filmes de horror com todo esse horror do mundo. CaraaaAAaa-liii-ooo".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E nesse momento, eu sentado aqui, sabendo de toda a história, e mais do que nunca, apenas observando. E querendo, e pedindo, e cruzando os dedos. Mas nada vai fazer com que eles se entendam novamente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Existe aquela coisinha que se acaba, que vai diminuindo, que impossibilita.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como o por-do-sol.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como a maré.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Altos e baixos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como rock'n roll.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5922853859354607182-1378782876177897567?l=ocoaxardosapo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/feeds/1378782876177897567/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/05/como-o-rockn-roll.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/1378782876177897567'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/1378782876177897567'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/05/como-o-rockn-roll.html' title='O rock acabou'/><author><name>Vitor Tassinari Dornelles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16596588697835399031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/SXyrkQDtegI/AAAAAAAAABU/94uGXFiyMz4/S220/vitoor.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5922853859354607182.post-6560146515972060720</id><published>2009-05-01T11:35:00.000-03:00</published><updated>2009-05-01T17:25:40.071-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia Barata'/><title type='text'>Pensamentos desconexos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Eu estava a trabalho. Procurava por uma importante reunião num hospital abandonado. Atrasado e apressado, como sempre, andava estabanadamente por vários corredores.&lt;br /&gt;Do nada, eu vi uma enfermeira gorducha.&lt;br /&gt;- Onde é a reunião?&lt;br /&gt;- Na antiga clínica do teu tio.&lt;br /&gt;Ignorei o fato de eu nunca ter tido notícias de um parente médico e saí em busca do evento.&lt;br /&gt;Longas caminhadas, entradas e saídas em diversas salas, alguns espantos e indagações dos quais eu jamais me lembrarei. Aquele universo totalmente pardo; sépia. Minhas pernas fracas, como em toda a recordação noturna. Cambaleei até o lugar de origem.&lt;br /&gt;E lá estava aquela enfermeira gorducha. Não proferi palavra alguma, porém ela...&lt;br /&gt;- Teu pai é Jesus, mas tu, tu não é Jesus."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um breve relato de um sonho meu. Apesar de ter decidido buscar alguma farpa de espiritualidade, de misticismo ou crendice, não sou um cara religioso. Mas as últimas palavras daquela enfermeira me divertiram. Em outro post, falarei tudo o que penso sobre sonhos e pesadelos, mas hoje...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o Dia do Trabalho. E eu estou trabalhando duplamente: no blog e na rádio-escuta. Não que eu esteja gostando da situação, e ontem eu até pensei, enquanto voltava pra casa:&lt;br /&gt;"Saco, caralho, merda. Porra, que bosta, to fudido. Amanhã, enquanto o país inteiro estiver dormindo até o meio-dia, estarei trabalhando".&lt;br /&gt;Mas aí essa questão foi se expandindo. E eu acabei achando que não era tão ruim assim. Ser o contrário, em alguns aspectos e não em todos, intencionalmente ou não, tem sido o meu esporte nesses últimos anos.&lt;br /&gt;"Ta bem".&lt;br /&gt;Pensava enquanto subia as escadas.&lt;br /&gt;"Afinal, é Dia do Trabalho. Nada mais justo do que honrar a data ofertando todo o meu sangue para esse complexo sistema de fabricação de idiotas".&lt;br /&gt;Aí eu entrei em casa, dormi o que pude a partir daquela hora e acordei. Trabalhei comportadamente até agora. Até agora.... porque... acabou o serviço, não que eu tenha me revoltado ou qualquer coisa assim. O... k.... Ok...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros pensamentos? Sim, recordo-me de algo. Estava em algum desses cadernos aqui. Sim, aqui, há uns três anos, quando eu tentava escrever uma redação:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Começando pelo enredo: quero ficção. Quero romance, quero sonhos, quero rebeldia. Uma dose de horror quem sabe? Lunática Psicótica? O Beco? O Buraco?&lt;br /&gt;Para qualquer um que esteja em busca de uma violenta dose de qualquer coisa, eu recomendo O Buraco. Dobrando em qualquer esquina solitária, seguindo os passos da perigosa dama de vermelho, o assobio do vento, ou o empurrão do destino, você vai encontrar uma porta. Uma dessas bem poéticas, janela circular no centro bem embaçada, talvez vermelha ou verde, dependendo da obscenidade dos seus sonhos.&lt;br /&gt;Você certamente passará por ela e mergulhará no mais enfumaçado e maravilhoso mundo de sonhos noir-góticos, de quebra-quebras e matanças líricas, de sensualidade poética, de heroísmo machista e sangue santificado."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada lá muito legal, mas eu curti a aparência do lugar.&lt;br /&gt;Por hoje só.&lt;br /&gt;Porque as palavras se esgotam.&lt;br /&gt;Como um antigo fotógrafo, que carregava seus rolinhos de filmes espalhados pelo enorme colete; eu tento me vestir do maior número de palavras, guardo nas mangas, debaixo da língua, algumas no faqueiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas se eu fosse sair por aí, a procurar qualquer coisa, hoje, e exclusivamente hoje, eu não iria até O Buraco. Eu sentaria numa praça, em posição zen. Tentaria refletir, mas na verdade, eu abriria de tempo em tempo um olho, bem de leve, mas o bastante para impedir minha concentração, e cuidaria todas aquelas pernas, aqueles cães soltos ou presos em coleiras, as formigas trabalhando, as cigarras apenas cantando, carros ao longe, folhas ao vento, lamentações no ar; e ficaria a esperar pelo tênis certo.&lt;br /&gt;Porém...&lt;br /&gt;Porém?&lt;br /&gt;Porém!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5922853859354607182-6560146515972060720?l=ocoaxardosapo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/feeds/6560146515972060720/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/05/pensamentos-desconexos.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/6560146515972060720'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/6560146515972060720'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/05/pensamentos-desconexos.html' title='Pensamentos desconexos'/><author><name>Vitor Tassinari Dornelles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16596588697835399031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/SXyrkQDtegI/AAAAAAAAABU/94uGXFiyMz4/S220/vitoor.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5922853859354607182.post-6116187039017500418</id><published>2009-04-30T00:29:00.000-03:00</published><updated>2009-04-30T00:47:34.174-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia Barata'/><title type='text'>Eu acredito...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;... no caos da infinidade divina: vez por outra deus se cansa de cuidar de suas muitas criações. Solução? Simples. Cria um novo deus para fazer o seu trabalho. Resultado? Uma interminável multiplicação de deuses.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;... no magnífico Sapo Filósofo: quem da bola para um réptil em especial? Quem pode desbancar a minha teoria de que existe um coaxador absorvendo todo o conhecimento existente, rivalizando com a própria idéia de tempo, em magnitude, sabedoria e poder?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;... na dor como prova de existência: a dor, como sofrimento em si, comprova o que quer que seja. Até mesmo a alegria pode ser disfarçada, esquecida. Penso, logo existo? Conversa fiada. Pensar é antes de tudo, a dor de existir. A dor só se move quando quer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;... no amor: embora com pouca taxa de sucesso, existe amor. Amor é a dor de ser metade, de ser partido, de ser dependente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;... na mudança: as próprias diferenças culturais comprovam.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;... na convivência harmônica entre todos os seres humanos: consequencia direta da minha crença no amor, na dor e na mudança.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;... na multiplicidade de verdades filosofais: na medida em que eu posso criar qualquer regra, tampar os ouvidos e repeti-la frenéticamente, em algum lugar, alguma instância, nem que seja dentro do meu próprio cérebro, eu criei um novo mundo repleto de novas leis. Meu mundo? Esse que acabei de descrever.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5922853859354607182-6116187039017500418?l=ocoaxardosapo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/feeds/6116187039017500418/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/04/eu-acredito.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/6116187039017500418'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/6116187039017500418'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/04/eu-acredito.html' title='Eu acredito...'/><author><name>Vitor Tassinari Dornelles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16596588697835399031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/SXyrkQDtegI/AAAAAAAAABU/94uGXFiyMz4/S220/vitoor.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5922853859354607182.post-3813013439722724363</id><published>2009-04-26T14:02:00.000-03:00</published><updated>2009-04-26T14:34:15.832-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><title type='text'>Antigas anotações de um diário não digital</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outro dia, perdido nas imensidões da minha vida repleta de novas oportunidades (que bom humor eu estou hoje, não?) me deparei com um diário datado dos anos 07/08. Assim dizia em sua contra-capa:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Registros de Estados de (des)Ânimo&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não encontrei porém nenhuma identificação. E mesmo que houvesse alguma, eu diria a mesma coisa. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda não estudei a fundo o assunto, mas posso citar aqui algumas boa anotações de uma interessante e desconhecida alma que transita, ou transitou um dia entre nós:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"12/11/07 - Segunda Feira&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desejo ser, é... ser... grande, grande, não! Grande, GRANDE!"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A primeira anotação que me chama a atenção. Não interessa o quê, mas sempre existe o desejo de ser grande. Fantástico.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"13/11/07 - Terça Feira&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O garoto prodígio de meias e blusão de lã no verão, percorrendo os corredores da sua residência, os intermináveis caminhos de sua imaginação atormentada. Indeciso, alucinado, enganado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; - Grilado eu?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; - Moscão!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; - Ihú! Genial!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; - O quê? Fala.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; - É a madrugada que vai acontecendo lá fora.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; - E por que a madrugada? Por que é escuro? Sombrio? Vampiros e imaginações solitárias?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; - Nada disso. Madrugada é para os esperançosos. Ainda não nasceu, não passou, não morreu. "Vai vir"."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não só quer ser grande, como tem consciência de sua própria genialidade. Interessante reflexão sobre a madrugada. Esparançoso, porém triste. Prováveis insônias atingiam o "garoto prodígio".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"08/03/08 - Sábado&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Alguma coisa crepita dentro de mim. Uma vontade, uma ânsia, uma raiva, um ressentimento. Uma estranha boca que pede algumas horas para devorar, uma culpa que precisa e busca um novo dono."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É inevitável a caminhada dele em direção a grandeza. Ele a sente aflorar, devorar-lhe por dentro. Ele é todo sucesso. Mas não percebe.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Existe porém, um grande número de páginas em branco, e anotações sem data aparecem mostrando um novo tom.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Queria apenas algum rosto bem seguro que dissesse: "bem vindo ao nada, é nesse plano escuro, limpo de luzes piscando e de sonhos rebeldes, que se encontra a plenitude, a beatificação, a paz completa, o "nem aí filosofal"."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E algumas páginas depois.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Queria mesmo é construir um barco, navegar rumo ao nada, até que a minha mente entrasse num profundo estado de esquecimento e eu perdesse qualquer resquício de vida e de humanidade."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nesse momento a sua necessidade de fuga é clara. Mas ele não deseja ir para algum lugar. Ele deseja enterrar-se no próprio umbigo, fazer o processo inverso de uma borboleta: perder suas asas poéticas e virar um casulo improdutivo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Existe ainda, no caderno encontrado, algumas interessantes reclamações sentimentais, ensaios poéticos e alguns bons trechos de contos em prosa. Mais para a frente novas considerações.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5922853859354607182-3813013439722724363?l=ocoaxardosapo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/feeds/3813013439722724363/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/04/antigas-anotacoes-de-um-diario-nao.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/3813013439722724363'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/3813013439722724363'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/04/antigas-anotacoes-de-um-diario-nao.html' title='Antigas anotações de um diário não digital'/><author><name>Vitor Tassinari Dornelles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16596588697835399031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/SXyrkQDtegI/AAAAAAAAABU/94uGXFiyMz4/S220/vitoor.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5922853859354607182.post-70662041539501597</id><published>2009-04-23T01:48:00.000-03:00</published><updated>2009-04-23T01:50:13.719-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><title type='text'>Primeira Máxima Insône</title><content type='html'>Felicidade?&lt;div&gt;Escritor feliz, é escritor de auto-ajuda.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5922853859354607182-70662041539501597?l=ocoaxardosapo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/feeds/70662041539501597/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/04/primeira-maxima-insone.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/70662041539501597'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/70662041539501597'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/04/primeira-maxima-insone.html' title='Primeira Máxima Insône'/><author><name>Vitor Tassinari Dornelles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16596588697835399031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/SXyrkQDtegI/AAAAAAAAABU/94uGXFiyMz4/S220/vitoor.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5922853859354607182.post-6760434004553740901</id><published>2009-04-21T02:10:00.001-03:00</published><updated>2009-04-21T02:27:05.219-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><title type='text'>Loretta - Conto</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"   style="color: rgb(128, 255, 0);   font-family:Verdana;font-size:11px;"&gt;&lt;div class="post-body entry-content" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0.75em; margin-left: 0px; line-height: 1.6em; "&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;Um estudo prosaico-poético sobre um conhecido caso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;Preciso antes de tudo fazer uma ressalva: Loretta fingia uma existência comum entre seus semelhantes, quando na verdade era apenas uma rápida passageira através das realidades mundanas, uma mera visita nesta sofrida dimensão.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;Cabeça baixa, repetia para si mesmo que um dia seria feliz.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;Essa não é uma história sobre um ato, trata-se do relato de um sentimento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;Loretta não fez. Loretta apenas sentiu um pouco mais do que nós.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;Porém eu, tentando ser um bom roteirista, um tradutor ou um simples contador de histórias, dramaturgo do palco existencial, traduzo em acontecimentos e atitudes essa carga que paira, esse fragmento que assombra.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;div&gt;Do contrário, algum dia, em alguma época, alguém ouviria a história de Loretta? Um lamento apenas emitido por bêbados de fundo de bar, vagabundos viciados em morfina, prolixos idealistas e animais da meia noite travestidos de seres humanos. Que este violento uivo penetre pelas frestas de todas as janelas felizes que pensam estar de bem, e que junto do vento frio, resfrie apenas por uns minutos os sentimentos de todos os corações.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vistam seus casacos de pele, que entrem em cena os atores.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Há bastante tempo, andando pela rua, eu vi Loretta passar. Planando na altura dos meus ombros, encantou-me o olhar aquela fada, que tão solitária parecia - e agora depois de tantas vidas passarem já descobri que não era apenas uma impressão fictícia gerada pela minha profunda aversão ao conjunto - desprender-se do solo a cada passo dado. Saltitava pela superfície realista aquela guria. E a cada impulso dado ia mais longe, até sumir por algum tempo, e então voltava para recarregar sua carga de dor.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Apenas palavras de um velho (res)sentimento:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Teus olhos são dois túneis negros, tristes passagens para um lugar melhor. Perco-me entre os dois caminhos, racha-me a noção de existência quando penso em transpô-los. Indeciso ficou eu entre as duas estradas iguais. Caminhos sinônimos que não levam ao mesmo céu.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E se eu pensasse em desistir agora? Ou se seguisse na benéfica intenção de instaurar-te um caos emocional?"&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Segui pela estrada pavimentada que me trouxe até essa posição. O resto, eu apenas ouvi ou fiquei sabendo, por meio de expressões que se modificaram ao longo da trajetória.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Afinal, o que sentiu aquela guria para merecer vossa atenção?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sentiu a dor da brasa, mas escapou da serpente. Sentiu o fio da navalha, mas esquivou-se do corte. Sentiu o que chamam de amor, mas não atingiu o alvo. Viu a morte acontecendo, mas não foi vítima. Viu o mundo em sua exata localidade geográfica, e então percebeu como as coisas funcionavam.  Degustou o fruto proibido, e explodiu-se absorvendo conhecimento restrito ao pós-vida. Como alguns antigos gregos tentaram, ausentou seu avatar para apenas observar, ainda que sem querer.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Trecho de uma velha resposta:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Sai por essa porta. Tranque pelo lado de fora, e descanse lá com todo esse material intacto. Feche os olhos e finja que o tempo não passa. Aflore uma divindade interior e me conceda o milagre das opções simultâneas. Me deixe fazer aquilo sem deixar de ter isto. Seja um Deus bonzinho e será bem recompensado."&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não que eu não seja capaz. Mas, sinceramente, eu prefiro deixar para lá.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Foi no banco de uma praça, que atingida de todos os sofrimentos - pois o sentir implica sofrer em menor ou maior grau - e exclusivamente incubida da responsabildade da grande revelação, que Loretta saltou para não mais voltar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Apenas dramáticamente falando, pois, na verdade, depois disso, Loretta ainda buscou e encontrou um ponto bem alto de onde pudesse espatifar toda a sua carne contra um solo bem rígido.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Imatura era a sua mente, e um dia eu até perguntei:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Por que ela?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Porque ela era a que mais tinha chances de conseguir.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Suas doloridas canções nos salvariam?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Bem... ... até agora, não salvaram.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Restou-me o prazer de brincar com as palavras.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E nessa madrugada, faço uma análise de ganhos e perdas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Guardo para mim o meu aval, protegendo-te de toda a verdade existencial que apenas prejudica, e fico a sonhar pesadelos quanto ao infinito tombo de Loretta em busca da des-humanização.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas eu cogito todas as possibilidades.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="clear: both; "&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="post-footer" style="color: rgb(0, 255, 128); text-transform: lowercase; "&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5922853859354607182-6760434004553740901?l=ocoaxardosapo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/feeds/6760434004553740901/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/04/loretta-conto_20.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/6760434004553740901'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/6760434004553740901'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/04/loretta-conto_20.html' title='Loretta - Conto'/><author><name>Vitor Tassinari Dornelles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16596588697835399031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/SXyrkQDtegI/AAAAAAAAABU/94uGXFiyMz4/S220/vitoor.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5922853859354607182.post-7721556901365863148</id><published>2009-04-17T02:36:00.000-03:00</published><updated>2009-04-17T02:37:19.457-03:00</updated><title type='text'>Na lagoa...</title><content type='html'>Croac, croac (crii, crii, crii) croac... &lt;div&gt;Croac?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;(Crii?)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Croac!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Croac, croac (crii, crii) croac, croac... &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5922853859354607182-7721556901365863148?l=ocoaxardosapo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/feeds/7721556901365863148/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/04/na-lagoa.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/7721556901365863148'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/7721556901365863148'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/04/na-lagoa.html' title='Na lagoa...'/><author><name>Vitor Tassinari Dornelles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16596588697835399031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/SXyrkQDtegI/AAAAAAAAABU/94uGXFiyMz4/S220/vitoor.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5922853859354607182.post-4391762106129787205</id><published>2009-04-13T22:48:00.000-03:00</published><updated>2009-04-13T23:46:37.236-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><title type='text'>Voltando da pista de boliche - Conto</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Meus olhos vêem como uma lente desfocada. Eu enxergo tudo o que passa, mas os detalhes, ou a maneira como deveria ser, é que eu não percebo bem.  Aí eu fico meio sei lá. As pessoas ficam meio sei lá. O mundo fica meio sei lá.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enquanto caminho na rua eu carrego minhas mãos nos bolsos, pois nunca pude preenche-los com a existência de alguém. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Daí eu cheguei em casa com todos esses pensamentos. Tentei trancá-los do outro lado da porta, mas ela não fechava. Não pude separá-los de mim. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No banheiro lavei as mãos, na cozinha comi alguma coisa, no quarto me despi e na janela eu vi. Fiquei digerindo aquelas imagens e idéias enquanto meu estômago realizava o mesmo trabalho. A diferença é que ele o fazia com prazer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se alguma coisa me incomodava? Com tudo isso tu ainda pergunta?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É claro que tinha um problema. Ela havia recusado minha carona. Eu até tentei a retórica: "Baby, you can drive my car". Mas eu e ela sabiamos que eu não seria um astro como na música aquela. Pena, ela merecia muito uma carona de graça.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Liguei o computador. O orkut dizia para eu ser indispensável para alguém. Pro inferno, até ele quer me dar conselhos? Desliguei toda aquela bobagem digital. Desconectei meus cabos com o mundo. Fui jogar boliche e tomar umas cervejas com aquele ar de "é isso, é isso mesmo, entendeu?". Algo como bater no cachorro ou queimar formigas com uma lupa. O sujeito em questão era minha vida. Todo o tempo, sem perceber, eu me provalecendo contra a sua aparente Aparente APARENTE inércia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então, fomos eu e os meus amigos cabeludos embalados na Sete de Setembro. Não pus as mãos nos bolsos dessa vez, queria que fosse diferente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tive agora uma reflexão bem interessante: se todo mundo reagisse ao fracasso como eu, cortando os cabelos, a regra se aplicaria perfeitamente naquelas três figuras em questão. Mas também pode ser tudo bobagem. Não acha? Sei lá, pode ter gente que... bem, pode ter gente que simplesmente não reaja de maneira alguma. Mas seria engraçado. Como um medidor, os cabelos indicariam a que distância a pessoa está da sua última frustração. Talvez se aplique comigo... ou não.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ah... eu me atrapalho com essa idéia surreal de fluxo de pensamento. Mas é a única maneira que eu tenho de me fazer funcionar. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Também pode ser que cada pessoa tenha o seu próprio medidor, procurarei prestar atenção à isso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bem, como não poderia deixar de ser, nós chegamos lá para jogar. Todas as pistas estavam ocupadas, tinhamos que esperar cerca de quinze minutos. Sentei numa mesa qualquer, e me coloquei a observar as pessoas. O murinho de tijolos que protegia a pista impedia minha visão. Não podia ver as jogadas, apenas os jogadores a partir dos seus troncos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aos poucos, enquanto mais eu me acostumava com a observação e tentava firmar o foco, mais eu percebia a reação das pessoas após lançar a bola. Descobri então, que não importa o nível de sucesso da jogada, mas sim, a maneira como a pessoa se vira, encara os colegas e adversários, o que ou qual gesto ela faz com as mãos, qual a direção do olhar, enfim, o que importa é a maneira como se volta da pista.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Refleti sobre a maneira como venho voltando. Mãos nos bolsos? Cabeça baixa? Que isso!!?!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então, amiga, pouco me importa se da próxima vez derrubarei todos ou nenhum pino. Importa é que eu voltarei daquela maldita pista carregando o sucesso em cada músculo do meu corpo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tu acha que eu escrevo pra ti né? E tu, tu também?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Só porque existe uma segunda pessoa direta na quase totalidade dos meus escritos, não significa que a mensagem sempre seja direcionada. Eu apenas gosto da idéia de que exista alguém a me ouvir, balançando sua cabeça a cada sacada, pedindo maiores explicações com o olhar, lamentando os momentos mais críticos do relato, ou simplesmente dando ouvidos à todas as minhas galáticas viagens sentimentais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Saca?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fim&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5922853859354607182-4391762106129787205?l=ocoaxardosapo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/feeds/4391762106129787205/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/04/voltando-da-pista-de-boliche-conto.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/4391762106129787205'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/4391762106129787205'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/04/voltando-da-pista-de-boliche-conto.html' title='Voltando da pista de boliche - Conto'/><author><name>Vitor Tassinari Dornelles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16596588697835399031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/SXyrkQDtegI/AAAAAAAAABU/94uGXFiyMz4/S220/vitoor.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5922853859354607182.post-1210406044252591198</id><published>2009-04-13T00:09:00.000-03:00</published><updated>2009-04-13T00:11:44.264-03:00</updated><title type='text'>Grito</title><content type='html'>Vou embora&lt;div&gt;Fazer o que eu gosto&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Num lugar que eu goste&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não posso trazer o mundo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Meus braços não podem&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tenho que ir até ele&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5922853859354607182-1210406044252591198?l=ocoaxardosapo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/feeds/1210406044252591198/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/04/grito.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/1210406044252591198'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/1210406044252591198'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/04/grito.html' title='Grito'/><author><name>Vitor Tassinari Dornelles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16596588697835399031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/SXyrkQDtegI/AAAAAAAAABU/94uGXFiyMz4/S220/vitoor.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5922853859354607182.post-7167586603367056618</id><published>2009-04-06T15:06:00.000-03:00</published><updated>2009-04-06T16:33:33.042-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><title type='text'>O que te Conto?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Improvisos sobre situações corriqueiras -&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Depois que passar, a gente arruma alguns detalhes, poda aqui e ali, e a tua história fica interessante" O Sapo Filósofo, há muito tempo, para o filho de um Carpinteiro, em mais uma das suas experiências com o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nublado. O céu estava meio esbranquiçado. Não daquele jeito cinzento que eu tanto gosto, estava, na verdade, como uma grande lâmpada fluorescente. Mas mesmo assim eu fui até o terraço, levando Kerouac e todos os Vagabundos Iluminados em minha companhia - procurava um pouco de paz.&lt;br /&gt;Cheguei lá, minha caixa d'água, abelhas. Droga.&lt;br /&gt;"Pois bem", eu pensei, "é uma boa oportunidade de enfrentar medos e começar a minha heróica reviravolta." E fiquei, sentado, lendo intermináveis reflexões zen-budistas kerouacianas enquanto as abelhas me circundavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Olha, ei, psiu! Abelha soldado, vai ter que me perdoar e me aceitar. À partir de hoje dividiremos esse espaço. O que tu acha? Não, não tu exatamente, não nessa rigidez militar em que tu vive. Eu pergunto à ti, mas cobro resposta da rainha. Nós com nossas identidades, com nossas forças e fraquezas. Eu temo o teu coletivo, pois muitas são as abelhas. Tu teme o meu tamanho, pois sozinhos são os seres humanos. Eu perdôo o teu zumbido se tu perdoar minha melancolia. Vá agora, seja um bom soldado e leve minha mensagem intacta a sua Elizabelha. Ou quererá tu, com covardes ferroadas iniciar um grotesca batalha da qual nenhum de nós sobreviverá?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu virava aquelas páginas rapidamente, compreendendo todas aquelas reflexões orientais.&lt;br /&gt;Com as pernas cruzadas como índio, vento nos cabelos, na altura certa, bem no nível do entendimento; eu era um Buda. Ou uma outra santidade da era moderna, buscando informação em material alheio. Quando será que esquecemos das fontes e  passamos confiar em algum mal elemento (des)humano que descreveu o mundo segundo suas próprias concepções errôneas? E ali estava eu, vendo você passar pelo curto espaço de calçada que conseguia enxergar entre dois edifícios. Mas aí alguma coisa me interrompeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ei, bzzzzzzzzziu! Humano engrenagem, trago uma resposta da minha Elizabelha. Vai ter que me perdoar, mas preciso fazer com que saia daqui. Minha rainha o respeita e não o teme. Mas está a interromper a visão das abelhas vigias. O reino está tenso. Não teremos como prever um possível ataque de vespas. Nós com nossos problemas. Tu com os teus. Mas vá agora, vá que nessa Terra há lugar para todos, inclusive para mim e para você."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então eu fechei o livro e comecei descer as escadas meio entristecido. Afinal, sempre é meio trabalhoso interromper inesperadamente um ciclo geral de compreensão.&lt;br /&gt;Saí de casa, meio sem rumo. A essas alturas o céu já estava mais escuro, cinzento como eu gosto. Aí eu pensei em aproveitar a situação e te seguir, mas  você não havia deixado pistas.&lt;br /&gt;O vento estava soprando forte e regular, levava sacolas e jornais que jamais tocavam o chão, tal era a sua leveza e consistência. Então, não sei bem o momento exato, mas sei que começou pelo pensamento sendo levado pelo ar, e assim, por pura reação física, meu corpo foi atrás , apenas para acompanhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voei um pouco a esmo, com o tempo os rasantes pararam de me divertir, fiquei entediado. Passei então algumas vezes pela tua janela, mas tu não percebeu. Ninguém percebia, com exceção de algumas crianças que pareciam temer minha bunda amarela e preta. Por um momento pensei estar perdido, mas logo lembrei onde ficava minha colméia. Voltei para lá, já estava na hora, Elizabelha me chamava. Era alguém que estava a atrapalhar o andamento normal do nosso reino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esqueci do tempo, do mundo, deles e, finalmente, de ti também.  E fiquei lá, resolvendo minhas pendengas diárias de abelha soldado.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5922853859354607182-7167586603367056618?l=ocoaxardosapo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/feeds/7167586603367056618/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/04/o-que-te-conto.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/7167586603367056618'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/7167586603367056618'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/04/o-que-te-conto.html' title='O que te Conto?'/><author><name>Vitor Tassinari Dornelles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16596588697835399031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/SXyrkQDtegI/AAAAAAAAABU/94uGXFiyMz4/S220/vitoor.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5922853859354607182.post-3178489516137597856</id><published>2009-04-02T00:16:00.000-03:00</published><updated>2009-04-02T22:56:13.555-03:00</updated><title type='text'>Parabéns pra Camila</title><content type='html'>Só porque ela é orgulhosa, e chata, e prepotente.&lt;div&gt;&lt;div&gt;Eu dou uma resposta humilde, pra ela ficar sem graça, com raiva da minha superioridade... e quem sabe feliz.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Presente digital de niver, não substitui, mas é...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Feliz aniversário Camila, a guria que me dá dor de pescoço.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;x)&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5922853859354607182-3178489516137597856?l=ocoaxardosapo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/feeds/3178489516137597856/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/04/parabens-pra-camila.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/3178489516137597856'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/3178489516137597856'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/04/parabens-pra-camila.html' title='Parabéns pra Camila'/><author><name>Vitor Tassinari Dornelles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16596588697835399031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/SXyrkQDtegI/AAAAAAAAABU/94uGXFiyMz4/S220/vitoor.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5922853859354607182.post-1559280346986007977</id><published>2009-03-30T23:25:00.001-03:00</published><updated>2009-03-31T12:33:48.964-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><title type='text'>Se eu soubesse cantar, eu não cantaria</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ontem, depois de poucas horas de sono, eu acordei, e estava me sentindo mal.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje, caminhei um pouco, trabalhei, até ri de alguma coisa e voltei da faculdade... mas quando eu cheguei em casa, percebi que eu era um caco, uma partícula mínima do que eu nasci.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Queria pegar toda a minha vida, os anos que restam, e dar para alguém, de bom grado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Toma, minha vida é tua, usa do jeito que quiser.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estava pensando a poucos minutos, na minha janela, vendo outras janelas com pessoas dentro. Por um momento eu lembrei que antes de ontem, eu também estava mal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Procurei com certo desespero, tentei achar... mas não consigo lembrar de um bom dia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se eu pudesse prever... poderia me poupar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Queria que todo o amor que a minha avó sentisse por mim, rebatesse nos meus espelhos contra compaixão alheia, e voltasse para ela, e a curasse de todos os males.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas quem sabe minha vida é negativa. Minha existência é a própria anti-existência.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aí eu pensei em dormir, para acordar bem. Agora eu já acho que eu não acordaria bem. Nem amanhã nem depois. Queria ser outro, apenas isso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lembrei então que eu aprendi a escrever ao contrário quando criança, dizem que por ser canhoto. Discordo dessa versão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na verdade, era como se eu avisasse. Mãe, quero ir para outra direção. Vocês vão, eu volto. Vocês fazem, eu desfaço. Vocês sentem, eu sinto ao contrário. Vocês sabem um lado, eu só sei o outro. Vocês empurram, eu puxo. Vocês vivem, eu... faço o que venho fazendo nesses vinte anos que se passaram desde então.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se eu soubesse cantar, eu não cantaria.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ou melhor, faria o contrário, como a minha vida inteira. Cantaria do avesso, para dentro. Não faria som, engoliria o som, o cheiro, a vida, o gosto doce, a mulheres que eu amei, amo, ou amarei, minha família e toda a atmosfera. Até que eu explodisse e que minha maldita carne misturada a tudo o que me cerca originasse um mundo novo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um mundo em que eu seria o ovo, o mito primordial, o negado, o desacreditado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E isso me faz pensar. Deus, Big Bang, o que for... era apenas um cara pacato que sabia cantar, e o fez para dentro...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje, mais um dia, uma ilusão, mais um vício qualquer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É a vontade que eu tenho de olhar nos teus olhos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5922853859354607182-1559280346986007977?l=ocoaxardosapo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/feeds/1559280346986007977/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/03/se-eu-soubesse-cantar-eu-nao-cantaria.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/1559280346986007977'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5922853859354607182/posts/default/1559280346986007977'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocoaxardosapo.blogspot.com/2009/03/se-eu-soubesse-cantar-eu-nao-cantaria.html' title='Se eu soubesse cantar, eu não cantaria'/><author><name>Vitor Tassinari Dornelles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16596588697835399031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_H3ZVzDvqhMQ/SXyrkQDtegI/AAAAAAAAABU/94uGXFiyMz4/S220/vitoor.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
